Rio, uma utopia sem amor: violência de gênero e homicídio contra mulheres meretrizes nas revistas policiais do Rio de Janeiro (1892-1925)

Autores

Palavras-chave:

Gênero, Violência, Rio de Janeiro.

Resumo

Hoje em dia, pode parecer banal a afirmação de que tais discursos funcionaram como mecanismos de controle social, reforçando imagens, valores e padrões sociais que determinavam o grau de civilização em uma determina sociedade. Posto isto, o presente trabalho tem como objetivo, apresentar discussões no que se refere às práticas cotidianas sofridas por mulheres meretrizes na cidade do Rio de Janeiro, no período entre 1892 e 1925, a partir de crônicas policiais da imprensa carioca, bem como a utilização das revistas Boletim Policial, Vida Policial e Revista Criminal. O momento em questão, se mostrou eficaz no sentido de analisar e compreender as percepções sobre violência de gênero, em especial se tratando de agressões e crimes de homicídio. O estudo busca ainda, analisar o contexto social no qual essas mulheres estavam inseridas, imersas a um conjunto de políticas de contenção que semeava rumo a construção de uma imagem de cidade moderna e utópica.

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Biografia do Autor

Wellington do Rosário de Oliveira, UFPR - UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ - PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM HISTÓRIA

Mestrando do programa de Pós-Graduação em História pela UFPR (Universidade Federal do Paraná). Desenvolve pesquisas nas áreas de história do crime, imprensa, prostituição, violência e gênero. 

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Publicado

2021-10-07

Como Citar

DE OLIVEIRA, W. do R. Rio, uma utopia sem amor: violência de gênero e homicídio contra mulheres meretrizes nas revistas policiais do Rio de Janeiro (1892-1925). Revista Aedos, [S. l.], v. 13, n. 28, p. 25–67, 2021. Disponível em: https://www.seer.ufrgs.br/index.php/aedos/article/view/113514. Acesso em: 3 jul. 2022.