COMPORTAMENTO ESTATÍSTICO DOS ELEMENTOS MAIORES E MENORES EM ROCHAS BÁSICAS, INTERMEDIÁRIAS E ÁCIDAS DA FORMAÇÃO SERRA GERAL E GRUPO ARAPEY, PARANÁ LARGE IGNEOUS PROVINCE, AMÉRICA DO SUL

Autores

  • Otavio A. B. LICHT Minerais do Paraná.
  • Edir E. ARIOLI Minerais do Paraná.

DOI:

https://doi.org/10.22456/1807-9806.37383

Palavras-chave:

Paraná LIP, Formação Serra Geral, Grupo Arapey, geoquímica, modelagem estatística, gráficos de probabilidade.

Resumo

Os processos evolutivos da porção sulamericana da Província Paraná-Etendeka, composta pela Formação Serra Geral (Brasil, Argentina e Paraguay) e Grupo Arapey (Uruguay) se desenvolveram em 1,2 Ma com clí- max localizado em 134,7 Ma, dando origem a rochas extrusivas (derrames) e intrusivas (diques e soleiras) de composição que varia desde basaltos até riolitos. Nas últimas quatro décadas, muitos autores produziram conjuntos de dados geoquímicos sobre essas rochas, que foram publicados ou permaneceram inéditos. A compilação desses conjuntos de dados e sua padronização sob os pontos de vista geoquímico e geográfico deu origem a uma base de dados que contém análises de SiO2 , TiO2 , Al2 O3 , FeO total ,MnO, CaO, Na2O, K2O, P2O5 , Ba, Ce, Cr, La, Ni, Rb, Sr, Zr, e Y realizadas em 4.257 amostras de rocha proveni- 2 2 2 5 entes de afloramentos e testemunhos de sondagem. No presente artigo são apresentadas as técnicas de construção e padronização dessa base de dados, assim como o tratamento estatístico das variáveis analíticas. A aplicação de técnicas estatísticas, especialmente a modelagem dos gráficos de probabilidade, evidenciou que a maioria das variáveis analisadas é polimodal o que, sob o ponto de vista estatístico, significa a existência de diversas sub-populações e, sob os pontos de vista geológico e geoquímico, sugere uma combinação complexa de processos de geração, mistura, contaminação e diferenciação. Esse tratamento estatístico deu origem a níveis de referência particulares para o conjunto de rochas básicas, intermediárias e ácidas da LIP Paraná. Os resultados obtidos indicam assim, a necessidade de que estudos geoquímicos considerem uma estratificação prévia dos dados, usando como referência os limiares das populações de cada variável. São também sugeridas algumas regras simples para que dados geoquí- micos futuramente produzidos possam ser agregados a essa base de dados. 

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Otavio A. B. LICHT, Minerais do Paraná.

