A problemática em Moçambique do rapto, morte e retirada de partes de corpo de pessoas albinas

Autores

  • Joaquim Miranda Maloa Pesquisador Associado do Centro de Análise e Políticas da Faculdade de Letras e Ciências Sociais da Universidade Eduardo Mondlane - Moçambique (CAP/FLCS-UEM), Mestre e Doutorado em Sociologia pela USP e Pós-Doutorado pelo Instituto de Estudos Brasileiro da Universidade de São Paulo (IEB-USP).
  • José Joaquim Franze Doutorando em Sociologia pela UFPR, Mestre em Sociologia pela UFRGS; Mestre em Counseling pela Universidade do Zimbabwe e Graduado em Ciências Policiais. http://orcid.org/0000-0002-7621-3745

DOI:

https://doi.org/10.22456/0104-6594.77472

Palavras-chave:

Albino, Retirada de partes do corpo humano, Crime, Direito Penal, Direitos Humanos, Direitos Fundamentais, Moçambique, África

Resumo

Este artigo faz uma abordagem sobre assassinatos de pessoas mormente portadoras de albinismo para posterior extração de partes de seu corpo. Também examina de maneira comparativa a ocorrência destes fenômenos com outras regiões do planeta, com o fito de estabelecer parâmetros em relação aos objetivos do tráfico de orgãos humanos. Partimos do pressuposto que a venda de órgãos humanos em particular em Moçambique e no geral em África esta relacionada com as práticas “mágico-religiosa”, enquanto que no Brasil tanto como em outros quadrantes do planeta, está relacionada a fins de transplante. Os argumentos avançados nesse texto, são embassados em pesquisa qualitativa, sobretudo na revisão da literatura sobre o assunto e consulta documental.

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Biografia do Autor

Joaquim Miranda Maloa, Pesquisador Associado do Centro de Análise e Políticas da Faculdade de Letras e Ciências Sociais da Universidade Eduardo Mondlane - Moçambique (CAP/FLCS-UEM), Mestre e Doutorado em Sociologia pela USP e Pós-Doutorado pelo Instituto de Estudos Brasileiro da Universidade de São Paulo (IEB-USP).

Pesquisador Associado do Centro de Análise e Políticas da Faculdade de Letras e Ciências Sociais da Universidade Eduardo Mondlane - Moçambique (CAP/FLCS-UEM), Mestre e Doutorado em Sociologia pela USP e Pós-Doutorado pelo Instituto de Estudos Brasileiro da Universidade de São Paulo (IEB-USP).

José Joaquim Franze, Doutorando em Sociologia pela UFPR, Mestre em Sociologia pela UFRGS; Mestre em Counseling pela Universidade do Zimbabwe e Graduado em Ciências Policiais.

Doutorando em Sociologia pela UFPR, Mestre em Sociologia pela UFRGS; Mestre em Counseling pela Universidade do Zimbabwe e Graduado em Ciências Policiais.

Referências

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Publicado

2017-12-31