Ações dos enfermeiros em relação ao paciente tabagista hospitalizado

Autores

  • Laura Helena Cezar Ilha Enfermeira da unidade de coleta do Serviço de Patologia Clínica do Hospital de Clínicas de Porto Alegre.
  • Carolina de Castilhos Teixeira Bolsista de Iniciação Científica CNPq, acadêmica de enfermagem da Escola de Enfermagem da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
  • Solange Klöckner Boaz Enfermeira da unidade ambulatorial do Serviço de Enfermagem em Saúde Pública do HCPA
  • Isabel Cristina Echer Doutora em Clínica Médica pela UFRGS. Professora da Escola de Enfermagem da UFRGS. Enfermeira Chefe do Serviço de Enfermagem Cirúrgica do Hospital de Clínicas de Porto Alegre.

Palavras-chave:

Tabagismo, enfermagem, educação em saúde

Resumo

Introdução: Fumantes hospitalizados geralmente são mais suscetíveis às orientações sobre os malefícios do tabaco. Nesse momento é difícil para os profissionais diferenciarem sintomas de abstinência da nicotina daqueles inerentes à internação hospitalar, o que requer abordagem por equipe especializada.

Objetivo: Analisar as ações dos enfermeiros em relação ao paciente tabagista hospitalizado.

Método: Estudo descritivo realizado com enfermeiros de unidades clínicas e cirúrgicas de um hospital universitário. As informações foram coletadas mediante instrumento on-line e analisadas no programa Survey Monkey. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética da instituição.

Resultados: Participaram 58 enfermeiros, com média de 14,8 anos de profissão, sendo 3% fumantes e 24% fumantes em abstinência. Na prática clínica, 53% abordavam sempre a cessação do tabagismo, sendo que, destes, 74% o fizeram uma única vez ao longo da internação do paciente fumante. As normas de proibição do fumo eram conhecidas por 95% dos participantes e, destes, 98% afirmaram incluí-las nas orientações ao paciente. A avaliação do grau de dependência à nicotina não foi realizada e apenas 1% avaliou o estágio de motivação para cessação. A necessidade de aprofundar conhecimentos na área do tabagismo foi apontada por 89% dos participantes.

Conclusão: Na abordagem ao fumante, os enfermeiros se detêm principalmente em identificar o status tabágico e em associá-lo à doença de base. Poucos utilizam a abordagem cognitivo-comportamental para dar suporte ao paciente ao longo da internação.

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Publicado

2013-01-26

Como Citar

1.
Ilha LHC, Teixeira C de C, Boaz SK, Echer IC. Ações dos enfermeiros em relação ao paciente tabagista hospitalizado. Clin Biomed Res [Internet]. 26º de janeiro de 2013 [citado 9º de dezembro de 2022];32(4). Disponível em: https://www.seer.ufrgs.br/index.php/hcpa/article/view/36136

Edição

Seção

Artigos Originais

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