https://www.seer.ufrgs.br/index.php/Movimento/issue/feed Movimento 2022-06-20T16:41:56-03:00 Movimento movimento@ufrgs.br Open Journal Systems <p>A revista Movimento é uma publicação de acesso aberto da Escola de Educação Física, Fisioterapia e Dança da Universidade Federal do Rio Grande do Sul que tem por objetivo divulgar a produção científica nacional e internacional, <strong>sobre temas relacionados à Educação Física, no que tange aos seus aspectos pedagógicos, históricos, políticos e culturais</strong>. Nessa perspectiva, o periódico recebe, avalia e publica manuscritos que problematizem os fenômenos e os temas investigados, <strong>tendo como fundamentos teóricos, metodológicos, analíticos e interpretativos aqueles oriundos das Ciências Humanas e Sociais</strong>. O periódico aceita manuscritos originais nos idiomas português, espanhol, inglês e francês.</p> <p><strong>Publicação Contínua | </strong><strong>ISSN 0104-754X | e-ISSN 1982-8918<br /></strong></p> https://www.seer.ufrgs.br/index.php/Movimento/article/view/122671 Distanciamento social e o ensino de Educação Física 2022-03-03T18:04:10-03:00 Allyson Carvalho Araújo allyssoncarvalho@hotmail.com Alan Ovens a.ovens@auckland.ac.nz <p>Este dossiê temático reúne uma coletânea de artigos acerca das implicações pedagógicas do ensino de Educação Física (EF) durante a pandemia de COVID-19. A pandemia desafiou professores em todo o mundo a se adaptarem ao distanciamento social e aos requisitos do ensino remoto. Nosso objetivo nesta edição especial é compartilhar e refletir sobre esses desafios e ver que a questão não se trata apenas do uso de tecnologia, mas também de como professores lidam com as implicações para o ensino de uma disciplina como a EF. As histórias compartilhadas fornecem valiosos insights sobre como os professores se adaptam e aprendem novas estratégias e tecnologias para ensinar EF em tempos de distanciamento social.</p> 2022-04-09T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Movimento https://www.seer.ufrgs.br/index.php/Movimento/article/view/122740 Miscibilidade em abordagens combinadas à prática de formação de professores(as) de Educação Física 2022-03-03T17:40:32-03:00 Tim Fletcher tfletcher@brocku.ca Mats Melvold Hordvik matsh@nih.no <p>Neste artigo, discutimos descobertas de um autoestudo colaborativo que realizamos sobre a adoção de uma abordagem combinada (ou seja, composta por componentes <em>online</em> e presenciais) para um curso de formação de professores(as) de Educação Física. Os dados consistiram em diários reflexivos e conversas gravadas. Examinamos assunções sobre estrutura, conteúdo e pedagogias de abordagens “combinadas” usando a metáfora da miscibilidade, na qual os líquidos se misturam para formar uma solução homogênea. O curso de formação de professores(as) não foi conceituado ou fomentado de uma forma que o tornasse miscível (ou seja, era imiscível), na medida em que os componentes presencial e <em>online</em> eram vistos como modalidades separadas. Isso significava que havia oportunidades perdidas de oferecer experiências formativas em uma modalidade para estruturar as experiências na outra. Após a pandemia, será importante considerar os pontos fortes dos formatos presencial e <em>online</em> para que alunos(as) experimentem as maneiras como um pode beneficiar o outro.</p> 2022-04-10T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Movimento (Porto Alegre) https://www.seer.ufrgs.br/index.php/Movimento/article/view/122688 Google Sites como ferramenta de ensino de Educação Física a distância em tempos de Covid-19 2022-03-03T10:32:34-03:00 Carlos Kucera carloskucera@yahoo.com Ana Lisa do Vale Gomes analisagomes@gmail.com Alan Ovens a.ovens@auckland.ac.nz Blake Bennett blake.bennett@auckland.ac.nz <p>A covid-19 resultou na implementação de medidas de distanciamento social e fechamento de escolas no mundo. Este estudo explora alguns dos impactos, tais como escolhas pedagógicas, reflexões e barreiras do professor quando ele repentinamente mudou para um ambiente de ensino <em>online</em> e teve que ministrar aulas de Educação Física (EF) com o uso da tecnologia (Google Sites). A metodologia do autoestudo com análise temática foi utilizada para investigar as experiências do autor principal. Achados destacam como o professor teve que encontrar novas formas de ensino <em>online</em>, fazendo com que os alunos não estivessem exclusivamente em frente à tela, e atendesse as características sociais e dinâmicas da EF. Finalmente, as experiências e o processo de reflexão demonstraram a necessidade de ser coerente com as escolhas pedagógicas e abordagens teóricas e práticas como professor. Este artigo contribui para futuras formas de ensino de EF <em>online</em>, ao compreender a práxis de um professor.</p> 2022-04-10T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Movimento https://www.seer.ufrgs.br/index.php/Movimento/article/view/122698 Relações com os saberes e experiências (auto)formativas na Educação Física 2022-03-03T15:54:25-03:00 Luciana Venâncio luciana_venancio@yahoo.com.br Luiz Sanches Neto luizitosanches@yahoo.com Bernard Charlot bernard.charlot@terra.com.br Cheryl J. Craig cheryljcraig@gmail.com <p>Embora novos aportes midiáticos e tecnológicos subsidiem os processos de ensino e de aprendizagem na Educação Física Escolar desde a virada deste século, houve ampliação abrupta mais recentemente no uso de tecnologias interativas pela necessidade de distanciamento social em escala global, como decorrência da pandemia da covid-19 (SARS-CoV-2). No contexto brasileiro, as relações pedagógicas têm sido mediadas por ações síncronas e assíncronas em plataformas <em>online</em>. Essa reconfiguração restringiu as vivências no âmbito da Educação Física, que afetam a diversidade dos saberes incorporados e das relações com os saberes dos(as) alunos(as) como “corpos-sujeitos”. Entendemos que há uma fundamentação antropológica na teoria da relação com o saber — apontada por Charlot (2020) — que se aproxima das demandas antropológicas explicitadas por Daolio (2001) na Educação Física.