Revista Eletrônica de Administração https://www.seer.ufrgs.br/index.php/read <p>A REAd - Revista Eletrônica de Administração, criada em 1995 e publicada pela <a href="/public/journals/110/docs/REGIMENTO-EA.pdf" target="_blank">Escola de Administração</a> da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, foi a primeira revista eletrônica da área na América Latina. A REAd é classificada como B1 na CAPES, e está na <a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_serial&amp;pid=1413-2311&amp;lng=en&amp;nrm=iso" target="blank">Coleção SciELO</a> e na Redalyc.org. É uma publicação quadrimestral. Além dos três números anuais, podem ser publicadas edições temáticas especiais.</p><p>A REAd<em> </em>publica ensaios e trabalhos teórico-empíricos das diversas áreas da Administração. Acolhemos trabalhos das diversas vertentes onto-epistemológicas, com alta consistência teórica e rigor metodológico (quando for o caso).</p> Universidade Federal do Rio Grande do Sul pt-BR Revista Eletrônica de Administração 1980-4164 <p> O autor mantém os direitos autorais e autoriza a REAd a publicar o artigo no seu site ou em edições impressas, não implicando no pagamento de direitos autorais e de nenhuma outra taxa aos autores, e atesta que este artigo não foi publicado, até esta data, em nenhum periódico brasileiro.</p> <p><span style="font-family: 'Maiandra GD', sans-serif; font-size: 10pt; line-height: 115%;"> </span></p> Possibilidades de reflexão e reflexividade na Administração em tempos de crise https://www.seer.ufrgs.br/index.php/read/article/view/123935 <p>Editorial do v. 28, n. 1 da REAd (jan. - abr., 2022).</p> Guilherme Dornelas Camara Copyright (c) 2022 Guilherme Dornelas Camara http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2022-04-28 2022-04-28 28 1 i vi Contribuições da problematização filosófica para o estudo da administração pública https://www.seer.ufrgs.br/index.php/read/article/view/118517 <p>O ensaio aborda a filosofia como um fazer crítico-reflexivo e radical e sua contribuição para o estudo da administração pública. Explicita a natureza transdisciplinar dos problemas neste campo e o enraizamento das suas ciências conformadoras até a filosofia. Assinala o processo em curso de assentamento da administração pública como disciplina, movimento este que endereça também a singular importância da filosofia e sua função de produção de conceitos. Propõe a problematização de natureza filosófica como recurso para a depuração e ressignificação de conceitos permitindo compreensões e ações distintas da prática convencional. Sinaliza um recorte de temas e conceitos da administração pública a serem examinados e refletidos, enfatizando a necessidade de um olhar para a sociedade e a administração pública brasileira. Finaliza com a proposição de elementos para uma metodologia de problematização conceitual a ser implementada na forma de oficinas de pensamento filosófico.</p> Sandro Trescastro Bergue Copyright (c) 2022 Sandro Trescastro Bergue http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2022-04-28 2022-04-28 28 1 1 32 Efeitos do modelo de financiamento na autonomia das universidades públicas https://www.seer.ufrgs.br/index.php/read/article/view/116549 <p>Este ensaio buscou discutir, sob o enfoque institucional, os efeitos do modelo de financiamento sobre a condição de autonomia das universidades públicas brasileiras. Nesse sentido, avalia-se a possibilidade de haver padrões de respostas organizacionais distintos entre modelos de autonomia que ampliam e que reduzem a dependência de recursos externos competitivos para as universidades. Desse modo, visou suscitar as proposições iniciais para a compreensão de um modelo alternativo de autonomia universitária capaz de superar os problemas presentes nos modelos com foco na redução do financiamento público implantados em diversos países no escopo da <em>New Public Management</em> (NPM). Assim, discute-se que as reformas na autonomia universitária não necessariamente precisam resultar no agravo das pressões e conflitos advindos da complexidade de lógicas institucionais; mas, que um modelo de autonomia baseado na garantia de financiamento estatal direto pode