Por que russo e, não, soviético? Cinema e semiótica do campo eslavo

Irene de Araújo Machado

Resumo


Este ensaio discute a dicotomia que entende o processo de denominação cultural identitária russa como forma de filiação ideológica soviética. Toma como ponto de partida o cinema de Tarkovski e seus embates com o realismo socialista porque situa aí as raízes de uma discussão, não menos polêmica, que ultrapassa os próprios limites da vanguarda revolucionária soviética. Segundo a hipótese de nosso trabalho, os embates que cercam o conflito russo versus soviético podem ser dimensionados em três eixos: o geopolítico, o cultural e o ideológico. Configurados nos campos literário, cinematográfico e semiótico, encontramos argumentos e experiências que nos levam a situar a pergunta de pesquisa como um caminho para a investigação crítica de uma história pouco conhecida.


Palavras-chave


Cinema russo. Dialogia. Vanguarda soviética. Realismo. Semiótica da cultura. Sistemas modelizantes.

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DOI: https://doi.org/10.19132/1807-8583201532.15-37



 

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