A Amazônia ‘nossa’ de cada dia no jornalismo de TV

Vânia Maria Torres Costa

Resumo


Este trabalho propõe como recorte analítico a construção jornalística sobre a Amazônia, enquanto espaço geográfico e político inserido no território brasileiro. A partir do conceito de “acontecimentos discursivos”, em Michel Foucault, buscamos caminhos para a análise do audiovisual televisivo, que nos mostra como a “região” é enunciada enquanto produção de sentido. Interessa-nos observar em que discursos e contextos é recortada, selecionada e exibida em rede nacional, a partir do Sudeste do país, o locus centralizador da produção televisiva brasileira. O corpus de análise são séries especiais de reportagens do telejornalismo da Rede Globo, de 2006 a 2016, a última década. Por meio dos caminhos da polinarrativa, que propomos como observação do audiovisual, observamos imagem em movimento, texto e som em modos de falar sobre a região como propriedade nacional, quando se vislumbra a Amazônia como questão que diz respeito à soberania do país. Os textos apresentam a região como objeto da colonialidade do discurso nacional, que privilegia um certo olhar em direção à periferia, como terra, ao mesmo tempo exótica e fracassada, que deve ser apropriada material e simbolicamente pelo centro político, econômico e cultural da nação, representado como apto a “ampará-la” em suas fragilidades.  


Palavras-chave


Amazônia. Jornalismo. Televisão. Discurso. Região.

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DOI: https://doi.org/10.19132/1807-8583202152.91822



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