Rinossinusite fúngica invasiva aguda com desfecho favorável

Autores

  • Suzie Hyeona Kang Médica Otorrinolaringologista formada pela Faculdade de Medicina da UFRGS. Residencia Médica em Otorrinolaringologia no Hospital de Clinicas de Porto Alegre. Título de Especialista em Otorrinolaringologia pela Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial. Aluna do Doutorado do Programa de Pós-Graduação em Ciências Pneumológicas da UFRGS. Médica Otorrinolaringologista da Força Aérea Brasileira.
  • Raphaella de Oliveira Migliavacca HCPA
  • Otávio Bejzman Piltcher HCPA

Palavras-chave:

rinossinusite fúngica, aspergilose, imunossupressão

Resumo

Introdução: A rinossinusite fúngica invasiva aguda é uma patologia que afeta principalmente pacientes imunocomprometidos. Apresentamos um caso de aspergilose invasiva aguda em paciente imunocomprometido, que apresentou bom desfecho pelo diagnóstico precoce e rápida intervenção.
Relato de caso: Menina de 13 anos com diagnóstico de leucemia mielóide aguda interna por neutropenia febril após quimioterapia. TC seios da face mostrou opacificação parcial dos seios à esquerda. Leucograma revelou contagem de 880 leucócitos totais. À endoscopia nasal, constatou-se corneto médio isquêmico à esquerda. Levada de urgência ao bloco cirúrgico e realizado debridamento amplo. Anatomopatológico revelou áreas de necrose isquêmica e estruturas fúngicas angio-invasivas, compatíveis com aspergilose. Exame de cultura de fungo confirmou Aspergillus flavus. Iniciado tratamento com voriconazol. Paciente realiza acompanhamento com a Oncologia Pediátrica, mantendo-se em remissão oncológica e sem recidiva fúngica.
Comentários:A freqüência das infecções micóticas do nariz e seios paranasais vem aumentando nas últimas décadas. Há um quadro febril, com ou sem sintomas nasais, sem resposta a antibióticos. Endoscopia nasal é o exame mais importante. O corneto médio costuma ser mais acometido. Não há sinais patognomônicos na TC, servindo mais como um instrumento de diagnóstico diferencial, planejamento e monitoramento pós-terapêutico. A correção concomitante de qualquer distúrbio metabólico ou imunológico subjacente é o fator prognóstico mais importante. Deve ser introduzida terapia antifúngica associada ao debridamento cirúrgico. É uma doença fatal com alta mortalidade e morbidade. Se for diagnosticada precocemente, terá um melhor prognóstico. Todas as unidades hospitalares com pacientes imunocomprometidos devem estabelecer políticas para reduzir risco de contaminação fúngica.

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Biografia do Autor

Suzie Hyeona Kang, Médica Otorrinolaringologista formada pela Faculdade de Medicina da UFRGS. Residencia Médica em Otorrinolaringologia no Hospital de Clinicas de Porto Alegre. Título de Especialista em Otorrinolaringologia pela Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial. Aluna do Doutorado do Programa de Pós-Graduação em Ciências Pneumológicas da UFRGS. Médica Otorrinolaringologista da Força Aérea Brasileira.

Médica Otorrinolaringologista formada pela Faculdade de Medicina da UFRGS.
Residencia Médica em Otorrinolaringologia no Hospital de Clinicas de Porto Alegre.
Título de Especialista em Otorrinolaringologia pela Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial.
Aluna do Doutorado do Programa de Pós-Graduação em Ciências Pneumológicas da UFRGS.

Raphaella de Oliveira Migliavacca, HCPA

Otávio Bejzman Piltcher, HCPA

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Publicado

2012-10-09

Como Citar

1.
Kang SH, Migliavacca R de O, Piltcher OB. Rinossinusite fúngica invasiva aguda com desfecho favorável. Clin Biomed Res [Internet]. 9º de outubro de 2012 [citado 8º de dezembro de 2022];32(3). Disponível em: https://www.seer.ufrgs.br/index.php/hcpa/article/view/25750

Edição

Seção

Relatos de Casos

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