Evidências da anomalia e atipicidade da Política de Ciência e Tecnologia nos discursos de gestores de Agências de Inovação / Evidence of anomaly and atypicality of Science and Technology Policy in the discourse of managers of university Technology Transfer Offices

Autores

  • Ana Carolina Spatti Universidade Estadual de Campinas
  • Milena Pavan Serafim Universidade Estadual de Campinas
  • Renato Peixoto Dagnino Universidade Estadual de Campinas

DOI:

https://doi.org/10.1590/15174522-104160

Palavras-chave:

Agências de inovação, Anomalia, Atipicidade, Tecnociência

Resumo

A comunidade de pesquisa, que abrange profissionais que se dedicam ao ensino, à pesquisa e/ou ao fomento e planejamento da Ciência e Tecnologia (C&T), tem uma participação hegemônica na conformação da Política de Ciência, Tecnologia (PCT) brasileira. Partindo dessa consideração, o objetivo deste trabalho é ilustrar como esses profissionais fazem valer seu modelo cognitivo no processo decisório dessa política. Para tanto, via entrevistas semiestruturadas, as falas de gestores de três agências de inovação de universidades públicas foram analisadas segundo a metodologia da análise de conteúdo. Ao fazê-lo, fortalecemos a afirmação de que a PCT é caracterizada e condicionada por duas dinâmicas: a anomalia genérica e a atipicidade periférica. A primeira dinâmica é evidenciada pela crença dos dirigentes no benefício infinito da tecnociência, de sua neutralidade e do seu determinismo. A segunda ressalta-se pela convicção na emulação da PCT dos países de capitalismo avançado, dos quais os gestores internalizam critérios de qualidade e relevância para a conformação de suas agendas de C&T. Essa racionalidade vai sendo reproduzida, de maneira ampliada e em escala institucional, na forma de percepções deslocalizadas da produção científica e tecnológica.

***

Abstract

The research community – which includes professionals dedicated to teaching and research, and to the promotion and planning of Science and Technology (S&T) – bears a hegemonic role in shaping Brazil's Science and Technology Policy. Based on this observation, we aim to illustrate how these professionals make their cognitive model count in the decision-making process of this policy. To achieve our objective, we have conducted semi-structured interviews with the managers of three University Technology Transfer offices (TTO), and analyzed the data using the content analysis methodology. Our results strengthen the argument that Brazil’s S&T policy is portrayed and conditioned by two dynamics: the generic anomaly and the peripheral atypicality. The former dynamic is highlighted by the belief of these professionals on the endless benefits, neutrality and determinism of technoscience. While the latter displays the conviction to emulate S&T Policies from economically advanced countries, in which the TTO managers internalize quality and relevance criteria to shape their own S&T agendas. This rationality has been reproduced, broadly and on an institutional scale, in the form of delocalized perceptions of scientific and technological production.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Ana Carolina Spatti, Universidade Estadual de Campinas

Doutoranda em Política Científica e Tecnológica pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), mestre em Ciências Humanas e Sociais (Unicamp), com vivência na Universidad de Buenos Aires (UBA), Gestora de Políticas Públicas (Unicamp) e Administradora (Unicamp), cuja formação contou com o desenvolvimento de pesquisa em avaliação de programas na University of New Mexico (UNM-USA). Possui 5 anos de experiência em políticas públicas, junto ao Núcleo de Estudos de Políticas Públicas (NEPP-Unicamp); 2 anos de experiência como docente estagiária na Unicamp, na área de ciências sociais e humanas; e 5 anos como professora de Gramática no Cursinho Pré-Vestibular Colmeia. É membro dos Grupos de Pesquisa LESP (Laboratório de Estudos do Setor Público), GEOPI (Laboratório de Estudos sobre Organização da Pesquisa e da Inovação) e GEICT (Grupo de Estudos Interdisciplinares em Ciência e Tecnologia). Suas linhas de pesquisa incluem relação universidade-empresa; Núcleos de Inovação Tecnológica; avaliação de impacto em Ciência, Tecnologia e Inovação; e tecnologias sociais.