</p> 2022-04-14T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Movimento https://www.seer.ufrgs.br/index.php/Movimento/article/view/122595 Aprendizagem virtual 2022-03-03T11:33:43-03:00 Alan Patrick Ovens a.ovens@auckland.ac.nz Rod Philpot r.philpot@auckland.ac.nz Blake Bennett blake.bennett@auckland.ac.nz <p>Este artigo relata a primeira fase de um projeto de três anos em que exploramos formas de adaptar e desenvolver nossas práticas pedagógicas em relação ao uso de novas e emergentes tecnologias digitais. Neste artigo, nos concentramos em nossas experiências de ensino remoto de emergência (ERT). Essa experiência aconteceu no meio do semestre, onde tivemos que migrar do ensino presencial, em sala de aula, para o ensino remoto. Através de uma abordagem dialética, possibilitada pelo autoestudo, tivemos a oportunidade de apoiar uns aos outros, descrever os principais desafios que enfrentamos e identificar os principais pressupostos que sustentam nossas práticas como professores em contextos de aprendizagem a distância, ensino digital. Os temas encontrados nessa relação dialética foram nomeados como: a visibilidade dos alunos, as restrições da tecnologia e o fato de voltarmos a ser professores universitários novatos novamente.</p> 2022-04-14T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Movimento https://www.seer.ufrgs.br/index.php/Movimento/article/view/122440 O ensino remoto de Educação Física em narrativa 2022-03-03T14:32:33-03:00 Leilane Shamara Guedes Pereira Leite leilane.guedes.pereira@gmail.com Alan Queiroz da Costa alan.qcosta@upe.br Marcio Romeu Ribas de Oliveira marcioromeu72@hotmail.com Allyson Carvalho de Araújo allyssoncarvalho@hotmail.com <p>A literatura tem apostado na compreensão coevolutiva entre tecnologia e educação destacando o professor como peça-chave neste processo. O objetivo do texto é problematizar a vivência pedagógica de uma professora de Educação Física da rede estadual de ensino durante a pandemia de covid-19, sob as lentes do neotecnicismo e das literacias emergentes. Adotou-se a metodologia qualitativa a partir dos estudos narrativos, dos casos pedagógicos e suas contribuições para formação docente. Como resultados percebeu-se o sentimento de incompetência para lidar com plataformas digitais, o apoio de uma rede de colaboração por pares, a urgência do “como utilizar ferramentas tecnológicas” e, em segundo plano, “o que ensinar”. Considera-se, por fim, que pensar o ensino remoto de Educação Física na pandemia é mais do que pensar em tecnologia, mas antes é refletir sobre como o professor se forma pela experiência e as possibilidades de modificação na percepção de aula de Educação Física neste contexto.</p> 2022-04-14T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Movimento (Porto Alegre) https://www.seer.ufrgs.br/index.php/Movimento/article/view/122672 Ensinando Educação Física 2022-03-03T15:44:24-03:00 Victor Amar Rodriguez victor.amar@uca.es <p>Covid mudou a vida diária de uma professora estudante (na menção da educação física), sua maneira de aprender e sua relação com as tecnologias. A metodologia será qualitativa-narrativa, com o objetivo de conhecer e compreender a opinião de Pao. Os resultados mostram sua paixão pelo futsal feminino, bem como sua alta estima pela educação como fator de transformação social, e ela vê a tecnologia como um incentivo para a mudança e o aperfeiçoamento dos professores, para sua auto-formação e para a necessidade de lidar com o currículo de uma forma mais aberta e flexível. Ela apresenta a família como um valor para a educação das crianças, ou a educação física como uma possibilidade de responder a estilos de vida sedentários ou à obesidade.</p> 2022-04-14T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Movimento https://www.seer.ufrgs.br/index.php/Movimento/article/view/122533 Atividade física para saúde, Covid-19 e mídias sociais: 2022-03-03T15:03:55-03:00 Zac Parris Z.Parris2@lboro.ac.uk Lorraine Cale l.a.cale@lboro.ac.uk Jo Harris j.p.harris@lboro.ac.uk Ashley Casey a.j.b.casey@lboro.ac.uk <p>Este estudo concentra-se no uso de mídias sociais por professores de Educação Física (EF) para o ensino de atividade física para saúde durante a pandemia de covid–19. Com base na pesquisa apreciativa e utilizando uma metodologia de teoria fundamentada em dados (<em>Grounded Theory</em>), a análise de duas entrevistas e uma tarefa digital permitem apresentar três principais temas: (1) Mídias Sociais como Ferramenta de Ensino; (2) Um Legado Digital Duradouro?, e; (3) Desigualdade do Aprendizado Remoto. Esses temas destacam a urgência em utilizar mídias sociais quando os espaços físicos da EF foram removidos, o reconhecimento de que o ensino poderia ser diferente no futuro e os desafios inerentes aos espaços digitais. Em conclusão: (1) defendemos a efetiva formação inicial e continuada de professores e no uso positivo de tecnologias digitais; (2) sugerimos que atividades <em>on-line</em> futuras incorporadas ao aprendizado, e; (3) exigir aos governos ações para nivelar as desigualdades tecnológicas.</p> 2022-04-14T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Movimento https://www.seer.ufrgs.br/index.php/Movimento/article/view/116321 A CLÍNICA DA EDUCAÇÃO FÍSICA NAS POLÍTICAS PÚBLICAS DE SAÚDE 2022-02-22T15:46:28-03:00 Luiz Alberto dos Santos Ferreira luizrecre@yahoo.com.br Tonantzin Ribeiro Gonçalves tonantzinrg@unisinos.br Leonardo Trápaga Abib leoabib@gmail.com Este estudo buscou discutir a inserção de Profissionais de Educação Física (PEFS) em Políticas Públicas de Saúde (PPS) e analisar as relações entre núcleo e campo. Para a produção de dados foram realizadas visitas ao Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF), Programa Academia da Saúde (PAS) e equipe de Práticas Integrativas Complementares em Saúde (PICs). Também realizamos entrevistas em profundidade, observações e anotações em diário de campo, empregando-se Análise Temática do material empírico. O estudo apontou que existem similaridades e diferenças nas práticas dos profissionais atuando nas PPS que transcendem o núcleo da Educação Física, sendo que buscam sempre uma maior aproximação com o campo da Saúde. Os achados revelam o potencial da construção de uma Clínica da Educação Física que esteja conectada com as necessidades de saúde da população usuária. 2022-02-05T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Movimento (ESEFID/UFRGS) https://www.seer.ufrgs.br/index.php/Movimento/article/view/113910 O LAZER E A PESSOA COM DEFICIÊNCIA FÍSICA USUÁRIA DE CADEIRA DE RODAS 2022-02-22T15:46:28-03:00 André Luís Normanton Beltrame andrelbeltrame@hotmail.com <p><span class="Resumo-AbstracChar"><span lang="X-NONE">Este estudo tem como objetivo responder à seguinte pergunta: </span></span><span>em que perspectiva se inscreve a participação social no lazer de adultos com deficiência física usuários de cadeira de rodas em cenários de microparticipação social?