Um apontamento à visão de Vilém Flusser sobre a escrita de roteiros ante a minissérie Hoje é dia de Maria

Autores

DOI:

https://doi.org/10.19132/1807-8583202051.342-361

Palavras-chave:

Flusser. Roteiro. Escrita. Minissérie. Hoje é dia de Maria

Resumo

O presente trabalho baseia-se em duas obras do filósofo Vilém Flusser, A escrita: há futuro para a escrita?  (2010) e O universo das imagens técnicas (2012), para debater a produção de roteiros a partir da perspectiva do filósofo sobre o ato de escrever e a criação de imagens técnicas. O encontro entre essas duas obras permite considerar que os roteiros constituem um gênero textual voltado à programação dos pensamentos e comportamentos dos sujeitos. Como possibilidade de linha de fuga a essa disposição programadora, apresenta-se um trecho de roteiro da minissérie Hoje é dia de Maria (2005), escrita por Luís Alberto de Abreu e Luiz Fernando Carvalho, a partir de original de Carlos Alberto Soffredini . O confronto entre esse trecho de roteiro e o debate entre as obras de Flusser permite afirmar a possibilidade de escrever um texto para a mídia televisiva como um objeto capaz de transcender essa disposição programadora dos sujeitos. Assim, sugere-se que há roteiros  que podem reprogramar os sujeitos, configurando estranhamentos que os levem a refletir sobre o que é dito na obra ou ao que assistem.

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Publicado

2020-12-21

Como Citar

Arthur de Faria, L. R. “Um Apontamento à visão De Vilém Flusser Sobre a Escrita De Roteiros Ante a minissérie Hoje é Dia De Maria”. Intexto, nº 51, dezembro de 2020, p. 342-61, doi:10.19132/1807-8583202051.342-361.

Edição

Seção

Dossiê Flusser: 100 anos