Milena Pavan Serafim, Universidade Estadual de Campinas

É Professora Doutora do curso de Administração Pública da Faculdade de Ciências Aplicadas/UNICAMP e dos Programas de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências humanas e Sociais e em Política Científica e Tecnológica, ambos da Unicamp. Atualmente é Coordenadora Geral de Graduação da Faculdade de Ciências Aplicadas. Possui graduação em Administração Pública pela UNESP (2005), mestrado (2008) e doutorado (2011) em Política Científica e Tecnológica pela UNICAMP. É pesquisadora do Laboratório de Estudos do Setor Público (LESP) e Grupo de Análise de Políticas de Inovação (GAPI). Trabalhou na gestão de programas do Ministério do Desenvolvimento Social (2005 e 2006) e como consultora PNUD no Ministério da Saúde (2005). Experiência em planejamento, gestão, monitoramento e avaliação de políticas públicas, administração pública e gestão universitária. Áreas de pesquisa são: Análise de Políticas Públicas e de Instituições; Atores, Governança e Processo decisório; Ciência, Tecnologia e Sociedade; Educação Superior.

Renato Peixoto Dagnino, Universidade Estadual de Campinas

Professor Titular na Universidade Estadual de Campinas (professor visitante em várias universidades latino-americanas) nas áreas de Estudos Sociais da Ciência e Tecnologia e de Política Científica e Tecnológica. É engenheiro, estudou Ciências Humanas e Economia no Chile e no Brasil, onde se doutorou. Realizou pós-doutorado na Universidade de Sussex, na Inglaterra. Seus últimos livros são Ciência e Tecnologia no Brasil: o processo decisório e a comunidade de pesquisa; Neutralidade da Ciência e Determinismo Tecnológico; Tecnologia Social: ferramenta para construir outra sociedade; Estudos Sociais da Ciência e Tecnologia e Política de Ciência e Tecnologia: abordagens alternativas para uma nova América Latina; Planejamento Estratégico Governamental; A Pesquisa Universitária na América Latina e a Vinculação Universidade Empresa; e A Indústria de Defesa no Governo Lula.

Referências

ARUNDEL, Anthony. The relative effectiveness of patents and secrecy for appropriation. Research Policy, v. 30, n. 4, p. 611-624, 2001.

BAGATTOLLI, Carolina. Política científica e tecnológica e dinâmica inovativa no Brasil. Campinas: Editora da Unicamp, 2016.

BAGATTOLLI, Carolina; DAGNINO, Renato P. Política de estímulo às patentes no Brasil: avançando na contramão? Revista Economia & Tecnologia, v. 9, n. 3, p. 73-86, 2013.

BALCONI, Margherita; BRUSONI, Stefano; ORSENIGO, Luigi. In defence of the linear model: an essay. Research Policy, v. 39, n. 1, p. 1-13, 2010.

BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. São Paulo: Edições 70, 2011.

BAUMGARTEN, Maíra. Comunidades ou coletividades? O fazer científico na era da informação. Política & Sociedade, v. 3, n. 4, p. 97-136, 2004.

BENSAUDE-VINCENT, Bernadette. As vertigens da tecnociência: moldar o mundo átomo por átomo. São Paulo: Ideias e Letras, 2013.

BOZEMAN, Barry. Evaluating government technology transfer: early impacts of the cooperative technology paradigm. Policy Studies Journal, v. 22, n. 3, p. 322-327, 1994.

BRASIL. Presidência da República. Congresso Nacional. Lei no 10.973, de 2 de dezembro de 2004. Dispõe sobre incentivos à inovação científica e tecnológica no ambiente produtivo e dá outras providências. Brasília, 2004.

