Flexibilização do Trabalho e Mobilidade Geográfica nas Forças Armadas

Autores

  • Rosa Monteiro
  • Sónia Oliveira
  • Fernanda Daniel

Palavras-chave:

Flexibilização Laboral. Precariedade. Mobilidade Geográfica, Forças Armadas.

Resumo

O texto apresenta resultados de uma pesquisa sobre as perceções de um
grupo de trabalhadores que integram um segmento periférico das Forças Armadas portuguesas, contratados a termo e em situação de mobilidade geográfica mensal. Procurou conhecer os impactos destes tipos de flexibilidade nas forças armadas sobre as suas expetativas e estratégias profissionais e pessoais. Foram utilizados inquéritos por questionário e entrevistas semiestruturadas. Verificou-se a existência de precaridade de emprego e de trabalho, que são fontes de insatisfação; sentimento de segmentação laboral relativamente ao núcleo-duro; dificuldades de conciliação e de acesso a formação. Concluiu-se que os desafios para a organização militar são
bastantes, com uma força de trabalho que tende a apresentar-se desmoralizada
pela precariedade, pela sensação de rotina, fadiga e impossibilidade de progressão. Para os indivíduos, a consciência de “trabalhador nómada” começa a pesar, com as deslocações constantes, com a aproximação do fim do contrato e com a necessidade de preparação para a reintegração no mercado de trabalho. A precariedade é hoje experienciada num dos setores que ainda há pouco se considerava dos mais estruturados e que garantia permanência e estabilidade de carreira, o militar, e que hoje é também já um local de “passagem” dos seus “profissionais”.

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Como Citar

MONTEIRO, R.; OLIVEIRA, S.; DANIEL, F. Flexibilização do Trabalho e Mobilidade Geográfica nas Forças Armadas. Sociologias, [S. l.], v. 17, n. 38, 2015. Disponível em: https://www.seer.ufrgs.br/index.php/sociologias/article/view/52708. Acesso em: 25 set. 2022.