ANÁLISE DA INFLUÊNCIA DAS INCERTEZAS NO DESENVOLVIMENTO DE PESQUISAS COM ORGANISMOS GENETICAMENTE MODIFICADOS (OGMS) NO BRASIL

Autores

  • Cleber Carvalho de Castro Universidade Federal de Lavras – UFLA
  • Antonio Domingos Padula Universidade Federal do Rio Grande do Sul
  • Luiz Carlos Federizzi Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Palavras-chave:

Incerteza, Organismos Geneticamente Modificados, Decisão de P&D, Ambiente Institucional, Teoria Evolucionária

Resumo

O presente estudo teve como objetivo principal analisar a influência das incertezas legais, mercadológicas e tecnológicas no desenvolvimento de pesquisas com Organismos Geneticamente Modificados (OGMs) no Brasil. Para tanto, foram coletados dados secundários de diversas fontes e realizado um estudo qualitativo multicasos em oito centros de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D). O estudo foi conduzido por meio de entrevistas no período de agosto a outubro de 2005, tendo como base um protocolo de pesquisa. Observou-se que, apesar da expansão na produção e pesquisa com os OGMs, as incertezas legais, mercadológicas e tecnológicas vêm influenciando decisões de pesquisa nos centros de P&D. A incerteza legal, observada pelo excesso de burocracia na aprovação dos pedidos e a lentidão na regulamentação da lei de biossegurança, levou muitos centros de P&D a cancelar ou adiar projetos de pesquisa. A incerteza mercadológica, observada pela resistência de parte da população em aceitar a tecnologia, tem levado a uma maior cautela nas decisões dos centros de P&D. Já a incerteza tecnológica, presente nas possibilidades de conflitos de patentes, é vista como a de menos impacto nas decisões. Essas incertezas têm levado os centros de P&D a buscarem novas capacitações como forma de se tornarem mais competitivos no mercado.

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Publicado

2013-05-13

Como Citar

Carvalho de Castro, C., Domingos Padula, A., & Federizzi, L. C. (2013). ANÁLISE DA INFLUÊNCIA DAS INCERTEZAS NO DESENVOLVIMENTO DE PESQUISAS COM ORGANISMOS GENETICAMENTE MODIFICADOS (OGMS) NO BRASIL. Revista Eletrônica De Administração, 13(1), 156–181. Recuperado de https://www.seer.ufrgs.br/index.php/read/article/view/39915

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