BRITO, Eduardo V.; FAUSTO, Daiane A. Critérios utilizados por universidades públicas para o abandono de patentes e de pedidos de patentes não licenciados. Revista iPecege, v. 1, n. 2, p. 147-168, 2015.

BROWN, Wendy. Nas ruínas do neoliberalismo: a ascensão da política antidemocrática no Ocidente. São Paulo: Editora Filosófica Politeia, 2019.

CASTELFRANCHI, Juri. As serpentes e o bastão: tecnociência, neoliberalismo e inexorabilidade. Tese (doutorado em Sociologia), Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, 2008.

CAVALCANTE, Ricardo B.; CALIXTO, Pedro; PINHEIRO, Marta M. K. Análise de conteúdo: considerações gerais, relações com a pergunta de pesquisa, possibilidades e limitações do método. Informação & Sociedade: Estudos, v. 24, n. 1, p. 13-18, 2014.

DAGNINO, Renato. A anomalia da política de C&T e sua atipicidade periférica. Revista Iberoamericana de Ciencia, Tecnología y Sociedad - CTS, v. 11, n. 33, p. 33-63, 2016.

DAGNINO, Renato. Neutralidade da ciência e determinismo tecnológico: um debate sobre a tecnociência. Campinas: Unicamp, 2008.

DAGNINO, Renato; DIAS, Rafael. A política de C&T brasileira: três alternativas de explicação e orientação. Revista Brasileira de Inovação, v. 6, n. 2, p. 373-403, 2007.

DAGNINO, Renato; THOMAS, Hernán. Planejamento e políticas públicas de inovação: em direção a um marco de referência latino-americano. Planejamento e Políticas Públicas, n. 23, p. 205-231, 2001.

DAGNINO, Renato; THOMAS, Hernán. La política científica y tecnológica en América Latina. Redes, v. 12, n. 6, p. 49-74, 1999.

DAGNINO, Renato; THOMAS, Hernán; DAVYT, Amílcar. El pensamiento en Ciencia, Tecnología y Sociedad en Latinoamérica: una interpretación política de su trayectoria. Redes, n. 7, p. 13-51, 1996.

DARDOT, Pierre; LAVAL, Christian. A nova razão do mundo: ensaio sobre a sociedade neoliberal. São Paulo: Editora Boitempo, [2009] 2016.

DIAS, Rafael de B. O que é a política científica e tecnológica? Sociologias, v. 13, n. 28, p. 316-344, 2011.

DIAS, Rafael de B. A trajetória da política cientifica e tecnológica brasileira: um olhar a partir da análise de política. 2009. Tese (doutorado), Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Geociências, Campinas, SP.

DIAS, Rafael de B. A política científica e tecnológica latino-americana: relações entre enfoques teóricos e projetos políticos. Campinas: Unicamp, 2005.

DIAS, Rafael de B.; SERAFIM, Milena P. A política científica e tecnológica brasileira nos anos 2000 e a “agenda da empresa”: um novo rumo? In: CAMPOS, Cristina et al. (orgs.). Abordagens em Ciência, Tecnologia e Sociedade. Belo Horizonte: Fino Traço, 2014. p. 141-164.

ELZINGA, Aant; JAMISON, Andrew. Changing policy agendas in science and technology. In: Jasanoff, Sheila et al. Handbook of science and technology studies. Londres: Sage, 1995. p. 572-597.

ETZKOWITZ, Henry. Entrepreneurial science in the academy: a case of the transformation of norms. Social Problems, v. 36, n. 1, p. 14-29, 1989.

ETZKOWITZ, Henry; LEYDESDORFF, Loet. The dynamics of innovation: from national systems and “mode 2” to a triple helix of university–industry–government relations. Research Policy, v. 29, n. 2, p. 109-123, 2000.

FERRAZ, Janaynna de M. Para além da inovação e do empreendedorismo no capitalismo brasileiro (manuscrito). Tese (doutorado), Universidade Federal de Minas Gerais, Faculdade de Ciências Econômicas, 2019.

