AGLOMERAÇÃO INDUSTRIAL E SEU EFEITO NA TAXA DE CRESCIMENTO DAS EMPRESAS BRASILEIRAS

Autores

  • Elvio Corrêa Porto Universidade Presbiteriana Mackenzie – SP / Brasil
  • Luiz Artur Ledur Brito Fundação Getúlio Vargas - EAESP – SP / Brasil

Palavras-chave:

Aglomerações Produtivas, Crescimento da Firma, Análise Multinível

Resumo

Na forma de arranjos produtivos locais (APLs), distritos industriais ou mesmo clusters, conforme a concepção de Michael Porter, a aglomeração de empresas em localidades específicas tem sido considerada como um fenômeno relevante que pode contribuir favoravelmente para a competitividade das empresas e das regiões. Os fundamentos teóricos deste efeito positivo podem ser encontrados tanto na geografia econômica como nas teorias de externalidades positivas das aglomerações de Marshall. Porém, a comprovação empírica deste fenômeno e a mensuração de sua magnitude ainda é um desafio para os pesquisadores. Este trabalho se insere nesta questão contribuindo para responder à seguinte questão de pesquisa: qual o efeito da aglomeração de empresas de mesma atividade na taxa de crescimento destas empresas? Uma pesquisa quantitativa que analisou mais de 16.000 estabelecimentos brasileiros de manufatura no período de 1996 a 2005, com acesso aos micro-dados da Pesquisa Industrial Anual (PIA) do IBGE mediu o efeito da aglomeração na taxa de crescimento. A análise foi feita usando-se um modelo multinível de classificação cruzada, o que também permitiu uma decomposição da variância da taxa de crescimento. Identificou-se um efeito estatisticamente significativo, mas pequeno dentro da variabilidade das taxas de crescimento. Os resultados sugerem ainda que a relação entre aglomeração e crescimento possa ter a forma de um U invertido, indicando a possibilidade de existirem limites às vantagens de crescimento associadas à aglomeração.

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Publicado

2013-04-16

Como Citar

Corrêa Porto, E., & Ledur Brito, L. A. (2013). AGLOMERAÇÃO INDUSTRIAL E SEU EFEITO NA TAXA DE CRESCIMENTO DAS EMPRESAS BRASILEIRAS. Revista Eletrônica De Administração, 16(2), 422–445. Recuperado de https://www.seer.ufrgs.br/index.php/read/article/view/38952