A cartografia como expressão da sensibilidade

abdução, rizoma e criação

Autores

DOI:

https://doi.org/10.19132/1807-8583202254.120463

Palavras-chave:

Cartografia, Rizoma, Abdução, Criatividade

Resumo

Este artigo, de caráter teórico-reflexivo, versa sobre o tema cartografia, escolhido pela relevância que a ele se atribui em contraponto a mapeamento, o que implica reconhecer que as realidades observáveis são passíveis de reconhecimento e são de natureza racional e sensível.  Ele objetiva desenvolver o conceito de cartografia como um processo operado pela sensibilidade, no sentido de responder ao desafio de trabalhar representações, intensidades e fluxos socioculturais, compreendidos como motores da criação de sentido. Os sentidos estruturam-se em rizomas, termos em interação e constante fluxo, os quais se organizam em teias emaranhadas cujos configuram territórios de simbolização. Esses movimentos são orientados pelo desejo.  Esses territórios, embora dinâmicos e mutantes, permitem cartografá-los em seus deslocamentos. Para viabilizar essa formulação julgou-se necessário: (a) rever o nível de conhecimento da metalinguagem em relação à língua-objeto (na ordem de relações com metodologia e epistemologia), situando a metalinguagem em uma relação imediata com a realidade. O desaparecimento de uma circunscrição preliminar de recorte da realidade promoverá maior abertura para a interpretação, para a captura de elementos sem pertinência a priori, pelas linhas de força da assimilação ou da dispersão; e (b) retomar o conceito de abdução como raciocínio de descoberta, por excelência. Em consequência dessas proposições, será explorar o processo cartográfico no desenvolvimento das pesquisas aplicadas nos campos do design e da comunicação. 

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Biografia do Autor

Ione Maria Ghislene Bentz, Universidade do Vale do Rio dos Sinos

Doutora em Linguística e Semiótica pela Universidade de São Paulo, BR, Estágio pós-doutoral na Université de Paris 3, Sorbonne, Mestre em Teoria Literária pela Pontfícia Universidade Católica de Porto Alegre, RS., Especialista em Teoria Literária pela Universidade de Lisboa ( Fundação Calouste Gulbenkian), Graduação em Letras. Tem experiência em docência, pesquisa e orientação ( mestrado e doutorado) nas áreas de Linguística e Comunicação, com ênfase em sistemas de linguagem, processos de significação e linguagens sincréticas. Atuação anterior (1994-2004 no Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação ? Mestrado e Doutorado da Unisinos. Atualmente, é professora pesquisadora e orientadora no curso de Pós-graduação em Design, nível de Mestrado e Doutorado, integrante da Escola Indústria Criativa da Universidade do Vale do Rio dos Sinos, e integra o Grupo de Pesquisa ?Design Estratégico para inovação cultural e social e o Grupo de Pesquisa em ?Semiótica e Culturas da Comunicação?, UFRGS, ambos inscritos no Diretório CNPq. Atua em docência na Graduação de Design, Moda e Produtos, na disciplina Semiótica; orienta bolsistas de Iniciação Científica em projetos de Design e de Moda. Desenvolve ( 2014/2017) o projeto de pesquisa ?Os fundamentos teóricos do design estratégico: reflexão crítica e experiência de pesquisa aplicada? . O projeto mais atual concentra-se na crítica de paradigmas teórico-metodológicos do design, com ênfase no design estratégico.

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Publicado

2022-08-08

Como Citar

Bentz, I. M. G. “A Cartografia Como expressão Da Sensibilidade: Abdução, Rizoma E criação”. Intexto, nº 54, agosto de 2022, p. 120463, doi:10.19132/1807-8583202254.120463.

Edição

Seção

Platô Semiótica Crítica (Materialidade, Acontecimento, Micropolítica)