FUNTOWICZ, Silvio; RAVETZ, Jerry. Ciência pós-normal e comunidades ampliadas de pares face aos desafios ambientais. História, Ciência, Saúde-Manguinhos, v. 4, n. 2, p. 219-230, 1997.

FLECK, Ludwik et al. La génesis y el desarrollo de un hecho científico: introducción a la teoría del estilo de pensamiento y del colectivo de pensamiento. Madrid: Alianza, 1986.

GIBBONS, Michael et al. The new production of knowledge: dynamics of science and research in contemporary societies. Londres: Sage Publications, 1994.

GODIN, Benoît. The linear model of innovation. The historical construction of an analytical framework. Science, Technology & Human Values, v. 31, n. 6, p. 639-667, 2006.

GUERRA, Isabel C. Pesquisa qualitativa e análise de conteúdo: sentidos e formas de uso. Estoril: Princípia, 2006.

HAGENDIJK, Rob; IRWIN, Alan. Public deliberation and governance: engaging with science and technology in contemporary Europe. Minerva, n. 44, p. 167-184, 2006.

HERRERA, Amílcar. Los determinantes sociales de la política científica en América Latina. Política científica explícita y política científica implícita. Redes, v. 2, n. 5, p. 115-125, 1995.

IBGE. Pesquisa de Inovação 2017. Informativo. Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Serviços e Comércio, Pesquisa de Inovação, 2020. Disponível em: https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv101706_informativo.pdf.

KIPPER, Liane M.; GRUNEVALD Isabel; NEU, Diane F. P. Manual de propriedade intelectual. Santa Cruz do Sul: EDUNISC, 2011.

KUHN, Thomas S. A estrutura das revoluções científicas. 5. ed., São Paulo: Editora Perspectiva, 1962.

LAVILLE, Christian; DIONNE, Jean. A construção do saber. Belo Horizonte: UFMG, 1999.

LOBOSCO, Antonio; MORAES, Marcela B. de; MACCARI, Emerson A. Inovação: uma análise do papel da agência USP de inovação na geração de propriedade intelectual e nos depósitos de patentes da Universidade de São Paulo. Revista de Administração da Universidade Federal de Santa Maria, v. 4, n. 3, p. 406-424, 2011.

MACHADO, Hilka P. V.; SARTORI, Rejane; CRUBELLATE, João M. Institucionalização de núcleos de inovação tecnológica em instituições de ciência e tecnologia da região sul do Brasil. REAd-Revista Eletrônica de Administração, v. 23, n. 3, p. 5-31, 2017.

MORAES, Roque. Análise de conteúdo. Revista Educação, v. 22, n. 37, p. 7-32, 1999.

NOWOTNY, Helga; SCOTT, Peter; GIBBONS, Michael. Re-thinking science: knowledge and the public in an age of uncertainty. Cambridge: Polity Press/Blackwell, 2001.

OLIVEIRA, Marcos B. de. O inovacionismo em questão. Scientiae Studia, v. 9, n. 3, p. 669-675, 2011.

PESTRE. Dominique. Ciências e participação das populações nas escolhas técnico-científicas. Disputas, economia e formas de governo. Revista de Direito Sanitário, v. 19, n. 1, p. 75-116, 2018.

PINHEIRO, Alessandro M. Apresentação: Stephen J. Kline, Nathan Rosenberg - an overview of innovation. Rev. Brasileira Inovação, v. 14, n. 1, p. 9-48, 2015.

ROCHA, Décio; DEUSDARÁ, Bruno. Análise de conteúdo e análise do discurso: aproximações e afastamentos na (re) construção de uma trajetória. Alea: Estudos Neolatinos, v. 7, n. 2, p. 305-322, 2005.

SAGASTI, Francisco R. Science and technology policy research for development: an overview and some priorities from a Latin American perspective. Bulletin of Science, Technology and Society, v. 9, n. 1, p. 50-60, 1989.

