PERFORMATIVIDADES DE GÊNERO E A ABJEÇÃO DOS CORPOS DE MULHERES NO LEVANTAMENTO DE PESO

Autores

  • João Paulo Fernandes Soares Universidade Federal de Juiz de Fora - Campus Governador Valadares
  • Ludmila Mourão Universidade Federal de Juiz de Fora.
  • Ayra Lovisi Universidade Federal de Juiz de Fora.
  • Mariana Novais Universidade Federal de Juiz de Fora

DOI:

https://doi.org/10.22456/1982-8918.70027

Palavras-chave:

Gênero. Esportes. Levantamento de peso. Estigma social.

Resumo

Este artigo analisa as experiências de gênero, a abjeção dos corpos e as agências de mulheres atletas do levantamento de peso. Para tal, aportamos as observações de treinamentos, na realização de entrevistas com oito atletas da modalidade e nos referenciais dos estudos de gênero e sexualidade pós-estruturalistas. As narrativas das atletas expõem visões de mundo referenciadas em binarismos de gênero, e seus corpos trazem marcas das experiências esportivas, refletidas em volume, força e potência muscular elevada. Tais inscrições corporais fazem emergir a instabilidade e descontinuidade do sistema normativo sexo-gênero-desejo e constroem feminilidades superlativas, “forçudas” e consequentemente estigmatizadas e abjetas. Essas transformações lançam “suspeição” sobre suas sexualidades, e a heteronormatividade assume centralidade no processo de abjeção em suas relações de sociabilidade. Na medida em que “subvertem” as expectativas corporais normalizadas, essas mulheres performatizam resistências e a pluralização das feminilidades no esporte.

 

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Biografia do Autor

João Paulo Fernandes Soares, Universidade Federal de Juiz de Fora - Campus Governador Valadares

Doutorando do Programa de Pós Graduação em Educação Física (UFJF). Professor do Departamento de Educação Física (UFJF/Campus Governador Valadares). Membro pesquisador dos Grupos de Pesquisa Gênero, Educação Física, Saúde e Sociedade (GEFSS/UFJF/CNPq) e Nùcleo de Estudos Educação Física, Corpo e Sociedade (NECOS/UFJF GV/CNPq). Bolsista da Fundação de Amparo à Pesquisa do estado de Minas Gerais (FAPEMIG).

Ludmila Mourão, Universidade Federal de Juiz de Fora.

Doutora em Educação Física (UGF). Professora da Faculdade de Educação Física e Desportos e do Programa de Pós Graduação em Educação Física (UFJF). Coordenadora do Grupo de Pesquisa Gênero, Educação Física, Saúde e Sociedade (GEFSS/UFJF/CNPq).

Ayra Lovisi, Universidade Federal de Juiz de Fora.

Doutoranda do Programa de Pós Graduação em Educação Física (UFJF). Professora da Faculdade de Educação Física (UFJF). Membro pesquisadora do Grupo de Pesquisa Gênero, Educação Física, Saúde e Sociedade (GEFSS/UFJF/CNPq).

Mariana Novais, Universidade Federal de Juiz de Fora

Mestranda do Programa de Pós Graduação em Educação Física (UFJF). Graduada em Educação Física (UFJF). Membro pesquisadora do Grupo de Pesquisa Gênero, Educação Física, Saúde e Sociedade (GEFSS/UFJF/CNPq).

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Publicado

2018-03-29

Como Citar

FERNANDES SOARES, J. P.; MOURÃO, L.; LOVISI, A.; NOVAIS, M. PERFORMATIVIDADES DE GÊNERO E A ABJEÇÃO DOS CORPOS DE MULHERES NO LEVANTAMENTO DE PESO. Movimento, [S. l.], v. 24, n. 1, p. 107–118, 2018. DOI: 10.22456/1982-8918.70027. Disponível em: https://www.seer.ufrgs.br/index.php/Movimento/article/view/70027. Acesso em: 16 ago. 2022.

Edição

Seção

Artigos Originais