Cópia e Simulacro: potencialidades da representação da doméstica em Carolina Maria de Jesus

Milena Paixão Silva

Resumo


Este trabalho busca pensar se a produção literária, sobretudo as bem próximas dos caracteres autobiográficos, nos permitem dialogar com o conceito de cópia e simulacro, primeiramente apresentado por Platão em A República e depois revisitado por Gilles Deleuze em Platão e o Simulacro. Não por acaso, escritos de Carolina Maria de Jesus presentes na obra Diário de Bitita, assim como o poema-narrativo A Empregada são escolhidos para essa tarefa. O recorte descreve algumas das vivências de Carolina enquanto doméstica, o que oportuniza a discussão sobre autoconhecimento e representação.

Palavras-chave: Carolina Maria de Jesus. Autoconhecimento. Representação.


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Referências


DELEUZE, Gilles. Platão e o Simulacro. In: DELEUZE, Gilles. Lógica do Sentido. São Paulo: Perspectiva, 2015. p. 259-271.

JESUS, Carolina Maria de. Diário de Bitita. São Paulo: SESI-SP, 2014.

JESUS, Carolina Maria de. Meu sonho é escrever... contos inéditos e outros escritos. Organização de Raffaella Fernandez. São Paulo: Ciclo Contínuo, 2018.

PLATÃO. A República. Tradução e Organização de J. Guinsburg. São Paulo: Perspectiva, 2014.

SANTOS, Rosimeire. A Escolarização da população negra entre o final do século XIX e o início do século XX. NetSaber - Artigos. Disponível em: http://artigos.netsaber.com.br/resumo_artigo_6412/artigo_sobre_a-escolarizacao-da-populacao-negra-entre-o-final-do-sec--xix-e-o-inicio-do-sec--xx. Acesso em: 16 de março de 2020.




DOI: https://doi.org/10.22456/2596-0911.98997

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