</span><span> Para tanto, a pesquisa se envolveu com três grupos dedicados a pessoas com deficiência procurando reconhecer a configuração da</span><span> participação social em termos de condições, dinâmicas e ferramentas operativas em seu universo de ação. De metodologia qualitativa e abordagem hermenêutico-dialética foram acompanhados vinte e um atores sociais e seus grupos. Os resultados apontam para condições de estrutura de poder e conflito em desfavor da pessoa com deficiência. Nota-se que as dinâmicas dos grupos os apontam capazes de favorecer a informação e a organização, porém de forma mais afetiva que instrumental. Conclui-se na necessidade de avançar em pressupostos educativos no interior dos grupos que deem conta da estrutura de poder vigente.</span></p> 2022-02-05T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Movimento (ESEFID/UFRGS) https://www.seer.ufrgs.br/index.php/Movimento/article/view/111694 MULHERES NO BOXE 2022-02-22T15:46:28-03:00 Flavio Py Mariante Neto flaviomariante@hotmail.com Ileana Wenetz ilewenetz@gmail.com <p>Buscamos<strong> </strong>destacar o quanto as noções tradicionais de masculinidade e feminilidade (e heterossexismo) afetam a prática do boxe. Com esse objetivo e por meio de um estudo etnográfico realizado em uma academia, refletimos sobre a participação de mulheres nas aulas de boxe, identificando as diferenças entre a prática de homens e de mulheres. Observamos uma “naturalização” do que tradicionalmente se considera masculino (virilidade, agressividade etc.) e feminino (comedimento, sensibilidade etc.), mas que não por isso deixam de ser reconfigurados. Os resultados foram organizados em três categorias: sobre a prática no espaço da academia; sobre a separação de gênero; e sobre o atravessamento de fronteiras de gênero, que é quando a mulher, por objetivos relacionados à luta, tende a ser masculinizada. Também são tensionados os sentidos atribuídos à prática do boxe, no qual a própria sexualidade das atletas é questionada, demarcando a heterossexualidade como norma.</p> 2022-02-05T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Movimento (ESEFID/UFRGS) https://www.seer.ufrgs.br/index.php/Movimento/article/view/117028 A DUPLA CARREIRA ACADÊMICO-ESPORTIVA NA AMÉRICA LATINA ENTRE OS ANOS 2000 E 2020 2022-02-22T15:46:28-03:00 Christiano Streb Ricci csricci@hotmail.com Rodrigo Aquino aquino.rlq@gmail.com Renato Francisco Rodrigues Marques renatomarques@usp.br O presente estudo analisou a produção científica sobre dupla carreira acadêmico-esportiva em artigos oriundos da América Latina publicados em periódicos acadêmicos entre os anos 2000 e 2020. A seleção e análise dos artigos seguiram os métodos/protocolo ENTREQ, Análise Temática Reflexiva e Análise de Redes Sociais. Oito bases de dados foram pesquisadas e 39 artigos selecionados. Os resultados indicam: a) os primeiros trabalhos encontrados datam de 2011; b) os estudos se concentram principalmente no Brasil; c) a interação entre pesquisadores latino-americanos é pequena; d) predominam as abordagens qualitativas; e) as categorias de base e a Educação Básica são os contextos mais investigados; f) predominam estudos com modalidades esportivas praticadas por homens, especialmente o futebol. Conclui-se que os tópicos analisados neste trabalho apresentam um panorama sobre a produção acadêmica em artigos sobre dupla carreira acadêmico-esportiva na América Latina, ao mesmo tempo em que destaca lacunas importantes a serem preenchidas por futuros estudos. 2022-02-05T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Movimento (ESEFID/UFRGS) https://www.seer.ufrgs.br/index.php/Movimento/article/view/114205 HISTÓRIA DA OBESIDADE NO CINEMA 2022-02-22T15:46:29-03:00 Cezar Barbosa Santolin cezarsantolin@hotmail.com Luiz Carlos Rigo rigoperini@gmail.com <p>O objetivo deste artigo foi analisar <em>A luta dos sexos</em> (1928), de D. W. Griffith, como uma fonte primária da história da obesidade no cinema. Metodologicamente, utilizou-se análise discursiva da enunciação numa perspectiva foucaultiana. As análises permitiram constatar a importância que a questão da obesidade e da circunferência abdominal assumem na trama. Ambas são tornadas simbólicas e os novos valores, retratados negativamente, como uma ameaça, indireta, à integridade das famílias. Consequentemente, a barriguinha e a pouca importância dada pela esposa e pelos filhos devido ao amor verdadeiro que sentem pelo marido/pai se tornam símbolos de boa paternidade, de fidelidade e da integridade familiar. Conclui-se que o filme é uma peça importante na história da obesidade tanto porque Griffith foi um dos cineastas mais importantes da história do cinema e esse um dos seus filmes mais famosos quanto pela raridade da formação discursiva.</p> 2022-02-05T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Movimento (ESEFID/UFRGS) https://www.seer.ufrgs.br/index.php/Movimento/article/view/118240 O DESPORTO INADEQUADO À NATUREZA FEMININA 2022-02-22T15:46:29-03:00 Joana Caroline Corrêa da Silva joana.carocosi@gmail.com André Mendes Capraro andrecapraro@gmail.com Quando comparamos temporalmente os marcos no desenvolvimento do futebol feminino e do masculino, podemos notar diferenças com origens para além dos gramados. Na tentativa de compreender melhor o fenômeno do futebol feminino, este artigo descreve e analisa a sua trajetória no Paraná até 1951. Para isso, foram utilizados alguns periódicos da hemeroteca digital brasileira e quatro telegramas encontrados no Arquivo Público do Paraná acerca de um pedido de autorização para realização de uma partida de futebol feminino em Curitiba. Após analisar as fontes, constatou-se que o futebol de mulheres esteve ligado a práticas artísticas a partir de 1934, e que seu ineditismo como esporte no Paraná aconteceu em 1951 no estádio Durival de Britto e Silva com as equipes gaúchas Amazonas e Tiradentes, em um contexto de imposições, contradições e desobediências civis. 2022-02-05T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Movimento (Porto Alegre) https://www.seer.ufrgs.br/index.php/Movimento/article/view/118845 SAÚDE E TRANSTORNO MENTAL NO ATLETA DE ALTO RENDIMENTO 2022-02-22T15:46:29-03:00 Alexandre Conttato Colagrai alexandreccolagrai@gmail.com Júlia Barreira jubarreira2@hotmail.com Fernanda Tartalha Nascimento fertartalha@gmail.com Paula Teixeira Fernandes paula@fef.unicamp.br <p>Estudos sobre a saúde mental de atletas de alto rendimento vem crescendo internacionalmente, porém a produção nacional ainda é limitada. Esta revisão sistemática tem como objetivo mapear a produção do conhecimento sobre saúde mental desses atletas, seguindo a diretriz PRISMA para revisões sistemáticas. Encontramos aumento no número de publicações nos últimos cinco anos, com predomínio de publicações por autores de países de língua inglesa (EUA, Inglaterra/Reino Unido e Austrália) focando principalmente nos transtornos mentais mais comuns (ansiedade, depressão, distúrbio de sono, uso de álcool). Verificamos que atletas de elite tem taxas similares ou mais elevadas de transtornos mentaisdo que a população em geral. O esporte coletivo de invasão e o esporte individual de marca aparecem como os mais pesquisados. Esse estudo avança com o debate sobre a saúde mental em atletas de alto rendimento e chama a atenção de pesquisadores, gestores e psicólogos brasileiros para essa temática.