Implicações Simbólicas na Organização de um Home Care: Interpretações entre a Equipe de Saúde e os Cuidadores Familiares

Autores

  • Marianne Viana Borges Universidade Federal do Espírito Santo – Vitória, ES
  • Alfredo Rodrigues Leite da Silva Universidade Federal do Espírito Santo – Vitória, ES
  • Eloísio Moulin de Souza Universidade Federal do Espírito Santo – Vitória, ES
  • Letícia Dias Fantinel Universidade Federal do Espírito Santo – Vitória, ES

Palavras-chave:

Assistência Domiciliar, Simbolismo, Prática, Cuidador Familiar, Equipe de Assistência ao Paciente

Resumo

O objetivo deste artigo é compreender as implicações simbólicas na organização de um home care  em torno das práticas dos cuidadores familiares e da equipe de saúde. Utiliza-se de uma perspectiva simbólica para desvendar símbolos resultantes de interações sociais e presentes no dia-a-dia do grupo estudado, de forma a possibilitar a compreensão de seus significados. A pesquisa empírica realizada foi de cunho qualitativo e descritivo. Os dados foram coletados por meio de sete entrevistas semiestruturadas com os cuidadores familiares dos pacientes e três grupos focais com 27 profissionais do home care de uma empresa de saúde privada. Após a transcrição das entrevistas e dos grupos focais, os dados obtidos foram agrupados e categorizados por meio da análise de conteúdo de modelo misto. Os resultados indicam que interpretações de aspectos simbólicos interferem na avaliação e operação do atendimento domiciliar em oposição ao hospitalar. Elas levam à reconstrução social dos simbolismos dos familiares, porque se inserem em um novo contexto adverso (a doença), a despeito de permanecerem em um contexto conhecido (o lar). Nessa reconstrução, as práticas dos atores organizacionais envolvidos se legitimam ou são rejeitadas; portanto, cabe reconhecer tal dinâmica na preparação das equipes de profissionais para atuarem no serviço de home care.

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Publicado

2016-06-07

Como Citar

Viana Borges, M., Rodrigues Leite da Silva, A., Moulin de Souza, E., & Dias Fantinel, L. (2016). Implicações Simbólicas na Organização de um Home Care: Interpretações entre a Equipe de Saúde e os Cuidadores Familiares. Revista Eletrônica De Administração, 22(1), 52–76. Recuperado de https://www.seer.ufrgs.br/index.php/read/article/view/53645