permitir que as universidades identifiquem e usufruam benefícios a partir da complexidade. Como resultado foram delineadas seis proposições teóricas que auxiliam a compreensão das circunstâncias em que as universidades, mesmo como organizações estratégicas, orientadas por objetivos e responsabilizadas por suas ações e resultados, podem ao mesmo tempo: assegurar a autonomia substantiva real; gerenciar as relações com <em>stakeholders</em> evitando excessos prejudiciais de influência externa; assegurar efetividade da autonomia substantiva exercida em nível estratégico; preservar a identidade organizacional fundamentada na lógica dominante do ensino superior; bem como estabelecer interações mutuamente benéficas entre representantes de lógicas concorrentes.</p> Thaís Alves da Silva João Marcelo Crubellate Copyright (c) 2022 Thaís Alves da Silva, João Marcelo Crubellate http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2022-04-28 2022-04-28 28 1 33 63 Utilização da pesquisa-ação no campo das ciências sociais aplicadas https://www.seer.ufrgs.br/index.php/read/article/view/114473 <p>A pesquisa-ação possui potencial para desenvolvimento de soluções e permite a construção de pesquisas teórico-práticas longitudinais. Ela possui um caráter dinâmico e possibilita o desenvolvimento de organizações, tornando-se uma estratégia plausível nas ciências sociais aplicadas. Objetiva-se verificar como os pesquisadores no campo das ciências sociais aplicadas (administração, ciências contábeis e economia) têm utilizado a metodologia de pesquisa-ação em seus trabalhos por meio de uma revisão sistemática da literatura nacional. Utilizou-se como descritor a palavra pesquisa-ação com busca no resumo em duas bases de dados com um filtro temporal de 2015 a 2020, resultando um portfólio de 50 artigos após as exclusões. Este estudo destaca aspectos operacionais da pesquisa-ação que são utilizadas de diferentes formas nos artigos analisados: objetivo de pesquisa, fases da pesquisa-ação, contexto e envolvimento do pesquisador, método de coleta de dados e de análise de dados. Este artigo contribui para a área das ciências sociais aplicadas, ao apresentar cuidados e limites durante a operacionalização da pesquisa-ação, uma vez, que ela pode ser vislumbrada como um processo guarda-chuva, isto é, uma estratégia de pesquisa que pode comportar diferentes paradigmas, epistemologias, ontologias e formas de coleta e análise de dados.</p> Ana Luiza Leite Dannyela da Cunha Lemos Copyright (c) 2022 ANA LUIZA LEITE, DANNYELA DA CUNHA LEMOS http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2022-04-28 2022-04-28 28 1 64 91 Contestações discursivas dos trabalhadores à produção flexível em montadoras no sul fluminense de 2016 a 2018 https://www.seer.ufrgs.br/index.php/read/article/view/117074 <p>O artigo aprofunda estudos acerca da produção flexível em montadoras no sul fluminense. A revisão da literatura está focada nos papéis dos múltiplos atores – governos locais, sindicatos e trabalhadores –, e no impacto da flexibilidade nas condições de trabalho no setor automotivo. A abordagem interdisciplinar adotada busca desvelar vozes dos trabalhadores que contestam marcas da produção flexível no sul fluminense quanto ao ideal discursivo do encadeamento produtivo, do desenvolvimento regional ou da gestão da produção nas montadoras. A metodologia qualitativa está fundamentada em abordagem discursiva com distintos níveis de análise. A coleta de dados foi realizada por meio de entrevistas com 38 participantes que representam prefeituras, sindicato regional e trabalhadores das montadoras. Da análise dos resultados depreende-se contradições da qualidade e quantidade do emprego de massa, das políticas públicas defasadas e instrumentalizadas pelas montadoras Jaguar Land Rover, MAN, Nissan e PSA Peugeot Citroen, e o retrocesso das condições de trabalho no nível operacional. Ao privilegiar as vozes dos trabalhadores, foi possível desvelar dos elementos retóricos de maior apelo da produção flexível automotiva as contestações em face dos discursos historicamente acoplados aos agentes econômicos e políticos no sul fluminense.