Mundivisão proletária no cinema dos grupos Medvedkine

Autores

  • Leonardo Gomes Esteves Universidade Federal de Mato Grosso - UFMT

DOI:

https://doi.org/10.19132/1807-8583202050.161-177

Palavras-chave:

Cinema francês. Vanguarda cinematográfica. Cinema militante. Grupos Medvedkine. Maio de 68.

Resumo

O presente artigo investiga a safra inicial de filmes dos grupos Medvedkine, criados em Besançon e Sochaux nos entornos de 1968 e composto por operários. A análise toma como parâmetro o emprego de uma mundivisão proletária, tal como trazida pelo filósofo Herbert Marcuse em Contra-revolução e revolta (1973). Os filmes contemplados nesta revisão são Classe de lutte (1969) e Week-end à Sochaux (1972), correspondentes à safra inicial de obras produzidas pelos grupos. Na análise pretende-se abordar as convergências e discrepâncias entre a obra em questão e os preceitos vanguardistas, divididos entre protagonismo social e negação estética, de forma a delinear um quadro comparativo entre teoria e prática no ofício de cineasta desempenhado pelo proletário. Chega-se à conclusão de que há divergências entre o objeto aqui analisado e um projeto de cinema vanguardista elaborado no período.

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Publicado

2020-08-31

Como Citar

Esteves, L. G. “Mundivisão proletária No Cinema Dos Grupos Medvedkine”. Intexto, nº 50, agosto de 2020, p. 161-77, doi:10.19132/1807-8583202050.161-177.

Edição

Seção

Artigos