Silenciamento, visibilidade controlada ou representatividade? Que “negro” é esse em Guilhermina e Candelário?

Autores

  • Renata Barreto Malta Universidade Federal de Sergipe
  • Roseli Pereira Nunes Bastos Universidade Federal de Sergipe
  • Cândida Santos de Oliveira Universidade Federal de Sergipe

DOI:

https://doi.org/10.19132/1807-8583202050.222-242

Palavras-chave:

Representatividade. Raça e etnia. TV aberta brasileira. Guilhermina e Candelário. Significado da narrativa.

Resumo

O modelo de representação social em voga nos produtos audiovisuais televisivos, em especial naqueles produzidos e veiculados no Brasil, tem suscitado estudos e debates. Apesar da crítica ao padrão hegemônico alicerçado em raça e etnia, caracterizado mais por ausências do que presenças, que historicamente compõe esta suposta representatividade, ainda predomina a invisibilidade que, em alguma medida, tem sido substituída por uma visibilidade controlada. Na contramão desta conjuntura, a animação colombiana “Guilhermina e Candelário”, exibida no Brasil pela TVE / TV Brasil, apresenta uma série de histórias vivenciadas por personagens negros. Considerando sua excepcionalidade na TV aberta brasileira, propomos analisar de que forma aspectos sociais estão ali retratados. Nessa trajetória empírica, focamos na análise dos quatro protagonistas desta animação, na busca dos significados da narrativa, propostos por Bordwell e Thompson (2008). Como resultado, salientamos que a trama, mais do que problematizar questões raciais, naturaliza os personagens de modo que a sua relevância não se baseia no fato de serem negros. Aspectos étnicos são apresentados de forma bastante sutil e não estão no cerne da narrativa. Ademais, observamos uma ruptura da hegemonia no que concerne à estrutura de gênero que alicerça a sociedade, também de forma natural, porém com maior centralidade, ainda que alguns aspectos dos personagens analisados contribuam para a manutenção de padrões culturalmente naturalizados.

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Biografia do Autor

Renata Barreto Malta, Universidade Federal de Sergipe

Doutora em Comunicação Social pela Universidade Metodista de São Paulo

Pós doutorado em andamento na Universidad de Sevilla - Espanha.

Professora efetiva do departamento de comunicação da Universidade Federal de Sergipe

Professora permanente do programa de pós-graduação em Comunicação Strito Sensu da Universidade Federal de Sergipe (PPGCOM)

Roseli Pereira Nunes Bastos, Universidade Federal de Sergipe

Mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente pela Rede Prodema/ Sergipe (UFS) e Mestranda em Comunicação Social pela Universidade Federal de Sergipe (UFS), Especialista em Escola e Comunidade (UFS), Graduada em Comunicação Social/Radialismo (UFS) e Graduada em Comunicação Social/ Jornalismo (UFS). Atuei como tutora e orientadora de pós-graduação em Educação Ambiental (UFS) por 2 anos. Também na UFS iniciei minhas atividades de pesquisa sobre Práticas Pedagógicas, Educação e Comunicação. Atualmente estou como Diretora de Revisão e Orientação da Dynami Consultoria Acadêmica, empresa responsável por revisão textual de trabalhos acadêmicos (Graduação e pós-graduação), tutora presencial da Universidade Cândido Mendes (UCAM) 

Cândida Santos de Oliveira, Universidade Federal de Sergipe

Mestranda em História na Universidade Federal de Sergipe (PROHIS/UFS), na linha de pesquisa Cultura, Identidade e Memória e graduada em História na mesma instituição. Graduada em Jornalismo pela Universidade Tiradentes (2005); Pós-graduada em Comunicação Digital pela Faculdade de Negócios de Sergipe (2008).

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Publicado

2020-08-31

Como Citar

Malta, R. B., R. P. N. Bastos, e C. S. de Oliveira. “Silenciamento, Visibilidade Controlada Ou Representatividade? Que ‘negro’ é Esse Em Guilhermina E Candelário?”. Intexto, nº 50, agosto de 2020, p. 222-4, doi:10.19132/1807-8583202050.222-242.

Edição

Seção

Artigos