</p> 2022-02-22T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Movimento (Porto Alegre) https://www.seer.ufrgs.br/index.php/Movimento/article/view/118067 LUTAS E DISPUTAS NO CAMPO CIENTÍFICO DA EDUCAÇÃO FÍSICA 2022-02-22T15:46:29-03:00 Brenda Rodrigues da Costa brendaaa1977@gmail.com Ricardo Lira de Rezende Neves ricardo_neves@ufg.br <p>O objetivo deste trabalho é compreender as dinâmicas dos processos de lutas e disputas pela criação do Grupo de Trabalho Temático Gênero (GTT) no campo científico da Educação Física, especificamente dentro do Colégio Brasileiro de Ciências do Esporte. Para isso, o estudo é desenvolvido de acordo com a Teoria da Prática, de Pierre Bourdieu. O percurso metodológico é qualitativo e bibliográfico, com análise documental. Os resultados indicam que o campo vem adquirindo autonomia dentro da entidade, sendo que as trajetórias das coordenadoras foram basilares para a criação. No entanto, na movimentação do campo científico, as lutas e disputas não são desinteressadas. Conclui-se que o campo tem tendências e que os agentes podem criar espaços de lutas. Devido ao capital simbólico acumulado, os agentes que produzem sobre a temática de gênero na Educação Física consolidaram o GTT Gênero a partir de seu movimento no campo científico.</p> 2022-02-22T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Movimento (Porto Alegre) https://www.seer.ufrgs.br/index.php/Movimento/article/view/118314 TRABALHOS DE CONCLUSÃO DE CURSO 2022-02-18T17:02:34-03:00 Gustavo da Silva Freitas gsf78_ef@hotmail.com Raquel da Silveira raqufrgs@gmail.com <p>O presente artigo descreve e analisa a produção de conhecimento oriunda das pesquisas realizadas como requisito obrigatório à integralização do Curso de Licenciatura em Educação Física da Universidade Federal do Rio Grande ocorridas entre 2009 e 2020. Iniciado em 2006, o curso tornou a pesquisa como um de seus eixos formativos, sobretudo pelo componente curricular intitulado Seminário de Pesquisa. Como <em>corpus</em> empírico, selecionamos um total de 205 trabalhos de conclusão, os quais foram submetidos a uma análise documental que evidenciou uma prevalência das pesquisas de cunho sociocultural e da temática dos esportes. Esses dados parecem estar articulados com as experiências formativas disponibilizadas pelo curso junto ao ensino e à extensão; à caracterização do corpo docente e as peculiaridades da universidade pública; entre outros acontecimentos que movimentaram as dinâmicas deste componente curricular.</p> 2022-03-19T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Movimento (Porto Alegre) https://www.seer.ufrgs.br/index.php/Movimento/article/view/114479 USOS E APROPRIAÇÕES DA CAPOEIRA POR PRATICANTES POLONESES 2022-02-18T14:58:54-03:00 Fábio Luiz Loureiro mestrefabioluiz@gmail.com Alexandre Freitas Marchiori alexandremarchiori@hotmail.com Rodrigo Lema Del Rio Martins rodrigodrmartins@ufrrj.br André da Silva Mello andremellovix@gmail.com <p>Analisa os usos e as apropriações que os praticantes poloneses fazem da capoeira. Trata-se de uma pesquisa descritivo-interpretativa, que utiliza como fontes o grupo focal, realizado com dez capoeiristas poloneses, e a observação participante em um grupo de capoeira de Varsóvia. Verifica-se que está em curso um processo de apropriação e de ressignificação dessa manifestação cultural no país. Ao mesmo tempo em que a capoeira apresenta características singulares, provenientes das tradições locais e das particularidades dos sujeitos que as consomem, aspectos culturais contidos em sua bagagem motora e simbólica também impactam na forma de pensar e agir dos poloneses, configurando um movimento de circularidade cultural. Os poloneses se orgulham da capoeira construída nas últimas três décadas no país, que geram representações identitárias entre eles, articulando aspectos da cultura local com as tradições dessa manifestação afro-brasileira.</p> 2022-03-19T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Movimento (ESEFID/UFRGS) https://www.seer.ufrgs.br/index.php/Movimento/article/view/118971 EXPLORANDO AS CRENÇAS SOBRE O ENSINO DOS ESPORTES 2022-02-19T10:59:48-03:00 Ana Flávia Backes anafbackes@hotmail.com Valmor Ramos valmor.ramos@udesc.br Matheus da Lapa Costa matheusdalapacosta@gmail.com Leonardo Ristow leonardoristow@live.com Rodolfo Silva da Rosa rodolfodarosa@yahoo.com.br Thaís Emanuelli da Silva de Barros thais_emanuellibarros@hotmail.com Vinicius Zeilmann Brasil vzbrasil@hotmail.com Juarez Vieira do Nascimento juarez.nascimento@ufsc.br <p>O estudo analisou a mudança de crenças de uma graduanda sobre o ensino dos esportes ao longo da formação inicial em Educação Física, em uma universidade pública do sul do Brasil. Neste estudo qualitativo, longitudinal, de caráter descritivo e interpretativo, investigou-se o caso único de uma graduanda, a partir de procedimentos de entrevista semiestruturada, observação sistemática, estimulação de memória e a técnica de Análise de Conteúdo<em>. </em>Os resultados revelaram que, ao longo da formação inicial, a graduanda modificou suas crenças relacionadas aos propósitos, estratégias e organização do conteúdo, por meio de diferentes processos de mudança conceitual. Essas evidências mostram que a aprendizagem profissional, compreendida na perspectiva da mudança conceitual, é um processo ativo, longo, lento e gradual, que envolve a revisão contínua de crenças.