Geólogo pelo Instituto de Geociências da Universidade Federal do Rio Grande do Sul - IG-UFRGS em 1973; Mestre em Geociências pelo IG-UFRGS em 1983 e Doutor em Geologia pela Universidade Federal do Paraná em 2001. Trabalhou no Departamento de Recursos Minerais do Rio de Janeiro DRM-RJ (1974-1976), Companhia Brasileira do Cobre - CBC (1976-1982) e Minerais do Paraná - MINEROPAR (1982-2007). Consultor de prospecção geoquímica da Votorantim Metais desde 2007. Publicou 5 artigos em periódicos especializados e 27 trabalhos em anais de eventos. Tem 5 livros publicados. Possui 4 softwares e outros 102 itens de produção técnica. Participou de 1 evento no exterior e 33 no Brasil. Atua na área de Geociências, com ênfase em Geoquímica. Participa voluntariamente da formação de profissionais de geologia, ministrando cursos e palestras de exploração geoquímica e geoquímica ambiental para estudantes de graduação, especialização e pós-graduação. Participou de comissões de orientação e bancas examinadoras de mestrandos e doutorandos da Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP, Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS, Universidade Estadual de Londrina - UEL e Universidade Federal do Paraná - UFPR, da qual é professor colaborador do Curso de Pós Graduação em Geologia. Em suas atividades profissionais interagiu com 91 colaboradores em co-autorias de trabalhos científicos. Os termos mais freqüentes na contextualização da produção científica, tecnológica e artístico-cultural são: Cartografia geoquímica, Geoquímica ambiental, Geoquímica multipropósito, Prospecção geoquímica, Sistemas de Informações Geográficas, geoquímica multielementar, Impactos geoquímicos ambientais, Riscos geoquímicos ambientais, Planejamento e Prospecção mineral. Agraciado, como membro da equipe do Projeto Geomedicina com o 1º Prêmio Saúde Oncologia América Latina do Concurso Latino Americano em Oncologia, promovido por Aguilla Saude Brasil em 2006. Homenageado pelo CREA-RJ com placa "Ao ilustre geólogo Otavio Augusto Boni Licht, nosso agradecimento pelos serviços prestados ao país ao final do Workshop Internacional de Geologia Médica, de 2 a 4/6/2005 no Rio de Janeiro. Indicado pela Associação dos Geólogos do Paraná AGEPAR com homologação na Sessão Ordinária 869 - Decisão de Plenário 060/2008, do CREA-PR à Medalha de Mérito 2008 do CONFEA. Agraciado com a Láurea ao Mérito do Sistema CONFEA/CREA "Pelos relevantes serviços prestados à Engenharia, à Arquitetura e à Agronomia", Decisão da Sessão Plenária nº 1.353 de 24 a 26/09/2008. A premiação ocorreu em Brasilia, no dia 2/12/2008, durante a 65ª Semana Oficial da Engenharia, Arquitetura e Agronomia - SOEAA e do Congresso Mundial de Engenheiros WEC 2008. Agraciado com a Medalha do Mérito do CREA-PR, "Por relevantes serviços prestados à Engenharia, à Arquitetura e à Agronomia do Estado do Paraná" Decisão do Plenário nº 092 na Sessão Ordinária nº 870 de 16/9/2008. A premiação ocorreu em Curitiba, no dia 12/01/2009 durante a posse da Diretoria e do Terço do Conselho. Indicado pela MINEROPAR ao 18º Prêmio Paranaense de Ciência e Tecnologia da Secretaria de Ciência e Tecnologia do Estado do Paraná, na área de Ciências da Terra, em 2004. Membro suplente do Conselho Fiscal do Sindicato dos Engenheiros no Estado do Paraná de 2002 a 2008. Membro do Comitê Editorial do Boletim Paranaense de Geociências. Membro do Conselho Diretor da Sociedade Brasileira de Geoquímica - SBGq gestões 10/2008 a 10/2009; 10/2005 a 10/2007 e 10/1999 a 10/2001. Co-líder do Projeto IGCP-360 para o Brasil, na reunião realizada na Ilha Seili, Finlândia em setembro de 1995. Diretor Secretário Suplente do SENGE-PR de 1987 a 1993. Conselheiro Fiscal Suplente da CONAGE de 1989 a 1991. Conselheiro Fiscal da AGEPAR de 1984 a 1985. Presidente da AGEPAR de 1983 a 1984. 

Edir E. ARIOLI, Minerais do Paraná.

Possui graduação em Geologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul(1969) e especialização em Geologia Exploratória pela Universidade Federal do Paraná(1986). Atualmente é Geólogo da Minerais do Paraná S/A. Tem experiência na área de Geociências, com ênfase em Geologia. Atuando principalmente nos seguintes temas:geoquímica, geologia exploratória, platina, vulcânicas. 

Downloads

Publicado

2012-12-31

Como Citar

LICHT, O. A. B., & ARIOLI, E. E. (2012). COMPORTAMENTO ESTATÍSTICO DOS ELEMENTOS MAIORES E MENORES EM ROCHAS BÁSICAS, INTERMEDIÁRIAS E ÁCIDAS DA FORMAÇÃO SERRA GERAL E GRUPO ARAPEY, PARANÁ LARGE IGNEOUS PROVINCE, AMÉRICA DO SUL. Pesquisas Em Geociências, 39(3), 247–267. https://doi.org/10.22456/1807-9806.37383