Exílio e ruptura na autobiografia de Stefan Zweig: “Wohin, para onde?”

Autores

  • Débora Faccin Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Resumo

Neste trabalho pretendemos analisar a obra Autobiografia: O mundo de ontem escrita em 1942 pelo autor Stefan Zweig, a fim de reconhecer, a partir da obra, as vicissitudes e as rupturas que transpassam o século XX europeu, bem como as questões que permeiam a experiência de exílio dos judeus em reação ao avanço nazista na Europa. Stefan Zweig manifesta em sua obra as grandes transformações do cenário europeu no século XX e a sua experiência enquanto intelectual judeu e austríaco: Vivencia o fim do Império Austro-Húngaro, a Primeira Guerra Mundial, e se vê obrigado a exilar para a Inglaterra às vésperas da Segunda. Com o início da Segunda Guerra Mundial, atravessa o Atlântico deixando a Europa em direção aos Estados Unidos e, mais tarde, ao Brasil. O ilustre gentleman da burguesia vienense se torna exilado, um apátrida. Quando escreve Autobiografia: O mundo de ontem, Stefan Zweig intenta traduzir para a linguagem a sua experiência, sabendo que, ao falar de si, também trazia a público a história de milhares de outros sujeitos. 

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Publicado

2021-10-07

Como Citar

FACCIN, D. Exílio e ruptura na autobiografia de Stefan Zweig: “Wohin, para onde?”. Revista Aedos, [S. l.], v. 13, n. 28, p. 839–878, 2021. Disponível em: https://www.seer.ufrgs.br/index.php/aedos/article/view/108333. Acesso em: 4 jul. 2022.