“Sobre essa grande esteira rolante que são as páginas de Flaubert”: procurando os motivosnos quadrosde Madame Bovary

Hêmille Raquel Santos Perdigão

Resumo


Na leitura dos textos de Nabokov e Auerbach acerca de Madame Bovary, obra escrita por Gustave Flaubert, surgem as classificações do romance como pseudossubjetivo e objetivo, respectivamente. Partindo dessas leituras, o presente trabalho questiona sobre o romance ser, de fato, objetivo, com a hipótese de que o que se tem, na verdade, é uma subjetividade, visto que o ponto de vista da protagonista é predominante. Em seguida, são apresentadas pinturas que mais se aproximam do estilo do romance, pelas características de riqueza de detalhes, desierarquização dos acontecimentos e posicionamento do leitor com uma visão parcial das cenas.

Palavras-chave: Flaubert. Objetividade. Subjetividade. Quadros.


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Referências


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DOI: https://doi.org/10.22456/2596-0911.100301

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