O espectador em exposições de linguagens híbridas

Autores

Resumo

A organização de exposições de linguagens híbridas provoca inevitável revisão dos modelos expositivos. A utilização de mídias, suportes e técnicas pouco convencionais à produção artística certamente se qualifica como um dos principais motivos catalisadores desta revisão. Contudo, ao longo deste artigo, argumento que estas exposições merecem análise por inexoravelmente deslocarem a posição do espectador, colocando em xeque os métodos tradicionais de ativação do público. Em seu corpo, detalho estudos de caso laboratoriais da história recente da arte brasileira, como os projetos de Frederico Morais e Walter Zanini, tendo como horizonte a análise sobre como, durante a situação de visitação a uma exposição, se dá a negociação por alternativos modos de participação e interação do espectador.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Camila Damico Medina, Pesquisadora independente.

Mestre em Comunicação e Cultura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, tendo pesquisado na linha Tecnologias da Comunicação e Estéticas. Bacharel em Produção Cultural pela Universidade Federal Fluminense, Rio de Janeiro. Complementou sua graduação através de intercâmbio na Université Paris-VIII-Saint-Denis, onde estudou Filosofia da Arte. Fundadora e diretora de conteúdo da plataforma digital Mexilhão. Produtora cultural com ênfase na elaboração de programas educativos experimentais.

Downloads

Publicado

2021-04-23

Edição

Seção

Artigos