Novos modos de fazer artesanato e desafios à manutenção econômica no Alto do Moura do Século XXI

Autores

  • Jessica Rani Ferreira de Sousa Grupo de Estudos e Intervenções do Agreste; Universidade Federal de Pernambuco
  • Marcio Gomes de Sá Grupo de Estudos e Intervenções do Agreste; Universidade Federal da Paraíba
  • Denise Clementino de Souza Grupo de Estudos e Intervenções do Agreste; Universidade Federal de Pernambuco
  • Shirley Kevilen da Silva Grupo de Estudos e Intervenções do Agreste; Universidade Federal de Pernambuco

Palavras-chave:

Artesanato. Habitus artesão. Manutenção econômica. Modos de fazer. Alto do Moura.

Resumo

Este estudo teve como objetivo analisar a mudança nas práticas de trabalho no artesanato do Alto do Moura, em Caruaru-PE, diante dos desafios enfrentados para manutenção econômica e modos de fazer no século XXI. Recorremos à noção bourdieusiana de habitus como construto a partir da qual elaboramos a noção de tensão emergente como um instrumento teórico-empírico para orientar as observações e análises das permanências e mudanças nas disposições, relativas ao modo de atuar no ofício e à manutenção econômica, dos pesquisados. A pesquisa teve natureza qualitativa e adotou a análise de conteúdo temática das 36 entrevistas realizadas com artesãos-proprietários, proprietários de outros negócios e formadores de opinião e demais materiais empíricos. As tensões disposicionais emergentes na dimensão econômica foram identificadas na concorrência predatória entre membros da comunidade, na ambivalência do papel do atravessador e nas diferentes formas de gestão do negócio do barro. Na dimensão laboral, foram evidenciadas tensões entre os tipos de produção (por cópia, em série e autoral), na invasão das bonecas e no sentimento em relação ao tipo de produção.

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Biografia do Autor

Jessica Rani Ferreira de Sousa, Grupo de Estudos e Intervenções do Agreste; Universidade Federal de Pernambuco

Mestra em Administração pelo Programa de Pós-Graduação em Administração da Universidade Federal de Pernambuco, na linha de pesquisa Política, Desenvolvimento e Trabalho (PROPAD/UFPE, 2015-2017). Possui graduação em Administração também pela UFPE (2014). Atualmente é pesquisadora integrante do Grupo de Estudos e Intervenções do Agreste (GEIA) e Professora substituta no curso de Administração na UFPE/CAA. Temas de interesse: Administração geral, Teorias e estudos organizacionais, Inovação na gestão, Gestão pública, Políticas públicas, Administração para o Desenvolvimento.

Marcio Gomes de Sá, Grupo de Estudos e Intervenções do Agreste; Universidade Federal da Paraíba

Professor-pesquisador no Departamento de Ciências Sociais (DCS) do Centro de Ciências Humanas Letras e Artes (CCHLA) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). É autor de alguns livros, dentre os quais destaca "Feirantes: Quem são e como administram seus negócios" (Editora UFPE, 3a edição) e "Filhos das feiras: uma composição do campo de negócios agreste" (Editora Massangana-FUNDAJ), cofundador do Grupo de Estudos e Intervenções do Agreste (GEIA), do qual foi líder (2016-2017). Realizou período de estudos na Universidade de Bolonha (Itália), esteve como pesquisador visitante no Trinity College, Universidade de Dublin (Irlanda), e concluiu um doutorado em Sociologia na Universidade do Minho, Braga (Portugal). Hoje também atua na coliderança do tema "Ontologia, Epistemologias, Teorias e Metodologias nos Estudos Organizacionais" da Anpad, com o Prof. Ariston Azevedo (UFRGS). Tem como principais temas de interesse: gente, negócios e trabalho em contextos periféricos; epistemologia e metodologia em ciências sociais; administração e políticas públicas; organizações sem fins lucrativos. Atuou como professor-pesquisador na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), no Centro Acadêmico do Agreste (CAA-Caruaru), de 2006 a 2019.

Denise Clementino de Souza, Grupo de Estudos e Intervenções do Agreste; Universidade Federal de Pernambuco

Doutora em administração (PROPAD/UFPE). Possui graduação em administração pela UFPE. Professora Adjunta do Centro Acadêmico do Agreste (CAA) da UFPE. Foi coordenadora de monitoria e coordenadora setorial de extensão do referido Centro e vice-coordenadora do Núcleo (Departamento) de Gestão. Avaliadora de eventos da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração (ANPAD). Revisora nas revistas Teoria e Prática em Administração (TPA) e Organizações & Sociedade (O&S). Membro do Grupo de Estudos e Intervenções do Agreste (GEIA). Tem experiência na área de Administração com interesse nos seguintes temas: mentoria (mentoring); gênero; gente, negócios e trabalho em contextos periféricos.

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Publicado

2020-12-11

Como Citar

Sousa, J. R. F. de, Sá, M. G. de, Souza, D. C. de, & Silva, S. K. da. (2020). Novos modos de fazer artesanato e desafios à manutenção econômica no Alto do Moura do Século XXI. Revista Eletrônica De Administração, 26(3), 557–585. Recuperado de https://www.seer.ufrgs.br/index.php/read/article/view/98565