Autoria digital de cybersêniors: um estudo de caso sobre a construção de vídeos

Autores

  • Bruna Kin Slodkowski Universidade Federal do Rio Grande do Sul
  • Leticia Rocha Machado Universidade Federal de Santa Catarina Universidade Federal do Rio Grande do Sul
  • Jozelina Silva da Silva Mendes Universidade Federal do Rio Grande do Sul
  • Patricia Alejandra Behar Universidade Federal do Rio Grande do Sul

DOI:

https://doi.org/10.22456/1982-1654.86995

Palavras-chave:

Autoria Digital. Construção de Vídeos. Cybersêniors.

Resumo

O artigo tem por objetivo investigar de que forma a construção de vídeos autorais contribuem para o envelhecimento ativo e o desenvolvimento da autonomia de cybersêniors em um curso de inclusão digital. O número de ferramentas digitais desenvolvidas para a produção de materiais digitais cresce anualmente. Assim, é importante cada vez mais instigar a autoria digital dos idosos para desenvolver a sua autoestima e autorrealização. A metodologia adotada foi qualitativa do tipo estudo de caso. A coleta de dados foi realizada a partir de questionários e observações participantes com 21 idosos com idade igual ou superior a 60 anos. Os dados apontaram que a maioria dos participantes (99%) considerou satisfatória a construção dos materiais, evidenciando alguns elementos necessários para este processo, como o planejamento. A análise dos dados apontou que a autoria digital pode auxiliar tanto no desenvolvimento da autonomia quanto no envelhecimento ativo através das produções de vídeos.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Leticia Rocha Machado, Universidade Federal de Santa Catarina Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Pedagoga Multimeios e Informática Educativa, Mestre em Gerontologia Biomédica e Doutora em Informática na Educação.

Jozelina Silva da Silva Mendes, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Doutoranda e Mestre em Educação (UFRGS). Especialista em Design Instrucional (SENAC) e Informática instrumental para a Educação Básica (UFRGS). Graduada em Letras Português/Espanhol (UNISINOS). Pesquisadora do CNPQ no Centro de Tecnologias Digitais Aplicadas à Educação (NUTED-UFRGS) .Tópicos de pesquisa: educação a distância, aprendizagem intergeracional e multiletramento digital.

Referências

BAX, M. P. A evolução da Web rumo à Web semântica. Revista de Ciências e Tecnologias de Informação e Comunicação, n.19, p.70-96, 2012.

BEHAR, P. A. Competências na EAD. Porto Alegre: Penso, 2013.

CANDIDO, H. T. N. O uso de dispositivos móveis pelos idosos: um estudo de caso. 2015. 40 p. Monografia

(Aperfeiçoamento/Especialização em Mídias na Educação: Ciclo Avançado) - Universidade Federal do Rio

Grande do Sul.

CHARTIER, R. O que é um Autor? Revisão de uma genealogia. São Carlos: EdUFSCar, 2012.

DOLL, J.; RAMOS, A. C.; BUAES, C. S. Educação e Envelhecimento. In: Educação & Realidade, Porto Alegre, v.40, n.1, p. 9-15,9-15, jan./mar. 2015.

FERREIRA, A. J.; GOULART, D. Convivendo em um mundo tecnológico. In: TERRA, N. L.; BÓS, A. J. G.; CASTILHOS, N. (Org.). Temas sobre envelhecimento ativo. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2013. 599 p.

FILATRO, A. Produção de conteúdos educacionais. São Paulo: Saraiva, 2015.

GRANDE, T. P. F.; InstrUMEDS: um instrumento para materiais educacionais digitais em dispositivos móveis para idosos. 2016. Dissertação (Mestrado em Pós-Graduação em Educação) – Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

GUIMARÃES, V. P. A formação do sujeito autor: o lúdico como estratégia pedagógica potencializadora da autoria de pensamento. Brasília, DF. Universidade de Brasília/Faculdade de Educação (Trabalho Final de Curso), 2011. Disponível em: <http://bdm.unb.br/bitstream/10483/2386/1/2011_VirginiaPerpetuoGuimaraes.pdf.> Acesso em 22 de jan. 2018.

IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Síntese de Indicadores Sociais: uma análise das condições de vida da população brasileira. Estudos e Pesquisas Informação Demográfica e Socioeconômica. Rio de Janeiro. Nº35, 2015.

ICL. Centro Internacional de Longevidade Brasil. Envelhecimento ativo: um marco político em resposta à revolução da longevidade. Rio de Janeiro: ICL. 2015.

KACHAR, V. Envelhecimento e perspectivas de inclusão digital. Revista Kairós Gerontologia, 2010, p.131-147.

KOCH, I. L. C. Autoria de material digital: possibilidades de protagonismo na ação docente. Trabalho de conclusão de especialização.

KROKOSCZ, M. Outras palavras para autoria e plágio. São Paulo: Atlas, 2015.

LOLLI, M. C. G.; MAIO, E. R. Uso da tecnologia por idosos: perfil, motivações, interesses e dificuldades. Revista Educação, Cultura e sociedade. Sinop/MT/Brasil, v. 5, n. 2, p. 211-223, jul./dez. 2015.

MACHADO, L.R.; CACHIONI, M. O idoso e as novas tecnologias. In: FREITAS, E. V. [et al.] (Org.). Tratado de Geriatria e Gerontologia. 3ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, p. 1604-1611, 2016.

MACHADO, L R.; BEHAR, P. A. Educação a Distância e Cybersêniors: um foco nas estratégias pedagógicas. Educação & Realidade, Porto Alegre, v. 40, n. 1, p. 129-148, jan./mar. 2015.

MENEZES, M. E. de L. Tecnologias e mídias digitais no processo educativo e a autoria de alunos: limites, contribuições e possibilidades. 2013. 184 f. Dissertação (Mestrado em Educação) - Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2013.

OSORIO. A. R. Educação Permanente e Educação de Adultos.1 Ed. Editora: Instituto Piaget, 2005, 372 p.

UNESCO. Educação: um tesouro a descobrir. Relatório para a Unesco da Comissão Internacional sobre Educação para o século XXI. Brasília, julho de 2010.Disponível em: <http://unesdoc.unesco.org/images/0010/001095/109590por.pdf>. Acesso em 21 de mar. 2018.

Downloads

Publicado

2019-12-31

Como Citar

SLODKOWSKI, B. K.; MACHADO, L. R.; MENDES, J. S. da S.; BEHAR, P. A. Autoria digital de cybersêniors: um estudo de caso sobre a construção de vídeos. Informática na educação: teoria &amp; prática, Porto Alegre, v. 22, n. 3 Set/Dez, 2019. DOI: 10.22456/1982-1654.86995. Disponível em: https://www.seer.ufrgs.br/index.php/InfEducTeoriaPratica/article/view/86995. Acesso em: 13 ago. 2022.