Cinema brasileiro e o boom dos filmes sobre favela: uma leitura de Última parada 174 como forma simbólica

Fernanda Ribeiro Salvo

Resumo


O artigo propõe uma reflexão sobre como os textos são constituídos em processos sociais amplos, tornando-se portadores de sentido em contextos sócio-históricos particulares. Essa visada privilegia o entendimento de que os textos não carregam um sentido imanente, mas adquirem significação a partir de interpretações favorecidas pelos sistemas de representação existentes em contextos culturais localizados. A fim de discutir sobre os processos de codificação e decodificação dos textos na sociedade, traremos neste trabalho a contribuição teórica de Olson (1994) e Thompson (1995) – autores que compartilham do entendimento de que os textos não estão nunca prontos, mas são configurados tanto por atos de escritura quanto por gestos interpretativos historicamente situados. Além disso, nosso esforço será o de ampliar a noção de texto, buscando compreender os filmes como formas textuais portadoras de significação. Após esse percurso, traremos a proposta de análise cultural apresentada por Thompson (idem), que propõe a investigação das formas simbólicas da cultura para a compreensão dos processos sociais de produção de sentido. Por isso mesmo, adiantamos que buscaremos percorrer o caminho teórico-metodológico apontado por Thompson na busca de entender como o filme Última parada 174 (Bruno Barreto, 2008) tornou-se um fenômeno significativo no contexto social brasileiro, que desde os anos 2000 registrou a ascensão às telas de um cinema urbano e violento, em filmes que se voltaram para a realidade das favelas e de seus moradores.

Palavras-chave


Crítica Cultural. Formas Simbólicas. Cinema Brasileiro.

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