1863: o ano em que um decreto - que nunca existiu - extinguiu uma população indígena que nunca deixou de existir.

Autores

  • Ticiana Oliveira Antunes Universidade Federal Fluminense

Palavras-chave:

Relações Sociais de Dominação e Resistência, Relações de Poder Político-Institucionais, Cultura e Representações,

Resumo

O presente artigo apresenta o processo de invisibilidade dos índios no Ceará, através da análise do contexto histórico que possibilitou a produção de um documento oficial que, por pressão dos interesses econômicos da elite dominante, passou a ter força simbólica de decreto que extinguiu toda a população indígena do Ceará. A produção deste suposto decreto se explica por práticas ideológicas e por aplicação de políticas públicas típicas da segunda metade do século XIX. O texto vai apresentar, em contrapartida, o caso de um grupo indígena que 27 anos após essa declaração oficial, passa angariar apoio em prol da defesa de seu aldeamento, junto a um intelectual cearense chamado Antonio Bezerra de Menezes. O escritor foi um dos fundadores do Instituto Histórico do Ceará e da Academia Cearense de Letras, contraditoriamente, instituições que eram porta vozes da ideologia que legitimava a extinção dos índios em terras cearenses

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Biografia do Autor

Ticiana Oliveira Antunes, Universidade Federal Fluminense

Possui graduação em História pela Universidade Estadual do Ceará (2004) e mestrado em Políticas Públicas e Sociedade pela Universidade Estadual do Ceará (2008). Atualmente está cursando Doutorado em História Social pela Universidade Federal Fluminense (2010).Tem experiência na área de História, com ênfase em História Moderna e Contemporânea, atuando principalmente nos seguintes temas: Índios no século XIX, etnicidade, política, movimentos sociais, etnohistória, narrativa, oralidade e participaçao feminina.

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Publicado

2012-07-10

Como Citar

ANTUNES, T. O. 1863: o ano em que um decreto - que nunca existiu - extinguiu uma população indígena que nunca deixou de existir. Revista Aedos, [S. l.], v. 4, n. 10, 2012. Disponível em: https://www.seer.ufrgs.br/index.php/aedos/article/view/29051. Acesso em: 7 jul. 2022.