Programa Mais Médicos e indicadores da atenção primária à saúde em Minas Gerais (2013-2015)

Autores

  • Débora Gonzaga Martin Universidade Federal de Viçosa http://orcid.org/0000-0002-8392-6751
  • Sabrina Olímpio Caldas de Castro Universidade Federal de Viçosa
  • Camila Henriques de Paula Universidade Federal de Viçosa
  • Luiz Antônio Abrantes Universidade Federal de Viçosa

Palavras-chave:

PMM. Atenção Primária. Programa Mais Médicos. SUS.

Resumo

As grandes desigualdades socioeconômicas e a extensão territorial brasileira contribuem para um acesso à saúde pública desproporcional entre os municípios brasileiros. Nesse sentido, políticas públicas foram implantadas para diminuir tais disparidades. Sendo assim, o seguinte trabalho objetiva analisar os efeitos e implicações do provimento de profissionais da saúde no desempenho da Atenção Primária à Saúde (APS) nos municípios mineiros. Para atender ao objetivo do estudo, os municípios mineiros foram divididos entre dois grupos, estratificados conforme a taxa de médicos atuantes no Sistema Único de Saúde (SUS) a fim de se aplicar o Teste T de diferença entre médias. Os resultados demonstraram que o Programa Mais Médicos (PMM) refletiu no desempenho da APS, ao aumentar o quantitativo de médicos, expandir as equipes da Estratégia Saúde da Família, ampliar a cobertura da APS e o número de procedimentos de Atenção Básica (AB). Ademais, verificou-se que municípios em vulnerabilidade, beneficiados com a política do governo federal, não conseguem ofertar as condições adequadas para cumprir as metas. Portanto, conclui-se que o PMM é importante para diminuir as iniquidades de saúde no Brasil, apesar da necessidade de criação de estratégias para os municípios altamente vulneráveis conseguirem implementar e concluir a política.

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Publicado

2020-08-18

Como Citar

Martin, D. G., de Castro, S. O. C., de Paula, C. H., & Abrantes, L. A. (2020). Programa Mais Médicos e indicadores da atenção primária à saúde em Minas Gerais (2013-2015). Revista Eletrônica De Administração, 26(2), 352–380. Recuperado de https://www.seer.ufrgs.br/index.php/read/article/view/96302

Edição

Seção

Artigos