INTERPRETAÇÃO E USO CLÍNICO DA PESQUISA DE DISMORFISMO ERITROCITÁRIO NO SEDIMENTO URINÁRIO

Autores

  • Liriane Comerlato Programa de Pós-Graduação em Ciências Médicas em Nefrologia, Faculdade de Medicina, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Porto Alegre, RS, Brasil Serviço de Nefrologia, Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), Porto Alegre, RS, Brasil.
  • Francisco José Veríssimo Veronese Programa de Pós-Graduação em Ciências Médicas em Nefrologia, Faculdade de Medicina, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Porto Alegre, RS, Brasil Serviço de Nefrologia, Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), Porto Alegre, RS, Brasil.
  • André Aozani Prochnow Programa de Pós-Graduação em Ciências Médicas em Nefrologia, Faculdade de Medicina, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Porto Alegre, RS, Brasil Serviço de Nefrologia, Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), Porto Alegre, RS, Brasil.
  • Luiz Felipe Santos Gonçalves Programa de Pós-Graduação em Ciências Médicas em Nefrologia, Faculdade de Medicina, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Porto Alegre, RS, Brasil Serviço de Nefrologia, Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), Porto Alegre, RS, Brasil.

Palavras-chave:

Dismorfismo eritrocitário, hematúria, variabilidade interobservador

Resumo

RESUMO
Introdução: O dismorfismo eritrocitário urinário foi descrito há vários anos e tem sido usado para identificar os sangramentos glomerulares e para orientar a investigação subseqüente. Este estudo avalia a variabilidade na análise do dismorfismo eritrocitário por diferentes observadores, verificando a correlação entre as observações e sua associação com o diagnóstico etiológico das  hematúrias. Métodos: Foram selecionadas 18 amostras de sedimento urinário de pacientes com hematúria glomerular e não-glomerular, cujas imagens foram capturadas por um programa de análise de imagens e gravadas em meio magnético. Essas imagens foram analisadas por doze observadores treinados na análise de dismorfismo eritrocitário que atuam em laboratórios de análises clínicas de Porto Alegre. Os observadores, cegos em relação ao diagnóstico etiológico da hematúria, classificaram as amostras pela presença ou ausência de dismorfismo e estimaram a porcentagem de hemácias dismórficas em relação ao seu número total. Resultados: Utilizando o ponto de corte de 75% de hemácias dismórficas como diagnóstico de hematúria glomerular, o diagnóstico correto foi obtido em 79% das observações. A sensibilidade foi de 76%, e a especificidade de 82%, com valores preditivos positivo e negativo de 80% e 78% respectivamente. A correlação entre as observações foi calculada com o uso de coeficiente kappa, observando-se uma concordância moderada (kappa = 0,58). Conclusões: Este estudo demonstrou que, a despeito da ausência de critérios rígidos de avaliação e classificação do dismorfismo, sua realização por profissionais capacitados apresenta um nível aceitável de acurácia e  concordância, justificando seu uso na avaliação de pacientes com hematúria.
Unitermos: Dismorfismo eritrocitário; hematúria; variabilidade interobservador

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Publicado

2020-01-29

Como Citar

1.
Comerlato L, Veronese FJV, Prochnow AA, Gonçalves LFS. INTERPRETAÇÃO E USO CLÍNICO DA PESQUISA DE DISMORFISMO ERITROCITÁRIO NO SEDIMENTO URINÁRIO. Clin Biomed Res [Internet]. 29º de janeiro de 2020 [citado 1º de julho de 2022];26(3). Disponível em: https://www.seer.ufrgs.br/index.php/hcpa/article/view/99698

Edição

Seção

Artigos Originais