SCHWARTZMAN, Simon. Um espaço para a ciência: a formação da comunidade científica no Brasil. Brasília: MCT, 2001.

SERAFIM, Milena P. O processo de mercantilização das instituições de educação superior: um panorama do debate nos EUA, na Europa e na América Latina. Avaliação, v. 16, n. 2, p. 241-265, 2011.

SERAFIM, Milena P. Perceptions of stakeholders about Brazil’s National STI Conference. In: 4S/EASSTE Conference. Anais... Barcelona, 2016.

SILVA, Cristiane R.; GOBBI, Beatriz C.; SIMÃO, Ana A. O uso da análise de conteúdo como uma ferramenta para a pesquisa qualitativa: descrição e aplicação do método. Organizações Rurais & Agroindustriais, v. 7, n. 1, p. 70-81, 2005.

SILVA, Andressa H.; FOSSÁ, Maria I. T. Análise de conteúdo: exemplo de aplicação da técnica para análise de dados qualitativos. Qualitas Revista Eletrônica, v. 16, n. 1, s/p, 2015.

SIRILLI, Giorgio. Conceptualising and measuring technological innovation. In: II Conference on Technology Policy and Innovation. Anais… Lisboa, 3-5 ago. 1998.

SLAUGHTER, Sheila; LESLIE, Larry L. Academic capitalism: politics, policies, and the entrepreneurial university. Baltimore: The Johns Hopkins University Press, 1997.

SLAUGHTER, Sheila; RHOADES, Gary. Academic capitalism and the new economy: markets, state and higher education. Baltimore: The Johns Hopkins University Press, 2004.

SOLOMON, Joan. The social construction of school science. In: MILLAR, Robin (ed.). Doing science: images of science in science education. Londres, Nova York, Filadélfia: The Falmer Press, 1989. p. 126-136.

SPATTI, Ana C.; SERAFIM, Milena P.; DIAS, Rafael de B. Universidade e pertinência social: alguns apontamentos para reflexão. Avaliação, v. 21, n. 2, p. 341-360, 2016.

SPIEGEL-RÖSING, Ina. The study of science, technology and society (SSTS): recent trends and future challenges. In: SPIEGEL-RÖSING, Ina; SOLLA PRICE, Derek de (eds.). Science, technology and society. A cross-disciplinary perspective. Beverly Hills: Sage Publications, 1977. p. 7-42.

VELHO, Léa. Conceitos de ciência e a política científica, tecnológica e de inovação. Sociologias, v. 13, n. 26, p. 128-153, 2011.

VELHO, Léa. Research capacity building for development: from old to new assumptions. Science, Technology and Society, v. 9, n. 2, p. 172-207, 2004.

WACQUANT, Loïc. Three steps to a historical anthropology of actually existing neoliberalism. Social Anthropology, v. 20, n. 1, p. 66-79, 2012.

WEBSTER, Andrew; ETZKOWITZ, Henry. Academic industry relations: the second academic revolution? Londres: Science Policy Support Group, 1991.

ZIMAN, John. Conhecimento público. Belo Horizonte, São Paulo: Ed. Itatiaia, Ed. da Universidade de São Paulo, 1979.

Downloads

Publicado

2021-04-28

Como Citar

SPATTI, A. C.; SERAFIM, M. P.; DAGNINO, R. P. Evidências da anomalia e atipicidade da Política de Ciência e Tecnologia nos discursos de gestores de Agências de Inovação / Evidence of anomaly and atypicality of Science and Technology Policy in the discourse of managers of university Technology Transfer Offices. Sociologias, [S. l.], v. 23, n. 56, p. 336–365, 2021. DOI: 10.1590/15174522-104160. Disponível em: https://www.seer.ufrgs.br/index.php/sociologias/article/view/104160. Acesso em: 1 dez. 2022.