PROGRAMAS DE DEMISSÕES VOLUNTÁRIAS: UMA ALTERNATIVA AO SOFRIMENTO DO SERVIDOR PÚBLICO?

Autores

  • Cláudio Pinho Mazzilli Universidade Federal do Rio Grande do Sul - Porto Alegre, RS
  • Silvia Generali da Costa UFRGS

Palavras-chave:

Programas de demissões voluntárias, sofrimento no trabalho, burocracia.

Resumo

Em meados da década de 90, frente à crise econômica do País, foram implementados os Programas de Demissão Voluntárias (PVD) na maioria dos órgãos e empresas públicas. Através de um estudo de caso realizado como parte da tese doutoral da autora, pesquisou-se uma amostra de participantes de um desses programas[1], deflagrado em 1995. Um dos principais objetivos da pesquisa foi o de verificar se o PDV serviu como alternativa a um estado de sofrimento no trabalho.

Como resultado, constatou-se a existência de estados de sofrimento psíquico entre os servidores da instituição, gerados pela estrutura e pela cultura burocráticas disfuncionais da instituição. Tais condições acolheram e reforçaram comportamentos de dependência, imaturidade e fraco conhecimento de si entre seus membros, comportamentos esses incompatíveis com as possibilidades mais amplas de satisfação no trabalho.

Conclui-se também que muitos optantes pelo Programa fizeram suas escolhas para escapar de um ambiente desprazeiroso, muito mais do que para ir ao encontro de oportunidades profissionais mais promissoras.


[1] A empresa  pesquisada solicitou sigilo, razão  pela qual, não é identificada neste trabalho.

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Publicado

2017-05-09

Como Citar

Pinho Mazzilli, C., & da Costa, S. G. (2017). PROGRAMAS DE DEMISSÕES VOLUNTÁRIAS: UMA ALTERNATIVA AO SOFRIMENTO DO SERVIDOR PÚBLICO?. Revista Eletrônica De Administração, 7(5). Recuperado de https://www.seer.ufrgs.br/index.php/read/article/view/73234