</p> Pedro Luiz Maitan Filho Ana Lucia Guedes Copyright (c) 2022 Pedro Luiz Maitan Filho, Ana Lucia Guedes http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2022-04-28 2022-04-28 28 1 92 124 Economia plural em ecovilas https://www.seer.ufrgs.br/index.php/read/article/view/113426 <p>Este artigo objetiva sistematizar práticas de pluralidade econômica tomando como base empírica propósitos de autossuficiência em ecovilas e, como referência teórica, elementos de economia solidária, plural em Polanyi e da dádiva em Mauss. Assumimos a premissa que a economia de mercado domina a sociabilização humana reduzindo a racionalidade humana ao cálculo utilitário, estabelecendo, assim, uma monocultura que se espraiada mente à agricultura. Pontuamos práticas econômicas cujos propósitos e esquemas de trabalho, gestão e economia se orientam pela preservação e regeneração de ecossistemas que reconectam o ser humano a ele próprio e à natureza. Após 49 dias de imersão em quatro ecovilas, e posterior acompanhamento remoto de suas atividades, foram qualificadas práticas diversificadas de agricultura, centradas em ideais de autossuficiência, tempos e processos naturais e em singularidades de vida social revelando pluralidade econômica em termos de domesticidade, reciprocidade, redistribuição, dádiva e solidariedade. Restritas relações com o mercado orientam dinâmicas de vida econômica e sustentam ideais de enfrentamento da crise social e ambiental.</p> Guilherme Smaniotto Tres Washington José de Souza Copyright (c) 2022 Guilherme Smaniotto Tres, Washington José de Souza https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/ 2022-04-28 2022-04-28 28 1 125 153 A responsabilidade política corporativa por atos de violência no passado https://www.seer.ufrgs.br/index.php/read/article/view/114505 <p>Este artigo tem como objetivo compreender a responsabilidade das corporações no presente por seus atos de violência cometidos no passado à luz do conceito de responsabilidade política. Para tanto, analisamos o caso da colaboração da Volkswagen do Brasil com a ditadura civil-militar brasileira (1964-1985), compreendendo suas ações no presente como orientadas pela responsabilidade política, resultado da existência de um senso de comunidade organizacional. O argumento que defendemos é o de que a lógica de continuidade ainda é um ponto sensível na teorização sobre responsabilidade histórica corporativa e que a responsabilidade das corporações por crimes, violações dos direitos humanos, má conduta ou qualquer ato passível de contestação cometidos no passado perpassa diferentes gerações de gestores porque as corporações no presente possuem responsabilidade política e não (necessariamente) só responsabilidade moral. Concluímos, portanto, que a responsabilidade política existente em uma comunidade explica porque gestores assumem a responsabilidade por atos cometidos por seus antecessores. Neste sentido, ao promover o debate sobre responsabilidade política, o artigo contribui (1) para a teorização da responsabilidade histórica na medida em que oferece uma explicação para justificar a assunção de responsabilidade de determinada organização ao longo do tempo; (2) para o seu uso como instrumento de contestação de versões oficiais de histórias empresariais acerca de atos e eventos de seu passado; e (3) para a compreensão das organizações como comunidades políticas cujo senso de comunidade (<em>sensus communis</em>) pode ajudar a compreender tanto a permanência (intencional ou não) de determinadas características organizacionais ao longo do tempo como o compartilhamento de ideias e de propósito entre seus membros que orienta, ao mesmo tempo, um curso de ação individual e de responsabilidade coletiva.