</p> 2022-03-19T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Movimento (Porto Alegre) https://www.seer.ufrgs.br/index.php/Movimento/article/view/120277 A BIOMETRIA COMO INSTRUMENTO DA EDUCAÇÃO FÍSICA (1932-1944) 2022-02-24T22:46:47-03:00 André Luiz dos Santos Silva andrels@ufrgs.br Christiane Garcia Macedo chrisgmacedo@gmail.com Silvana Vilodre Goellner vilodre@gmail.com <p>Este texto analisa as fichas e o fichamento biométrico como procedimentos do campo acadêmico-profissional da Educação Física, evidenciando suas produtividades enquanto saberes capazes de mobilizar sentidos sobre os corpos e as práticas corporais. Para tanto, foram tomados como fontes históricas os textos sobre Biometria/Biotipologia datados de 1932 a 1944 e publicados nas publicações <em>Revista de Educação Física</em> (Exército) e <em>Educação Physica</em>. Fundamentados em pressupostos cientificamente legítimos, as fichas e o fichamento biométrico colocaram em circulação saberes considerados substanciais à prescrição esportiva e à organização de turmas homogêneas. Em um contexto marcado por intenções identitárias, a Educação Física constrói sistemas de investigação dos corpos que reúnem exames e distribuição de pessoas em biotipos, procedimentos que individualizam e subjetivam. Além disso, os processos de mensuração na prática biométrica fabricariam arquivos entendidos como capazes de dizer sobre os tipos populacionais brasileiros, prática vinculada às políticas ufanistas que intencionavam a forja de uma identidade nacional.</p> 2022-03-20T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Movimento (Porto Alegre) https://www.seer.ufrgs.br/index.php/Movimento/article/view/114101 APRENDIZAGENS EMERGENTES DOS DIFERENTES PAPÉIS DESEMPENHADOS PELOS ALUNOS NO MODELO SPORT EDUCATION 2022-02-26T06:42:55-03:00 Camila Amato amato.camila@gmail.com Eduardo Rodrigues de Oliveira eduardo.kyle@gmail.com Thiago José Leonardi thiago.leonardi@ufrgs.br Guy Ginciene guy.ginciene@ufrgs.br <p>Com o objetivo de analisar os acontecimentos que emergiram da utilização do modelo <em>Sport Education</em> (SE) em uma unidade de ensino dos esportes de invasão, com enfoque nos diferentes papéis desempenhados pelos(as) alunos(as), foi realizada uma pesquisa-ação em um projeto de extensão. O estudo envolveu dois coordenadores, dois professores e uma professora que, em um processo de reflexão e ação, ministraram aulas para 14 crianças de sete a 11 anos. As reuniões foram gravadas e posteriormente transcritas. As aulas foram registradas em diários de campo individuais pelos três professores. Todas essas informações passaram pela análise temática. Os resultados apontaram que o código de condutas e o papel de treinador(a) auxiliaram a direcionar a atenção dos(as) alunos(as) para os objetos da unidade didática, como as atitudes e os conhecimentos tático-técnicos.</p> 2022-03-20T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Movimento (ESEFID/UFRGS) https://www.seer.ufrgs.br/index.php/Movimento/article/view/118101 INFLUÊNCIAS DA ARGENTINA NO ADVENTO DO PROFISSIONALISMO BRASILEIRO 2022-02-24T11:51:40-03:00 Sarah Teixeira Soutto Mayor sarahsoutto@gmail.com Sílvio Ricardo da Silva prof.srs@gmail.com Pablo Alejandro Alabarces palabarces@gmail.com <p>O presente artigo objetivou analisar as influências, no contexto brasileiro, da instauração do regime profissional no futebol argentino, entre os anos de 1930 e 1933. Para isso, foram analisadas reportagens de dois importantes periódicos publicados nos dois países: <em>El Gráfico</em> (Argentina) e <em>Jornal dos Sports</em> (Brasil). Pode-se concluir que as ideias e ações colocadas em prática no país vizinho, que culminou no profissionalismo do futebol em 1931, seriam amplamente divulgadas no Brasil como um exemplo a ser seguido, como uma receita de sucesso para o futebol local. Esse aparato discursivo, recheado de dados quantitativos, pode ser considerado uma face importante da adoção do profissionalismo no Brasil, no ano de 1933.</p> 2022-04-01T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Movimento https://www.seer.ufrgs.br/index.php/Movimento/article/view/118194 A EXPRESSÃO DO VALOR DA COMPETITIVIDADE NA FORMAÇÃO FÍSICO-DESPORTIVA DO FUTEBOL ESCOLAR 2022-03-02T15:44:56-03:00 Abel Merino Orozco amorozco@ubu.es Alfredo Berbegal Vázquez abrbga@unizar.es Ana Arraiz Pérez arraiz@unizar.es Fernando Sabirón Sierra fsabiro@unizar.es <p>A competitividade é geralmente considerada um valor inerente à sociedade em que vivemos e pode ser deliberadamente promovida nos esportes escolares. O objetivo deste estudo é conhecer as expressões competitivas que isso implica no futebol escolar, por meio da observação participante, como reflexo do valor educacional da atividade. Dez equipes são acompanhadas durante dois anos letivos. A análise dos resultados mostra que existem contradições entre a promoção da aprendizagem desportiva em condições justas e os resultados desportivos, que dependem das aptidões e capacidades individuais. As crianças capitalizam a rivalidade como necessidade de vencer o adversário, o que gera paradoxos entre os apriorismos do esporte escolar, socialização e seu aprendizado. Este estudo conclui com a necessidade de promover a sensibilização educacional para uma aprendizagem pedagogicamente desejável em cumplicidade com a participação das famílias e dos agentes formadores.</p> 2022-04-14T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Movimento https://www.seer.ufrgs.br/index.php/Movimento/article/view/120258 “Longe, mas juntos” 2022-03-29T11:00:09-03:00 Kaio César Celli Mota kio_mota@usp.br Tamiris Lima Patricio tamirislima@usp.br Michele Viviene Carbinatto mcarbinatto@usp.br <p>A pandemia de covid-19 vem instituindo mudanças em diferentes âmbitos da sociedade no mundo. No esporte, para além dos treinos rotineiros, uma importante esfera sofreu impactos neste período, a dos eventos. Pautado na teoria fenomenológica de Merleau-Ponty, o objetivo deste estudo foi descrever experiências vividas em um festival de Ginástica para Todos realizado de maneira remota. Aderimos à análise fenomenológica na triangulação de dados documentais, diários de campo e grupos focais com ginastas participantes que suscitaram em duas temáticas: a) “Distantes, mas juntos” e b) “O <em>modus operandi</em> da virtualidade”. Ainda que remoto, a percepção da experiência elencou sentimentos e sensações típicas do fazer-esportivo e sua estima aos eventos, como a atitude estética intrínseca à ginástica, busca de (auto) superação, reconhecimento e pertencimento social.</p> 2022-05-30T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Movimento (Porto Alegre) https://www.seer.ufrgs.br/index.php/Movimento/article/view/116288 Formação em Educação Física e a questão da diferença 2022-03-25T09:57:51-03:00 Roseli Belmonte Machado robelmont@yahoo.com.br <p>O objetivo desta pesquisa é problematizar a constituição da diferença nas legislações que orientam os currículos de formação em Educação Física. As lentes teórico-metodológicas que guiaram a pesquisa têm o aporte dos Estudos Foucaultianos, operando com a ferramenta da governamentalidade, sob uma inspiração genealógica. Foram realizados dois movimentos: a análise dos saberes que constituíram a formação de professores em Educação Física e a análise da atual resolução para a formação em Educação Física do Brasil. As análises indicam que os saberes que se direcionam para a formação em Educação Física tiveram ênfases médicas, disciplinares, biológicas e normalizadoras em relação ao outro, sem considerar a diferença. Também mostram que as orientações atuais, embora tragam políticas de inclusão, não são suficientes para abarcar a discussão sobre diferença, reforçando práticas anteriores. É possível compreender que algumas pautas foram esmaecidas ou silenciadas, não indicando a composição e a compreensão da diferença nas formações.