EXIGÊNCIA MÍNIMA DE CAPITAL E RENTABILIDADE: UMA ANÁLISE EMPÍRICA DOS BANCOS BRASILEIROS

Autores

  • Cristiane Lauer Schlottfeldt UFRGS/Escola de Administração
  • Oscar Claudino Galli UFRGS/Escola de Administração

Palavras-chave:

Requerimento de capital, patrimônio líquido exigido, riscos, rentabilidade, bancos

Resumo

O sistema bancário consiste em um setor da economia muito regulado, e uma das medidas impostas pelas autoridades supervisoras como forma de controle é exigência mínima de capital. Uma das formas encontradas para oferecer maior proteção aos clientes e ao mercado financeiro como um todo é a imposição aos bancos em manterem níveis mínimos de capital vinculados aos riscos a que estão expostos, medida que serve como recurso para desestimular a exposição a riscos não usuais. O capital bancário, portanto, constitui-se em instrumento de proteção contra o risco de quebra de uma instituição, e desde a adesão ao Acordo Internacional da Basiléia, com vigência a partir de 1995, os bancos brasileiros têm de manter patrimônio líquido compatível com o grau de risco da estrutura de seus ativos. O presente trabalho explora a existência e o grau de relação entre exigência mínima de capital ponderado pela exposição de risco dos ativos e a rentabilidade dos bancos brasileiros, a fim de contribuir para uma análise da situação atual das instituições em relação às normas vigentes sobre requerimento de capital. Trata-se de pesquisa empírica, a qual procura levantar indicações exploratórias, evidenciadas por graus de correlações, mensurados através de estimação com dados em painel. A literatura internacional que versa sobre os impactos da existência de regulação de capital nos bancos demonstra-se divergente e, em alguns casos, não–conclusiva. Os resultados encontrados neste trabalho, com base em amostra composta por bancos brasileiros, não evidenciaram relações significativas entre indicador de rentabilidade e indicador de capital ponderado pelos riscos, conhecido no Brasil como Índice de Basiléia. Algumas considerações são sugeridas para justificarem os resultados alcançados, tais como a preferência das instituições por aplicações em ativos de menor risco, como títulos públicos, a arbitragem de capital, proporcionada, principalmente, pelo grau de risco imposto às operações ativas, e a facilidade de enquadrarem-se aos limites mínimos de capital adotados no Brasil, evidenciada pelas altas margens de folga observadas.

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Publicado

2013-06-19

Como Citar

Lauer Schlottfeldt, C., & Claudino Galli, O. (2013). EXIGÊNCIA MÍNIMA DE CAPITAL E RENTABILIDADE: UMA ANÁLISE EMPÍRICA DOS BANCOS BRASILEIROS. Revista Eletrônica De Administração, 12(6). Recuperado de https://www.seer.ufrgs.br/index.php/read/article/view/40280