Análise de Incompatibilidades de Medicamentos Intravenosos no Centro de Tratamento Intensivo Adulto do Hospital de Clínicas de Porto Alegre

Autores

  • Cassia Garcia Moraes UFRGS
  • Daiandy da Silva HCPA
  • Denise Bueno UFRGS

Palavras-chave:

Incompatibilidade, medicamentos intravenosos, CTI

Resumo

Introdução: As incompatibilidades medicamentosas quando ocorrem são consideradas erro de medicação, e o produto resultante pode afetar a eficácia e a segurança da terapia, sendo que conhecer seus fundamentos pode ajudar a prevenir sua ocorrência diminuindo, assim, seus riscos.

Objetivo: Identificar e quantificar as incompatibilidades físico-químicas entre medicamentos administrados através da via intravenosa em pacientes internados no Centro de Tratamento Intensivo (CTI) do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), observar a possibilidade de orientações farmacêuticas para a administração dos medicamentos incompatíveis.

Metodologia: Estudo transversal, no qual foram avaliadas as prescrições de Março a Maio de 2010, a partir dos prontuários eletrônicos, verificando a ocorrência de incompatibilidades medicamentosas entre as formas farmacêuticas intravenosas. Foi realizada uma intervenção farmacêutica por meio de orientações quanto à administração dos medicamentos identificados como incompatíveis.

Resultados: Foram analisadas 65 prescrições médicas, destas 51 apresentaram incompatibilidade entre os medicamentos. A média de medicamentos intravenosos foi de sete (DP±1,6) por prescrição. Foram identificadas 177 incompatibilidades entre 35 medicamentos diferentes, que levaram a 71 possibilidades de interação. Os medicamentos mais envolvidos nas incompatibilidades foram o Midazolam (18,1%) e a Insulina (10,5%). As incompatibilidades mais encontradas foram entre Midazolam e Piperacilina+Tazobactam (9,6%) e entre Insulina e Noradrenalina (7,9%). Das 51 prescrições que geraram orientação farmacêutica, 13 destas puderam ser realizadas pela equipe de enfermagem.

Conclusão: As incompatibilidades medicamentosas podem ser identificadas e evitadas com a presença do farmacêutico na unidade de internação, diminuindo a ocorrência de efeitos indesejáveis ao paciente.

 

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Biografia do Autor

Cassia Garcia Moraes, UFRGS

Formando do curso de farmácia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Daiandy da Silva, HCPA

Farmacêutica da Unidade de Assistência Farmacêutica do Hospital de Clínicas de Porto Alegre

Denise Bueno, UFRGS

Professora Doutora Adjunta do Departamento de Produção e Controle de Matéria-Prima da Universidade Federal do Rio Grande do Sul

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Publicado

2011-04-19

Como Citar

1.
Moraes CG, da Silva D, Bueno D. Análise de Incompatibilidades de Medicamentos Intravenosos no Centro de Tratamento Intensivo Adulto do Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Clin Biomed Res [Internet]. 19º de abril de 2011 [citado 30º de novembro de 2022];31(1). Disponível em: https://www.seer.ufrgs.br/index.php/hcpa/article/view/14733

Edição

Seção

Artigos Originais

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