SHIBBOLETH: à flor da pele da razão

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Resumo

Este artigo parte de certas imagens de Shibboleth, obra da artista colombiana Doris Salcedo, exposta na Galeria da Tate Modern, em Londres (2007/2008), para operar uma noção de imagem-intrusa, imagem-acidente e imagem-perturbação dentro do paradigma contemporâneo. Deseja-se dissolver, por vezes, conceitos e categorias artísticas, bem como, refletir sobre a incerteza, a exclusão e ruptura no mundo atual. Diante da força enunciativa dessa obra e sua razão, se intenta uma gestão teórica e estética a partir de Marguerite Duras, Marie-José Mondzain, Georges Didi-Huberman e Zygmunt Bauman, por meio de notas filosóficas-literárias capazes de lubrificar singulares experiências ressentidas. O estatuto desta abordagem inacabada evidencia a prática de uma outra lógica, de outra razão, uma à flor da pele, formadora de um pensamento sensível que se pergunta sobre a postura da artista e a plural singularidade da arte contemporânea. 

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Biografia do Autor

Barbara Mol

Artista e pesquisadora (1986-). Vive e trabalha em Ouro Preto -Brasil. Doutora em Artes (2020), na linha de pesquisa em Artes Plásticas, visuais e interartes.. Doutorado-sanduíche pela Université Sorbonne Nouvelle Paris 3 - Paris. Mestre em Artes (2014), na área de Arte e Tecnologia da Imagem, pela Universidade Federal de Minas Gerais. Graduação em Artes Visuais, habilitação em Desenho (UFMG -2010).Educadora na Fundação de Arte de Ouro Preto (FAOP 2011-2012).Atua com oficinas e trabalhos coletivos; professora de arte para anos finais do ensino fundamental Colégio Cônego Paulo Dilacio (CAOP 2- 2014/2). Professora voluntária no departamento de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Minas Geais (UFOP-2015/2016). Realiza exposições e comunicações com grupo de artistas em Ouro Preto - MG (desde 2015). 

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Publicado

2021-04-23

Edição

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Artigos