Produção de óxido nítrico no hipocampo: investigação do envolvimento da óxido nítrico sintase neuronal no desenvolvimento de comportamentos ansiosos em animais submetidos a estresse neonatal

Autores

  • Roberta Dalle Molle Núcleo de Estudos da Saúde da Criança e do Adolescente (NESCA), Faculdade de Medicina, Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, Rio Grande do Sul.
  • Rachel Krolow Departamento de Bioquímica e Programa de Pós-Graduação em Bioquímica, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, Rio Grande do Sul.
  • Rebeca Bosse de Jesus Núcleo de Estudos da Saúde da Criança e do Adolescente (NESCA), Faculdade de Medicina, Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, Rio Grande do Sul.
  • André Krumel Portella Núcleo de Estudos da Saúde da Criança e do Adolescente (NESCA), Faculdade de Medicina, Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, Rio Grande do Sul.
  • Carla Dalmaz Departamento de Bioquímica e Programa de Pós-Graduação em Bioquímica, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, Rio Grande do Sul.
  • Gisele Gus Manfro Programa de Pós-Graduação em Ciências Médicas: Psiquiatria. Faculdade de Medicina, Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, Rio Grande do Sul.
  • Patrícia Pelufo Silveira Núcleo de Estudos da Saúde da Criança e do Adolescente (NESCA), Faculdade de Medicina, Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, Rio Grande do Sul.

Palavras-chave:

experimentação animal, comportamento materno, ansiedade, óxido nítrico sintase

Resumo

Introdução: Estudos indicam que o trauma precoce e o sistema serotoninérgico estão relacionados ao desenvolvimento de ansiedade. Esta relação poderia ser mediada pela enzima óxido nítrico sintase neuronal (nNOS), que tem papel importante no funcionamento dos receptores de serotonina. 

Objetivo: Investigar, através da mensuração do óxido nítrico (NO) no hipocampo, o possível envolvimento da nNOS no desenvolvimento de ansiedade em um modelo animal de adversidade no início da vida, baseado na qualidade do cuidado materno.

Métodos: Ao segundo dia de vida, genitoras Wistar e suas ninhadas foram divididas em dois grupos: intervenção, com redução do material para a confecção do ninho, ou controle. O comportamento materno foi observado do dia 1 ao dia 9 de vida. Na vida adulta, realizaram-se testes comportamentais e determinaram-se os níveis hipocampais de NO, através da mensuração de seus produtos de degradação. 

Resultados: Observou-se um maior comportamento do tipo ansioso no grupo intervenção, cujas genitoras apresentaram maior contato de baixa qualidade com seus filhotes. Nos machos, o cuidado materno de baixa qualidade correlacionou-se negativamente com o tempo no braço aberto e a frequência de mergulhos (r=-0,4;p=0,03) avaliados no labirinto em cruz elevado. O comportamento materno de lamber os filhotes correlacionou-se com a frequência de mergulhos em ambos os sexos (r=0,5;p<0,001). A quantidade de NO no hipocampo não diferiu entre os grupos. 

Conclusão: Uma maior atividade da nNOS não parece estar envolvida no comportamento ansioso observado neste modelo animal, no entanto a relação mãe-filhote, alterada por um ambiente neonatal adverso, teve impacto sobre o comportamento ansioso de forma sexo específica 

Introdução: Estudos indicam que o trauma precoce e o sistema serotoninérgico estão relacionados ao desenvolvimento de ansiedade. Esta relação poderia ser mediada pela enzima óxido nítrico sintase neuronal (nNOS), que tem papel importante no funcionamento dos receptores de serotonina.

Objetivo: Investigar, através da mensuração do óxido nítrico (NO) no hipocampo, o possível envolvimento da nNOS no desenvolvimento de ansiedade em um modelo animal de adversidade no início da vida, baseado na qualidade do cuidado materno.

Métodos: Ao segundo dia de vida, genitoras Wistar e suas ninhadas foram divididas em dois grupos: intervenção, com redução do material para a confecção do ninho, ou controle. O comportamento materno foi observado do dia 1 ao dia 9 de vida. Na vida adulta, realizaram-se testes comportamentais e determinaram-se os níveis hipocampais de NO, através da mensuração de seus produtos de degradação.

Resultados: Observou-se um maior comportamento do tipo ansioso no grupo intervenção, cujas genitoras apresentaram maior contato de baixa qualidade com seus filhotes. Nos machos, o cuidado materno de baixa qualidade correlacionou-se negativamente com o tempo no braço aberto e a frequência de mergulhos (r=-0,4;p=0,03) avaliados no labirinto em cruz elevado. O comportamento materno de lamber os filhotes correlacionou-se com a frequência de mergulhos em ambos os sexos (r=0,5;p<0,001). A quantidade de NO no hipocampo não diferiu entre os grupos.

Conclusão: Uma maior atividade da nNOS não parece estar envolvida no comportamento ansioso observado neste modelo animal, no entanto a relação mãe-filhote, alterada por um ambiente neonatal adverso, teve impacto sobre o comportamento ansioso de forma sexo específica

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Publicado

2012-04-27

Como Citar

1.
Dalle Molle R, Krolow R, de Jesus RB, Portella AK, Dalmaz C, Manfro GG, Silveira PP. Produção de óxido nítrico no hipocampo: investigação do envolvimento da óxido nítrico sintase neuronal no desenvolvimento de comportamentos ansiosos em animais submetidos a estresse neonatal. Clin Biomed Res [Internet]. 27º de abril de 2012 [citado 8º de dezembro de 2022];32(1). Disponível em: https://www.seer.ufrgs.br/index.php/hcpa/article/view/25932

Edição

Seção

Artigos Originais

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