</p> 2022-05-30T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Movimento (ESEFID/UFRGS) https://www.seer.ufrgs.br/index.php/Movimento/article/view/117773 Filmes como estratégias para as aulas de Educação Física na Escola 2022-03-02T12:10:29-03:00 Ho Shin Fu hoshinfu19@gmail.com Pedro Henrique Bezerra da Silva pedro.hbs01@gmail.com Ana Paula da Silva ansipaula@gmail.com Marcílio Barbosa Mendonça de Souza Junior marciliosouzajr@hotmail.com Marcelo Soares Tavares de Melo mmelo19@hotmail.com <p>O presente estudo teve como objetivo analisar contribuições teórico-metodológicas do uso de filmes como estratégia nas aulas de Educação Física. Para isso, a pesquisa caracterizou-se como qualitativa de cunho documental, na qual foram analisados doze filmes. Após as análises, foram identificados temas como racismo, gênero, educação e religiosidade, que serviram para subsidiar as discussões da pesquisa em voga. Nesse sentido, ressaltamos a importância da utilização de filmes como estratégia de ensino durante as aulas de Educação Física, pois estes trazem consigo temas transversais inerentes à realidade dos estudantes, que podem ser problematizados pelos professores.</p> 2022-05-31T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Movimento https://www.seer.ufrgs.br/index.php/Movimento/article/view/117555 Jogos de tabuleiro como ação terapêutica no tratamento quimioterápico de adultos 2022-04-29T07:55:08-03:00 Daliana Stephanie Lecuona dalianalecuona@gmail.com Samara Escobar Martins samara.escobaar@gmail.com Maria Eduarda Tomaz Luiz maria_e.t.l@hotmail.com Adriana Coutinho de Azevedo Guimarães adriana.guimaraes@udesc.br Alcyane Marinho alcyane.marinho@hotmail.com <p>O estudo investigou o uso dos jogos de tabuleiro como ação terapêutica no tratamento quimioterápico de adultos do Centro de Pesquisas Oncológicas (CEPON) de Florianópolis/SC. Trata-se de uma pesquisa de campo, descritiva e exploratória, com abordagem qualitativa dos dados. Participaram do estudo 31 pacientes adultos, bem como 14 profissionais do setor de quimioterapia do CEPON. Os dados foram obtidos por meio de observações sistemáticas, observações participantes e entrevistas semiestruturadas. Posteriormente, foram organizados no <em>software </em>Nvivo 10 e analisados por meio da técnica de análise de conteúdo. Os jogos de tabuleiro, explorados como ferramentas complementares no tratamento quimioterápico de adultos, facilitaram a interação entre os envolvidos. A utilização das atividades lúdicas, durante as sessões de quimioterapia, fez com que os sinais e os sintomas imediatos do tratamento fossem minimizados, substituídos por sentimentos de alegria e descontração, pilares estruturantes da ludicidade.</p> 2022-05-31T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Movimento https://www.seer.ufrgs.br/index.php/Movimento/article/view/113797 O esporte em Ilhéus e a consolidação do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (1921) 2022-05-25T15:55:55-03:00 Thiago Santos de Santana tssantos123452@gmail.com Ramom de Souza Norte ramomcba@outlook.com Fábio Santana Nunes fsnunes@uefs.br Aldo José Morais Silva aldojose2@gmail.com Marcial Cotes mcotes@uesc.br <p>Este estudo explora a ocorrência do primeiro torneio intermunicipal baiano de futebol de 1921 e sua relação com a campanha para a construção do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB). A investigação tem por base a análise de periódicos da época e o diálogo com a bibliografia sobre o tema. A narrativa evidencia como a participação do município de Ilhéus no evento representou uma oportunidade para afirmar seu compromisso com os ideais de modernização e civilização, valorizados pela sociedade baiana da época. Também averioguou-se como essa participação contribuiu para o processo de consolidação do esporte em Ilhéus e sua aproximação com o cenário esportivo da capital do estado.</p> 2022-07-19T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Movimento https://www.seer.ufrgs.br/index.php/Movimento/article/view/116181 A Rede Nacional de Treinamento e a política esportiva brasileira 2022-06-13T23:13:20-03:00 Carlos Fabre Miranda carlosfabremiranda@gmail.com Silvia Cristina Franco Amaral scfa@unicamp.br <p>A realização dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro em 2016 teve investimentos, principalmente no atletismo, que estão distribuídos em todo o território nacional. A Rede Nacional de Treinamento é uma política pública anunciada como legado esportivo dos Jogos. Identificamos o convênio (n° 813831/2014), oriundo de uma chamada pública em 2013, firmado entre a Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) e o Ministério do Esporte como central nesta implementação. Utilizando a dependência de trajetória (<em>path dependence)</em> analisamos documentos, realizamos entrevistas e cotejamos com o debate conceitual do esporte e suas relações como negócio e consumo. Ao final, conclui-se que a Rede Nacional de Treinamento se coloca com uma proposta inovadora, que veste a mesma roupagem da política esportiva brasileira. Ou seja, não há ruptura com o velho modelo piramidal e o investimento que chega sempre para o topo e é irrisório para as categorias que mais precisariam deste incentivo.</p> 2022-07-22T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Movimento https://www.seer.ufrgs.br/index.php/Movimento/article/view/121792 O Jornal Diário Esportivo e o ethos dos jogadores 2022-06-09T17:05:30-03:00 Sarah Teixeira Soutto Mayor sarahsoutto@gmail.com Georgino Jorge de Souza Neto netogeorgino@gmail.com Sílvio Ricardo da Silva prof.srs@gmail.com <p>O presente artigo teve como objetivo analisar, por meio de reportagens do jornal <em>Diário Esportivo</em>, como os jogadores amadores e profissionais, assim como a ideia de amadorismo e profissionalismo, eram representados e veiculados entre os anos de 1945 e 1946, na cidade de Belo Horizonte/MG. Foi possível perceber uma veiculação discursiva ambígua em relação aos jogadores profissionais, ora destacados e elogiados por manterem “almas” de amadores, ora criticados e denunciados por não cumprirem de maneira satisfatória com suas obrigações laborais. A verificação de um cenário ambíguo, conflituoso e diverso demonstra as complexidades dessa experiência futebolística no contexto específico da cidade de Belo Horizonte, sugerindo um olhar mais cuidadoso para a coexistência dos regimes amador e profissional e ampliando a perspectiva da simples passagem que a ideia de transição comumente supõe.