Sobre o conceito de consciência em Heidegger

Rafael Ribeiro Almeida, Fabíola Menezes Araújo

Resumo


Pretendemos examinar a noção de consciência (Gewissen) na primeira fase do pensamento heideggeriano. Para tanto, investigamos Ser e Tempo, em especial o segundo capítulo da segunda seção (§§ 55-60), no qual o autordestaca o fenômeno da consciência como existencial e originário, designando-o como apelação. Através da consciência – ao apelar e ao mesmo tempo compreender o clamor dessa apelação – o ser-aí, enquanto ser-no-mundo, pode ser de modo autêntico. Notemos que à pergunta quem clama nessa aclamação, responde-se: o ser-aí angustiado. A consciência, dessa forma, designa o movimento pelo qual o ser-aí direciona-se para o seu poder-ser, em sentido autêntico que, como possibilidade, já e sempre é.

Keywords:Consciência. Ser e Tempo. Apelação. Autenticidade.


Texto completo:

PDF

Referências


ABBAGNANO, Nicola. Dicionário de filosofia. 3. ed. Trad. Alfredo Bosi. São Paulo: Martins Fontes, 1998.

BLACKBURN, Simon. Dicionário Oxford de filosofia. Trad. Desidério Murcho. Rio de Janeiro: J. Zahar, 1997.

CRITCHLEY, Simon; SCÜRMANN, Reiner. On Heidegger's Being and Time. New York: Routledge, 2008.

GAOS, José. Introducción a El Ser y El Tiempo de Martin Heidegger. 2. ed. México: Fondo de Cultura Económica, 1971.

HEIDEGGER, Martin. SeinundZeit. Frankfurt am Main: Vittorio Klostermann, 1976.

HEIDEGGER, Martin. Ser e Tempo – parte I. 2. ed. Trad. Márcia de Sá Cavalcante. Petrópolis: Vozes, 1988.

HEIDEGGER, Martin. Ser e Tempo – parte II. 12. ed. Trad. Marcia de Sá Cavalcante. Petrópolis: Vozes, 2005a.

HEIDEGGER, Martin. Ser y Tiempo. Trad. Jorge Eduardo Rivera. Santiago do Chile: Editorial Universitária, 2005b.

HEIDEGGER, Martin. O que é Metafísica?. Trad. Enio Paulo e Ernildo Stein. Petrópolis: Vozes, 2008.

HEIDEGGER, Martin. Ser e Tempo [bilíngue]. Trad. Fausto Castilho. Campinas: Unicamp; Petrópolis: Vozes, 2012.

INWOOD, Michael. Dicionário Heidegger. Trad. Luísa Buarque de Holanda. Rio de Janeiro: J. Zahar, 2002.

INWOOD, Michael. Heidegger. Trad. Adail Ubirajara Sobral. São Paulo: Loyola, 2004.

MANZI, Ronaldo. O que seria a consciência na fenomenologia heideggeriana?Griot: Revista de Filosofia, Amargosa, v. 13, n. 1, p. 183-199, jun. 2016.

MERTENS-KAHLMEYER, Roberto. Resenha: Heidegger, Martin. Ser e tempo. Trad. de Fausto Castilho. Editora da Unicamp; Vozes, 2012. 1200p. Revista Húmus, Maranhão,n. 8, p. 103-104, ago. 2013.

MORA, Ferrater. Dicionário de Filosofia – tomo I a IV. Trad. Maria Gonçalves, Adail Sobral, Marcos Bagno e Nicolás Campanário. São Paulo: Loyola, 2000.

MULHALL, Stephen. Heidegger and Being and Time. 2. ed. Oxford: Routledge, 2005.

RESWEBER, Jean-Paul. O Pensamento de Martin Heidegger. Trad. João Agostinho A. Santos. Coimbra: Livraria Almedina, 1979.

SAFRANSKI, Rüdiger. Heidegger –um mestre da Alemanha entre o bem e o mal. Trad. Lya Luft. São Paulo: Geração Editorial, 2000.

STEGMÜLLER, Wolfgang. A filosofia contemporânea: introdução crítica. São Paulo: EPU, 1977.

STEIN, Ernildo. Seis estudos sobre ‘Ser e tempo’.3. ed. Petrópolis: Vozes, 2005.

TUGENDHAT, Ernst. HeideggersIdee von Wahrheit. In: PÖGGELER, Otto (Hg.). Heidegger: Perspektivenzur Deutung seines Werks. Köln: Kiepenheurer&Witsch, 1969. p. 286-297.

TUGENDHAT, Ernst. Selbstbewusstsein und Selbstbestimmung: SprachanalytischeInterpretationen. Frankfurt: Suhrkamp, 1981.

YONG, Chen. Bewusstsein und Erschlossenheit - Untersuchungzu Descartes und Heidegger. 2013. Disponível em: https://doi.org/10.11588/heidok.00015313. Acesso em 31 jan. 2020.




DOI: https://doi.org/10.22456/2596-0911.100228

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Licença Creative Commons
Este obra está licenciado com uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.

 

ISSN 2596-0911

 

Contato: revistaphilia@ufrgs.br

 

Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Avenida Paulo Gama, 110

Bairro Farroupilha, Porto Alegre, RS

CEP 90040-060

 

INDEXADORES | INDEXING