</p> Marcelo Almeida de Carvalho Silva Alessandra de Sá Mello da Costa Cynthia Adrielle da Silva Santos Copyright (c) 2022 Marcelo Almeida de Carvalho Silva, Alessandra de Sá Mello da Costa, Cynthia Adrielle da Silva Santos http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2022-04-28 2022-04-28 28 1 154 179 Marketing Social e Ecossistemas de Negócios https://www.seer.ufrgs.br/index.php/read/article/view/121018 <p>Este ensaio apresenta as relações entre Marketing Social (MS) e Ecossistemas de Negócio (EN), buscando contribuir para a integração destas áreas de conhecimento e argumentando que a aplicação da análise de ecossistemas pode ser um instrumento valioso no desenvolvimento de estratégias de Marketing Social mais eficientes. Por meio de uma avaliação reflexiva realizada a partir de investigação crítica do estado da arte, orientada pela busca por pontos comuns entre MS e EN, expuseram-se elementos de convergência entre tais assuntos, principalmente os de natureza organizacional, empresarial, social e comunitária. Consolidando-se um quadro contendo particularidades do MS e contribuições de EN, elencaram-se quatro proposições, permitindo constatar que organizações que realizem planejamentos de MS poderão conceber estratégias derivadas do mapeamento da estrutura da rede composta pelo ecossistema a que pertencem, beneficiando-se das trocas de recursos e de influências entre <em>stakeholders</em> e outros participantes<strong>.</strong></p> <p><span lang="PT-BR"> </span></p> Marco Aurelio de Souza Rodrigues Daniel Kamlot Copyright (c) 2022 Marco Aurelio de Souza Rodrigues, Daniel Kamlot http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2022-04-28 2022-04-28 28 1 180 207 Derivativos, valor da firma e governança corporativa no Brasil https://www.seer.ufrgs.br/index.php/read/article/view/117423 <p>Este estudo investiga a influência da governança corporativa na relação entre o uso de derivativos financeiros e o valor da firma no contexto brasileiro. Nós usamos dados longitudinais de 241 companhias abertas ao longo do período de 2006 a 2017. As empresas são divididas em dois grupos: com melhor governança (listadas nos segmentos prêmios da B3 – Nível 1, Nível 2 e Novo Mercado); e com pior governança (listadas no segmento Tradicional da B3). Quando mitigados possíveis problemas de endogeneidade pelo Método dos Momentos Generalizado Sistêmico, os resultados indicam que o emprego de swaps diminui o valor das firmas bem governadas que são menos endividadas. Nós interpretamos tais achados como uma evidência de que o “prêmio de governança corporativa” é reduzido (ou eliminado) pelo uso de derivativos, quando o mercado brasileiro acredita que esses instrumentos são utilizados para especulação ou benefício dos gestores.</p> Daniel Ferreira Caixe Matheus Albino Rodrigues Copyright (c) 2022 Daniel Ferreira Caixe, Matheus Albino Rodrigues http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2022-04-28 2022-04-28 28 1 208 231 Escalabilidade da inovação social em um banco comunitário https://www.seer.ufrgs.br/index.php/read/article/view/106566 <p>O processo de escalabilidade da inovação social ocorre quando ela busca aumentar o seu impacto social em relação aos seus usuários ou alcançar mais beneficiários. Tendo em vista a importância do tema e sua pouca exploração por artigos científicos com casos empíricos, o presente estudo busca verificar como ocorre o processo de escalabilidade da inovação social, descrevendo os elementos que dificultam e os que auxiliam esse processo usando como base o modelo proposto por Morais-da-Silva, Takahashi e Segatto (2016). Para isso, foi realizada uma pesquisa no Banco Palmas, primeiro banco comunitário do Brasil. Como resultado, foi possível observar que além dos fatores destacados pelo modelo utilizado, os canais de comunicação de mídia tiveram um papel fundamental da difusão da inovação social. Além disso, as experiências do líder e da própria organização em relação aos negócios tradicionais não foram observadas. Ademais, melhor do que receber recursos de fontes filantrópicas seria se a Inovação Social conseguisse ser independente financeiramente. Entre as contribuições práticas, são fornecidos elementos que os gestores que desejam aumentar o impacto de sua inovação social devem analisar para planejar suas ações.</p> Júlia Mitsue Vieira Cruz Kumasaka Barbara Braga Cruz Fernanda Salvador Alves Andréa Torres Barros Batinga de Mendonça Copyright (c) 2022 Júlia Mitsue Vieira Cruz Kumasaka, Barbara Braga Cruz, Fernanda Salvador Alves Alves, Andréa Torres Barros Batinga de Mendonça http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2022-04-28 2022-04-28 28 1 232 261