Das Três Vertentes: instauração de um tripé metodológico para processos de criação artística

Autores

  • Marcillene Ladeira Universidade Federal da Bahia — UFBA, Salvador/BA

DOI:

https://doi.org/10.22456/2357-9854.75003

Palavras-chave:

Pesquisa em poéticas visuais. Cultura visual. Metodologia de ensino.

Resumo

O presente artigo, destaca a experiência visual como paradigma no processo de pensamento da história da arte, que confluirá, na contemporaneidade, em uma autoconsciência do próprio artista, em que ele mesmo passará a fazer filosofia a partir de sua obra. Desse viés, propôs-se a criação de um tripé metodológico, denominado Método das três Vertentes, aplicado ao ensino das Poéticas Visuais em meio universitário, sendo consolidado a partir de um design que elucida a relação “objeto-sujeito-meio”. Para esse fim, explorou-se a interação entre teorias que envolvem o fazer artístico, o conceito de conhecimento e a ciência física, no que diz respeito ao entendimento de campo gravitacional e linhas de força.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Marcillene Ladeira, Universidade Federal da Bahia — UFBA, Salvador/BA

Mestra em Processos Criativos pelo Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais, Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia – PPGAV/EBA/UFBA (com indicação, pela Banca Examinadora, a promoção antecipada e direta ao Doutorado). É integrante do Grupo MAMETO CNPq – Matéria, Memória e conceiTO em Poéticas Visuais Contemporâneas. Galeria representante: Luiz Fernando Landeiro Arte Contemporânea – Salvador/BA. Especialista em Docência do Ensino Superior pelo Instituto Pedagógico de Minas Gerais – IPEMIG; possui Graduação na área de Artes pelo Instituto de Artes e Design da Universidade Federal de Juiz de Fora –  IAD/UFJF, com passagem inicial pela Escola de Belas da Universidade Federal do Rio de Janeiro – EBA/UFRJ. Atua em atelier desde 1996.

Referências

AITA, Virginia. Introdução e entrevista concedida por Arthur C. Danto a Virginia Aita (fevereiro de 2006). Disponível em: <http://www.forumpermanente.org/revista/edicao-0/entrevistas/arthur-danto> Acesso em: 4 dez. 2014.

DANTO, Arthur C. Crítica de arte após o fim da arte. Tradução de Miguel Gally et al. Revista de Estética e Semiotica, Brasília, v. 3, n. 1, p. 82-98 jan./jun. 2013.

DIDI-HUBERMAN, Georges. O que vemos, o que nos olha. São Paulo: Ed. 34, 2010 (2ª edição)

FEYNMAN, Richard P.; LEIGHTON, Robert B.; SANDS, Matthew. Feynman Lições de Física. v. I. Editora bookman, 2009.

LADEIRA, Marcillene. Reflexões metodológicas sobre processos de criação artística: relatos de experiência. In: XI Colóquio Franco brasileiro de Estética – Paris, Retina 8 e PPGAV/EBA/UFBA, out. 2014. Salvador, Bahia, 2014.

LADEIRA, Marcillene. Campo das Vertentes: uma coleta pictórica. 2015, 175 f. Dissertação. (Mestrado) Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da Universidade Federal da Bahia. Salvador, 2015.

MERLEAU-PONTY, Maurice. O visível e o invisível. São Paulo: Perspectiva, 2014.

PETRIN, Natália. Campo Gravitacional. Estudo Prático. Disponível em:< http://www.estudopratico.com.br/campo-gravitacional/. Acesso em: 5 dez. 2014.

PILLAR, Analice Dutra. Pesquisa em Artes Plásticas. Porto Alegre: Ed. UFRGS/ANPAP, 1993. p. 77-86.

SALLES. Cecília Almeida. Gesto Inacabado: processo de criação artística. SP: Annablume, 1998.

SALLES. Cecília Almeida. Redes de Criação: construção da obra de arte. SP: Horizonte, 2006.

SANTOS NETO, Isaias de Carvalho. Pesquisa: aventura entre métodos e mitos. Caderno do Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais, EBA/UFBA. Salvador: EDUFBA, n. 2, 2004.

SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do trabalho científico. 23ª ed. São Paulo: Cortez, 2007.

VINICIUS, Marcelo. A filosofia da arte. Entrevista com Arthur Danto. Revista The Nation, publicação eletrônica, 18 de agosto de 2005. Novos estud. CEBRAP nº.73. São Paulo, nov. 2005. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-33002005000300009>. Acesso em: 4 dez. 2017.

WANNER, Maria Celeste A. Paisagens Sígnicas. Salvador: EDUFBA, 2010.

TESSLER; Elida; BRITES, Blanca (Orgs.). O meio como ponto zero. Porto Alegre: Ed. UFRGS, 2002.

WILSON, S. Arte como Pesquisa. In: LEAO (Org.). O Chip e o caleidoscópio. São Paulo: Senac. 2005.

ZAMBONI, Silvio. A pesquisa em arte: um paralelo entre arte e ciência. 3. ed. Campinas, São Paulo: Autores Associados, 2006.

Downloads

Publicado

2017-12-28

Como Citar

LADEIRA, M. Das Três Vertentes: instauração de um tripé metodológico para processos de criação artística. Revista GEARTE, [S. l.], v. 4, n. 3, 2017. DOI: 10.22456/2357-9854.75003. Disponível em: https://www.seer.ufrgs.br/index.php/gearte/article/view/75003. Acesso em: 28 nov. 2022.