Adaptação da escala Brian para uso em crianças e adolescentes: um estudo preliminar

Autores

  • Ana Claudia Mércio Loredo Souza Universidade Federal do Rio Grande do Sul Programa de Pós-Graduação em Ciências Médicas: Psiquiatria
  • Letícia Sanguinetti Czepielewski Universidade Federal do Rio Grande do Sul Programa de Pós-Graduação em Ciências Médicas: Psiquiatria
  • Kelen Patrícia Burke Universidade Federal do Rio Grande do Sul Programa de Pós-Graduação em Ciências Médicas: Psiquiatria
  • Natália Soncini Kapczinski Universidade Federal do Rio Grande do Sul Programa de Pós-Graduação em Ciências Médicas: Psiquiatria
  • Juliana Basso Brun Programa para Crianças e Adolescentes com Transtorno Bipolar (ProCAB), Hospital de Clínicas de Porto Alegre
  • Cristian Patrick Zeni Programa para Crianças e Adolescentes com Transtorno Bipolar (ProCAB), Hospital de Clínicas de Porto Alegre
  • Silzá Tramontina Programa para Crianças e Adolescentes com Transtorno Bipolar (ProCAB), Hospital de Clínicas de Porto Alegre
  • Flávio Pereira Kapczinski Universidade Federal do Rio Grande do Sul Programa de Pós-Graduação em Ciências Médicas: Psiquiatria
  • Keila Maria Mendes Ceresér Universidade Federal do Rio Grande do Sul Programa de Pós-Graduação em Ciências Médicas: Psiquiatria

Palavras-chave:

crianças e adolescentes, ritmos circadianos, ritmos biológicos, sono, transtorno de humor bipolar

Resumo

Introdução: Alterações nos ritmos circadianos tem sido frequentemente observadas entre pacientes com Transtorno do Humor Bipolar (THB). No entanto, existem poucos instrumentos para medi-las e a maioria deles mede exclusivamente distúrbios do sono. A escala BRIAN, validada para adultos com THB, avalia a regularidade dos ritmos biológicos em quatro diferentes aspectos: sono, atividades, social e padrão de alimentação. O objetivo deste estudo piloto foi adaptar a escala BRIAN para uma população de crianças e adolescentes (BRIAN-K) e avaliar se o novo instrumento é capaz de detectar diferenças entre pacientes e controles saudáveis.

Métodos: Foram avaliados 20 pacientes com THB entre 8-16 anos e 32 controles pareados por sexo e idade. Os sujeitos foram avaliados através de entrevista clínica, K-SADS-PL e testagem cognitiva. A BRIAN-K foi aplicada em ambos os grupos.

Resultados: O grupo de pacientes com THB apresentou escores mais altos de alterações em seus ritmos circadianos pelo escore total da BRIAN-K, quando comparados com o grupo controle (p=0,022). Particularmente, maior irregularidade foi observada no domínio “atividades” no grupo de pacientes (p=0,001). Nossos resultados também mostraram uma correlação positiva entre a idade de diagnóstico e o domínio “sono” da BRIAN-K (r = 0,485; p = 0,03).

Conclusões: Estes dados preliminares sugerem que a versão BRIAN-K, recentemente adaptada para crianças e adolescentes, é capaz de discriminar pacientes com THB e controles. Futuros estudos com maior tamanho amostral são necessários para determinar a confiabilidade, validade interna e externa do presente instrumento.

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Publicado

2013-01-26

Como Citar

1.
Souza ACML, Czepielewski LS, Burke KP, Kapczinski NS, Brun JB, Zeni CP, Tramontina S, Kapczinski FP, Ceresér KMM. Adaptação da escala Brian para uso em crianças e adolescentes: um estudo preliminar. Clin Biomed Res [Internet]. 26º de janeiro de 2013 [citado 9º de dezembro de 2022];32(4). Disponível em: https://www.seer.ufrgs.br/index.php/hcpa/article/view/36772

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Seção

Artigos Originais

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