A BIOMETRIA COMO INSTRUMENTO DA EDUCAÇÃO FÍSICA (1932-1944)

CONSTITUIÇÃO DE SUJEITOS E IDENTIFICAÇÃO DE TIPOS POPULACIONAIS

Autores

  • André Luiz dos Santos Silva Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Escola de Educação Física, Fisioterapia e Dança (ESEFID), Porto Alegre, RS. http://orcid.org/0000-0002-9838-2558
  • Christiane Garcia Macedo Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), Colegiado de Educação Física (CEFIS), Programa de Pós-graduação em Educação Física (PPGEF), Petrolina, PE. https://orcid.org/0000-0002-3760-3951
  • Silvana Vilodre Goellner Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Escola de Educação Física, Fisioterapia e Dança (ESEFID), Porto Alegre, RS. https://orcid.org/0000-0002-1990-665X

DOI:

https://doi.org/10.22456/1982-8918.120277

Palavras-chave:

Biotipologia. Biometria. Educação Física e Treinamento. Grupos Populacionais.

Resumo

Este texto analisa as fichas e o fichamento biométrico como procedimentos do campo acadêmico-profissional da Educação Física, evidenciando suas produtividades enquanto saberes capazes de mobilizar sentidos sobre os corpos e as práticas corporais. Para tanto, foram tomados como fontes históricas os textos sobre Biometria/Biotipologia datados de 1932 a 1944 e publicados nas publicações Revista de Educação Física (Exército) e Educação Physica. Fundamentados em pressupostos cientificamente legítimos, as fichas e o fichamento biométrico colocaram em circulação saberes considerados substanciais à prescrição esportiva e à organização de turmas homogêneas. Em um contexto marcado por intenções identitárias, a Educação Física constrói sistemas de investigação dos corpos que reúnem exames e distribuição de pessoas em biotipos, procedimentos que individualizam e subjetivam. Além disso, os processos de mensuração na prática biométrica fabricariam arquivos entendidos como capazes de dizer sobre os tipos populacionais brasileiros, prática vinculada às políticas ufanistas que intencionavam a forja de uma identidade nacional.

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Biografia do Autor

André Luiz dos Santos Silva, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Escola de Educação Física, Fisioterapia e Dança (ESEFID), Porto Alegre, RS.

André Luiz dos Santos Silva é Licenciado e Bacharel em Educação Física pela Universidade Federal de Viçosa, Mestre e Doutor em Ciência do Movimento Humano pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) com Pós Doutorado em Educação, também pela UFRGS. É professor dos cursos de Licenciatura e Bacharelado em Educação Física e do Programa de Pós-Graduação em Ciências do Movimento Humano (PPGCMH) na UFRGS. Coordena o Grupo de Estudos Sobre Cultura e Corpo (GRECCO) e o Grupo de Estudos sobre Relações de Gênero Educação e Violência (GERGEV).

Christiane Garcia Macedo, Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), Colegiado de Educação Física (CEFIS), Programa de Pós-graduação em Educação Física (PPGEF), Petrolina, PE.

Possui graduação em Educação Física pela Universidade Federal de Goiás (2007), mestrado e doutorado em Ciências do Movimento Humano pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2012 e 2017). Atualmente é professora adjunta do Colegiado de Educação Física e do Programa de Pós-Graduação em Educação Física da Universidade Federal do Vale do São Francisco , atuando principalmente nos seguintes temas: história, educação física, memória, gênero e centros de memória. Integra o LECCORPO - Laboratório de Estudos sobre Cultura e Corpo.

Silvana Vilodre Goellner, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Escola de Educação Física, Fisioterapia e Dança (ESEFID), Porto Alegre, RS.

Licenciada em Educação Física pela UFSM, mestre em Ciências do Movimento Humano pela UFRGS, doutora em Educação pela UNICAMP e pós-doutora pela Faculdade do Desporto da Universidade do Porto (Portugal). Professora titular da UFRGS. Atua como professora colaboradora no Programa de Pós-Graduação em Ciências do Movimento Humano (UFRGS). Foi coordenadora do Centro de Memória do Esporte da ESEF/UFRGS (03/2000 a 05/2019). Editora da Revista Brasileira de Ciências do Esporte (2005-2007) e da Revista Movimento (2003-2005). Foi coordenadora do Grupo Temático Gênero e Ciências do Esporte, do Colégio Brasileiro de Ciências do Esporte (2013-2015) e do Simpósio Temático "Gênero e Praticas corporais e esportivas" do Seminário Internacional Fazendo Gênero. Integra o coletivo Guerreiras Project. Curadora das exposições "Futebol e Mulheres no País da Copa de 2014" e "Paisagens da memória: cidade e corpos em movimento" realizadas em Porto Alegre. Co-curadora das exposições "Visibilidade para o Futebol Feminino" e "Contra-Ataque: as mulheres do Futebol" realizadas no Museu do Futebol em 2015 e 2019 respectivamente. É vice-coordenadora do GRECCO - Grupo de Estudos sobre Esporte,Cultura e História e Coordenadora, juntamente com David Wood (Inglaterra) e Verónica Moreira (Argentina) da Rede de Pesquisa sobre Futebol de Mulheres na América Latina. Tem experiência na área de educação física, com ênfase em história e gênero atuando principalmente nos seguintes temas: corpo, gênero, história do corpo e da educação física e esportes, futebol e mulheres, documentação e informação e memória.

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Publicado

2022-03-20

Como Citar

SILVA, A. L. dos S.; MACEDO, C. G.; GOELLNER, S. V. A BIOMETRIA COMO INSTRUMENTO DA EDUCAÇÃO FÍSICA (1932-1944): CONSTITUIÇÃO DE SUJEITOS E IDENTIFICAÇÃO DE TIPOS POPULACIONAIS. Movimento, [S. l.], v. 28, p. e28014, 2022. DOI: 10.22456/1982-8918.120277. Disponível em: https://www.seer.ufrgs.br/index.php/Movimento/article/view/120277. Acesso em: 30 jun. 2022.

Edição

Seção

Artigos Originais