</p> 2022-07-23T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Movimento https://www.seer.ufrgs.br/index.php/Movimento/article/view/118375 Produção do conhecimento em Educação Física nas pesquisas com abordagens qualitativas 2022-05-10T22:58:01-03:00 Sanderson Soares Silva sandersonjf@gmail.com Cleene Tavares Souza cleenetavares@gmail.com Maria Maciele Gomes Barros barros.maciele@hotmail.com Ana Raquel Mendes Santos raquel.mendes@upe.br Adriana Faria Gehres adriana.gehres@upe.br <p>Objetivou-se identificar as áreas de conhecimento e compreender as temáticas com abordagens qualitativas em Educação Física no Brasil, a partir de uma pesquisa documental com os seguintes critérios: estudos desenvolvidos no Brasil; estudos em colaboração com profissionais de Educação Física; artigos originais; indexados na base SciELO; textos completos online; publicados entre janeiro/2008 e agosto/2020. Foram analisados 191 artigos. Os resultados apontaram que as pesquisas qualitativas concentram suas produções nas áreas de conhecimento sociocultural e pedagógica. Na área sociocultural foram predominantes as temáticas: esporte, práticas corporais, atividade física e exercício físico. Na área pedagógica observaram-se as temáticas: formação inicial; formação continuada; formação de treinadores; formação de pesquisadores; educação básica. Conclui-se que os estudos qualitativos em Educação Física se concentram apenas nas áreas sociocultural e pedagógica, com temáticas diversificadas, mas dentro da especificidade das áreas de conhecimento, para atender à Educação Física.</p> 2022-07-23T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Movimento https://www.seer.ufrgs.br/index.php/Movimento/article/view/117533 Movimento quantified self 2022-06-20T16:41:56-03:00 Braulio Nogueira de Oliveira brauliono08@hotmail.com Alex Branco Fraga brancofraga@gmail.com <p>Este artigo descreve os modos pelos quais usuários de um aplicativo <em>fitness</em> que prescreve exercícios físicos personalizados orientam suas condutas em interação com números gerados por <em>self-tracking</em>. Baseado na Teoria Ator-Rede, foram analisadas as interações derivadas de relações entre usuário, aplicativo e rede a qual ele está integrado. Tendo a autoexperimentação como demarcador, os resultados apontaram duas perspectivas de conduta orientada por dados: aqueles que seguem os <em>insights</em> apontados pela tecnologia, ainda que com ajustes, e aqueles que realizam experimentos mais aprofundados, caracterizados como <em>biohackers</em>. Muitos dos <em>biohackers</em> se tornam também influenciadores digitais e constituem uma espécie de rede de colaboração nas mídias sociais. Conclui-se que os usuários, enquanto sujeitos empreendedores de si, orientam suas condutas através dos números, produzem relatórios que envolvem dados de diversas atividades humanas, por meio de diferentes <em>softwares</em> e realizam autoexperimentação.</p> 2022-07-23T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Movimento https://www.seer.ufrgs.br/index.php/Movimento/article/view/116972 Tornando-se um praticante de CrossFit 2021-10-29T13:35:47-03:00 Elisangela Rocha Wood elis_da_rocha@yahoo.com.br Alan Camargo Silva alancamargo10@gmail.com Guilherme Gonçalves Baptista baptista_gui@hotmail.com Sílvia Maria Agatti Lüdorf sagatti.rlk@terra.com.br <p>Inspirado pela Fase Ética do pensamento de Foucault, consideram-se as experiências no <em>CrossFit</em> como formas de gerenciamentos do corpo que se atrelam fundamentalmente ao culto do eu. Assim, o objetivo desta pesquisa foi analisar e discutir aspectos que tornam os sujeitos efetivamente praticantes de <em>CrossFit</em> e como os seus gerenciamentos do corpo, dentro e fora dos <em>boxes</em>, se relacionam à modalidade. Foram realizadas observações não estruturadas de aulas e entrevista semiestruturada com 12 praticantes, em diferentes <em>boxes </em>da zona norte, na cidade do Rio de Janeiro. Os resultados indicaram que a superação e o estímulo entre os praticantes constituem-se como os principais processos de subjetivação identitária desse grupo. Detectou-se também que os contínuos regimes ou investimentos de autoaprimoramento nos <em>boxes</em> marcavam um estilo de vida regrado e padronizado responsável por internalizar determinadas maneiras de estar no mundo e que afetavam sobremaneira o modo de viver.</p> 2022-07-25T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Movimento https://www.seer.ufrgs.br/index.php/Movimento/article/view/120717 “Não é só exercício físico” 2022-01-28T12:31:41-03:00 Heidi Jancer Ferreira heidi.ferreira@ifsuldeminas.edu.br David Kirk david.kirk@strath.ac.uk Alexandre Janotta Drigo alexandredrigo@hotmail.com <p>O estudo buscou identificar e analisar o trabalho de profissionais de Educação Física com adultos e idosos na promoção da saúde, para além da prevenção de doenças. Baseada na teoria da salutogênese, a pesquisa utilizou o método qualitativo da teoria fundamentada nos dados proposto por Charmaz (2009) e o método de trabalho de campo condensado (STENHOUSE, 1978) em quatro programas públicos de promoção da saúde. Participaram do estudo quatro profissionais de Educação Física, três coordenadoras de centros de saúde e 34 adultos e idosos. Os dados foram produzidos através de entrevistas e observação não participante. A análise indutiva dos dados identificou quatro práticas representativas do trabalho dos profissionais: um olhar para as pessoas, relações de cuidado, desenvolvimento de recursos de saúde e a valorização do protagonismo comunitário. Em conclusão, os modos de trabalho dos profissionais de Educação Física demonstraram um caráter salutogênico, sugerindo possibilidades de superação do modelo biomédico.</p> 2022-07-29T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Movimento https://www.seer.ufrgs.br/index.php/Movimento/article/view/118810 Práticas corporais como conceito? 