Desenvolvimento de artrite induzida por colágeno em camundongos DBA/1J entre os gêneros

Autores

  • Laura de Lima Xavier Faculdade de Medicina; PUCRS Laboratório de Doenças Autoimunes e Infecciosas; Serviço de Reumatologia; HCPA
  • Paula Ramos Viacava Universidade Federal do Rio Grande do Sul Laboratório de Doenças Autoimunes e Infecciosas; Serviço de Reumatologia; HCPA
  • Vivian de Oliveira Nunes Teixeira Universidade Federal do Rio Grande do Sul Laboratório de Doenças Autoimunes e Infecciosas; Serviço de Reumatologia; HCPA
  • Marília Romero Munhoz Laboratório de Doenças Autoimunes e Infecciosas; Serviço de Reumatologia; HCPA
  • Priscila Schimidt Lora
  • Patricia Gnieslaw de Oliveira Universidade Federal do Rio Grande do Sul Laboratório de Doenças Autoimunes e Infecciosas; Serviço de Reumatologia; HCPA
  • Lidiane Isabel Filippin Universidade Federal do Rio Grande do Sul Laboratório de Doenças Autoimunes e Infecciosas; Serviço de Reumatologia; HCPA
  • Ricardo Machado Xavier Universidade Federal do Rio Grande do Sul Laboratório de Doenças Autoimunes e Infecciosas; Serviço de Reumatologia; HCPA

Palavras-chave:

Artrite, semelhanças entre os gêneros, Artrite induzida por colágeno

Resumo

Introdução: A artrite reumatoide (AR) é uma doença autoimune inflamatória sistêmica de etiologia desconhecida. Modelos animais de artrite são extremamente úteis para o estudo da fisiopatologia da doença e de novas terapias.

Objetivo: Considerando a predominância da AR em mulheres e escassez de estudos sobre influência do sexo no desenvolvimento da artrite experimental, o objetivo deste trabalho foi avaliar o impacto do sexo no desenvolvimento clínico da artrite experimental induzida por colágeno do tipo II (CIA).

Métodos: Camundongos DBA1J foram divididos em machos e fêmeas, ambos n=6. CIA foi induzida por duas injeções intradérmicas com colágeno no dia zero e 18. Escore clínico da artrite e do edema articular foram avaliados diariamente por 10 dias após o desenvolvimento da doença.

Resultados: A evolução do escore clínico não demonstrou diferença entre os machos e fêmeas. O escore clínico avaliado separadamente - patas dianteiras e traseiras, apresentou diferença significativa (p <0,001) – patas traseiras dia 5 (machos 5,8±1,1; fêmeas 3,1±1,8 - p <0,05). Entretanto, o edema articular foi significativamente maior nos machos (p <0,001) no dia 5 (machos 4,5±0,4; fêmeas 3,8±0,5 - p <0,05).

Conclusões: Apesar de não serem claras as diferenças entre machos e fêmeas na CIA em camundongos, a maioria dos pesquisadores da área optam por trabalhar com machos. Como em humanos, acredita-se na influência da genética e dos hormônios no desenvolvimento da CIA. Portanto, estudos como este são de relevância às pesquisas nesta área, para um melhor aproveitamento da criação dos animais de laboratório.

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Biografia do Autor

Priscila Schimidt Lora

Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Laboratório de Doenças Autoimunes e Infecciosas; Serviço de Reumatologia; HCPA

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Publicado

2013-01-26

Como Citar

1.
Xavier L de L, Viacava PR, Teixeira V de ON, Munhoz MR, Lora PS, de Oliveira PG, Filippin LI, Xavier RM. Desenvolvimento de artrite induzida por colágeno em camundongos DBA/1J entre os gêneros. Clin Biomed Res [Internet]. 26º de janeiro de 2013 [citado 9º de dezembro de 2022];32(4). Disponível em: https://www.seer.ufrgs.br/index.php/hcpa/article/view/36583

Edição

Seção

Artigos Originais

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