Desafios para uma sociologia política brasileira: os elos entre movimentos e instituições

Autores

  • Ilse Scherer-Warren

Palavras-chave:

Estudos institucionalista-estatais. Cultura política. Movimentos emergentes. Giro descolonial.

Resumo

O texto visa debater sobre o lugar da sociologia política nas divisões institucionais das ciências sociais e questiona se a mesma se configura como uma área temática ou um recorte disciplinar. Discute sobre as dificuldades que a disciplina enfrenta face a especializações paradigmáticas: dos estudos institucionalista-estatais versus os centrados na cultura política, em especial, da sociedade civil. A seguir, trata do papel de alguns constrangimentos operacionais, metodológicos ou paradigmáticos na produção do conhecimento da sociologia política, como o da existência de uma língua franca para o campo científico e o legado da colonialidade no saber, a partir de centros acadêmicos hegemônicos. Por fim, avalia a relevância de uma abordagem temática para a sociologia política que fortalecesse o diálogo entre enfoques institucionalistas e da cultura-política, buscando aprofundar o conhecimento relativo aos dilemas, conflitos e confrontos entre sociedade civil, movimentos sociais e esfera estatal, no Brasil contemporâneo.

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Como Citar

SCHERER-WARREN, I. Desafios para uma sociologia política brasileira: os elos entre movimentos e instituições. Sociologias, [S. l.], v. 17, n. 38, 2015. Disponível em: https://www.seer.ufrgs.br/index.php/sociologias/article/view/52700. Acesso em: 26 set. 2022.