A história e as mídias digitais na experiência do Instituto Museu da Pessoa

Autores

  • Ian Kisil Marino Universidade Estadual de Campinas

Palavras-chave:

História Digital, Humanidades Digitais, Teoria da História.

Resumo

Tem sido comum, nos últimos anos, a percepção de que as mídias digitais fazem parte do cotidiano dos historiadores. Há uma lacuna, no entanto, na reflexão atenta e crítica quanto ao impacto dessas tecnologias na constituição teórica e metodológica do campo: é ainda raro que as reflexões avancem para uma crítica aprofundada, interessada nas tensões epistemológicas que têm se alastrado nos documentos, nos arquivos e nas narrativas, objetos centrais do fazer historiográfico. Imersas nos dilemas do terceiro setor, da Nova Museologia e da história oral, as percepções e a experiência concreta do Instituto Museu da Pessoa com o fenômeno digital são paradigmáticas do lugar privilegiado que essas mídias ocupam nos afazeres dos profissionais do trato da memória – o arquivista, o museólogo, o historiador – dos anos 1990 até aqui. O entusiasmo e o otimismo atribuídos a elas – como soluções técnicas sempre positivas – ilustram tanto a cena contemporânea quanto a existência de territórios inexplorados por essa experiência singular, que matiza pontos críticos da constituição disciplinar da história e dos seus afazeres no meio digital.

zem parte do cotidiano dos historiadores. Há uma lacuna, no entanto, na reflexão atenta e crítica quanto ao impacto dessas tecnologias na constituição teórica e metodológica do campo: é ainda raro que as reflexões avancem para uma crítica aprofundada, interessada nas tensões epistemológicas que têm se alastrado nos documentos, nos arquivos e nas narrativas, objetos centrais do fazer historiográfico. Imersas nos dilemas do terceiro setor, da Nova Museologia e da história oral, as percepções e a experiência concreta do Instituto Museu da Pessoa com o fenômeno digital são paradigmáticas do lugar privilegiado que essas mídias ocupam nos afazeres dos profissionais do trato da memória – o arquivista, o museólogo, o historiador – dos anos 1990 até aqui. O entusiasmo e o otimismo atribuídos a elas – como soluções técnicas sempre positivas – ilustram tanto a cena contemporânea quanto a existência de territórios inexplorados por essa experiência singular, que matiza pontos críticos da constituição disciplinar da história e dos seus afazeres no meio digital.

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Publicado

2020-08-13

Como Citar

MARINO, I. K. A história e as mídias digitais na experiência do Instituto Museu da Pessoa. Revista Aedos, [S. l.], v. 12, n. 26, p. 262–292, 2020. Disponível em: https://www.seer.ufrgs.br/index.php/aedos/article/view/104236. Acesso em: 27 jan. 2023.