Processos de ambientalização e transição agroecológica no MST: reforma agrária popular, soberania alimentaria e ecologia política

Lucas Henrique Pinto

Resumo


Procuraremos analisar no presente artigo como a hegemonia do projeto neoliberal na economia mundial e as mudanças produtivas do regime capitalista, levaram ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) a incrementar também suas bandeiras, tanto pelos avanços oriundos dos conflitos organizativos internos como também pela sua adequação as novas conjunturas hegemônicas. Problematizaremos estes processos interacionando a nova forma de pensar a reforma agraria com alguns pontos da chamada questão ambiental, que não é segundo nossa hipótese, somente uma assimilação de um assunto atualmente de moda, senão é a incorporação de um aspecto central no debate sobre o atual estagio produtivo das forças capitalistas e as externalidades produzidas nos processos de produção de mercadoria. Questões que discutiremos a partir de entrevistas com membros do Movimento e suas impressões sobre as dinâmicas de tais processos de ambientalização e transição agroecológica.

Palavras-chave


Ambientalização. MST. Agroecología. Ecologia política. Reforma agraria.

Texto completo:

PDF (Español (España))


DOI: https://doi.org/10.19132/1807-8583201534.294-321



 

Intexto | E-ISSN 1807-8583 | Facebook | Google Scholar 

Classificação Qualis: B1 - Comunicação, Informação, História, Letras/Linguística  | B2 - Psicologia | B3 - Ciência Política e Relações Internacionais, Arquitetura, Urbanismo e Design, Ciências Ambientais, Interdisciplinar | B4 - Sociologia. 

Programa de Pós-graduação em Comunicação | Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Rua Ramiro Barcelos, 2705 sala 519 - Porto Alegre, RS, Brasil | E-mail: Intexto @ufrgs.br

 

 Membro Associação Brasileira de Editores Científicos 

 Signatária DORA (San Francisco Declaration on Research Assessment)