A PREVISÃO DE INSOLVÊNCIA PELO MODELO COX: UMA APLICAÇÃO PARA A ANÁLISE DE RISCO DE COMPANHIAS ABERTAS BRASILEIRAS

Autores

  • Márcio Severo Martins Universidade Federal do Rio Grande do Sul
  • Oscar Claudino Galli Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Palavras-chave:

Modelo de Riscos Proporcionais de Cox, previsão de concordatas, empresas de capital aberto, sistema de early warning, indicadores financeiros

Resumo

Os primeiros estudos sobre previsão de falência foram elaborados por volta da década de 30. Entretanto, o assunto só ganhou impulso a partir da utilização de técnicas estatísticas, ao longo dos anos 60. No Brasil, os primeiros trabalhos sobre o assunto datam dos anos 70. A esse respeito, vale destacar que a técnica estatística empregada em grande parte desses estudos foi a análise discriminante linear multivariada. Na tentativa de contribuir para o tema, este trabalho se propôs a testar um modelo de previsão de concordatas de empresas de capital aberto, a partir da modelagem desenvolvida por Cox (1972). Esse modelo se diferencia daqueles estimados a partir de técnicas logit, probit e análise discriminante, na medida em que fornece não apenas a probabilidade de que um determinado evento ocorra no futuro, mas também uma estimativa do tempo até sua ocorrência. Os resultados mostram que somente dois indicadores foram considerados relevantes para o cálculo do risco de concordata: EMPRÉSTIMOS BANCÁRIOS (EFTCP) /ATIVO CIRCULANTE (AC) e RETORNO SOBRE O PATRIMÔNIO LÍQUIDO. O modelo demonstrou que é possível identificar, antecipadamente, o risco de concordata de uma empresa de capital aberto. Por essa razão, acredita-se que o modelo de Cox possa ser utilizado como auxiliar na previsão de concordatas de companhias abertas operando na Bolsa de Valores de São Paulo – Bovespa.

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Publicado

2013-05-13

Como Citar

Severo Martins, M., & Galli, O. C. (2013). A PREVISÃO DE INSOLVÊNCIA PELO MODELO COX: UMA APLICAÇÃO PARA A ANÁLISE DE RISCO DE COMPANHIAS ABERTAS BRASILEIRAS. Revista Eletrônica De Administração, 13(1), 231–248. Recuperado de https://www.seer.ufrgs.br/index.php/read/article/view/39918