2022-02-22T15:46:29-03:00 George Saliba Manske gsmanske@yahoo.com.br <span class="Resumo-AbstracChar"><span>A partir de uma perspectiva pós-estruturalista se propõe a problematizar o termo Práticas Corporais como conceito para o campo da Educação Física. Percorrem-se na literatura estudos, pesquisas e argumentos que demonstram sua heterogeneidade, indefinição e polissemia. Apresenta subsídios científicos e linguísticos para embasar que Práticas Corporais não possui especificidade, estabilidade e densidade suficiente para ser considerado como tal, desde perspectivas estruturalistas e/ou científicas. No entanto, se considerar compreensões inspiradas na filosofia da diferença e no pós-estruturalismo, Práticas Corporais tem potência para ser considerado um conceito para o campo.</span></span> 2022-02-05T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Movimento (Porto Alegre) https://www.seer.ufrgs.br/index.php/Movimento/article/view/120308 A dimensão geopolítica do fracassado projeto da Superliga Europeia de Futebol 2022-03-02T15:46:05-03:00 Carles Viñas Gracia carlesvinas@ub.edu Xavier Ginesta Portet xavier.ginesta@uvic.cat <p>O principal objetivo desta pesquisa é analisar e compreender as causas do fracasso do projeto da Superliga europeia de futebol, promovida por doze equipes da Premier League (EPL), LaLiga e Série A em abril de 2021. Nesse sentido, após revisar os antecedentes do fenômeno, e focando o estudo em um campo interdisciplinar como a geopolítica do futebol, os autores questionam se, além do clamor popular contra uma competição semifechada, foi a combinação dos interesses geopolíticos dos diversos atores que impediu o projeto de avançar.</p> 2022-03-20T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Movimento (Porto Alegre) https://www.seer.ufrgs.br/index.php/Movimento/article/view/122538 Aspectos controversos de uma interpretação do giro linguístico sobre a ontologia de Lukács como referência crítica na Educação Física 2022-05-01T12:15:25-03:00 Bartolomeu Lins de Barros Júnior bartolomeu.junior@ifsertao-pe.edu.br Danielle Batista de Moraes danielle.moraes@ifg.edu.br Eldernan dos Santos Dias eldernan@gmail.com Augusto César Vilela Gama efpesquisador@outlook.com Edson Marcelo Húngaro mhungaro@unb.br <p>O presente artigo se justifica pela identificação de limites e reducionismos encontrados na interpretação e descrição, oferecidas pela crítica dos giros linguísticos, sobre o que chamam de:“<em>atividade epistemológica em Educação Física</em>” por uma denominada “<em>reação ontológica</em>”. O objetivo não é apenas se contrapor, mas demonstrar na discussão ora apresentada os possíveis equívocos em relação à crítica ontológica realizada ao filósofo György Lukács no campo da Educação Física. Para tanto, buscamos os artigos envolvidos no debate, destacando nossa investigação e análise em relação ao estudo de Almeida e Vaz(2010), intitulado: “<em>Do giro linguístico ao giro ontológico na atividade epistemológica em Educação Física</em>”.</p> 2022-07-23T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Movimento https://www.seer.ufrgs.br/index.php/Movimento/article/view/118352 Concepção de corporeidade/subjetividade humana 2022-04-11T10:44:40-03:00 Renato Bastos João renatobastosj@unb.br <p>Este ensaio tem como objetivo avançar nos diálogos entre a epistemologia complexa e o campo de conhecimento da Educação Física, a partir da concepção de corporeidade/subjetividade humana. Trata-se de um estudo teórico realizado mediante pesquisa bibliográfica da obra de Edgar Morin, sobretudo, dos seis volumes de O método, com o qual se fundamentou a referida proposta. Contextualizou-se o cenário dos debates acerca do tema da corporeidade no campo da Educação Física, no qual se intenciona introduzir a concepção em questão. Esta concepção é o resultado da articulação teórica dos conceitos de corporeidade/subjetividade do indivíduo e de subjetividade social. Com essa proposição, que assume o paradigma dos sistemas complexos auto-organizados, espera-se estabelecer diálogos com outras perspectivas teóricas, pontes com outras áreas do conhecimento e apontar caminhos para pensar a prática pedagógica nas suas diferentes áreas de atuação.</p> 2022-07-24T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Movimento https://www.seer.ufrgs.br/index.php/Movimento/article/view/120556 Potencialidades e limites do processamento de dados em pesquisas sobre a produção científica 2022-04-19T10:58:29-03:00 Leoncio José de Almeida Reis leojar_edf@yahoo.com.br <p>Este trabalho versa sobre potencialidades e limites relacionados à utilização de processamentos de dados para auxiliar na produção e sistematização de conhecimento científico. Objetiva, através de um exercício experimental envolvendo a utilização de algoritmo, discutir a viabilidade do uso de técnicas de coleta automatizada para levantamento e produção de dados utilizáveis no âmbito das pesquisas científicas. Como demonstração, busca reproduzir de maneira automatizada processos relacionados à coleta de dados de pesquisa anteriormente publicada neste periódico, descrevendo metodologicamente como foram organizados e desenvolvidos a extração e o tratamento desses dados. Como resultado, constata que o processamento automatizado pode ser uma alternativa produtiva e eficiente para auxiliar nas sistematizações e análises sobre o acumulado crescente de publicações no campo científico, podendo abrir novos caminhos metodológicos de pesquisa na Educação Física, especialmente considerando o volume de dados passível de coleta e análise em redes sociais, fóruns e outras plataformas na <em>web</em>.</p> 2022-07-25T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Movimento https://www.seer.ufrgs.br/index.php/Movimento/article/view/119990 “Temos que devolver o jogo ao(à) jogador(a)” 2022-05-20T15:36:50-03:00 Lucas Leonardo prof.lucasleonardo@gmail.com Alcides José Scaglia scaglia@unicamp.br <p>Partimos da crítica à tendência utilitarista das abordagens baseadas no jogo (GBAs) com o objetivo de analisar como as dimensões éticas e morais se revelam no “ato de jogar” a partir da prática pedagógica do(a) treinador(a) dos esportes coletivos. Sustentados nos conceitos do “jogar” ético e do “esportear” moral, defendemos 1) a primazia do jogar sobre o esportear, 2) a necessidade de que os sentimentos éticos, manifestos pelo estado de jogo, passem pelo crivo da norma, representada pela atitude lusória e 3) que atitudes transgressoras e subversivas à regra sejam analisadas em função de sua fonte: amor a si ou resistência aos impasses promovidos pelas regras. Concluímos que o ato de jogar revela por si mesmo o plano ético-moral inerente ao jogo/esporte, sendo a instrumentalização do jogo com um comprometimento exclusivamente voltado à dimensão moral normativa um risco à dimensão ética inerente ao papel do(a) jogador(a).</p> 2022-07-29T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Movimento