Avaliação da Modalidade Remota de Ensino: Uma percepção a partir dos discentes do Ensino Superior

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22456/1982-1654.113755

Palavras-chave:

Ensino Remoto, Ensino Presencial, Ensino Superior, Discentes

Resumo

Este artigo teve como objetivo avaliar a modalidade de ensino remoto a partir da percepção de discentes do ensino superior. Para esta proposta, o estudo se sustentou em uma pesquisa descritiva de caráter quantitativo. Os dados foram coletados durante o período do retorno das aulas presenciais, via Google Forms, e analisados por meio da estatística descritiva. Os resultados apresentaram que o ensino remoto, mesmo surgindo como alternativa de manutenção do plano de ensino em períodos de isolamento social, não substitui a modalidade presencial na preferência dos discentes. Apesar da instituição pesquisada se posicionar a favor da modalidade presencial, tal preferência por parte dos discentes ultrapassa os critérios mercadológicos e avança para as dimensões sociais desses. Ressalta-se ainda que o modelo remoto trouxe reflexos ao modelo presencial, emergindo a necessidade de adoção de novas ferramentas digitais e metodologias no ambiente presencial de ensino.

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Biografia do Autor

Marcelo Agenor Espíndola, Faculdade de Nova Serrana (FANS) / Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC)

Professor do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC-MG) e Professor da Faculdade de Nova Serrana - MG (FANS) atuante nos eixos de Gestão.

Frederico Cesar Mafra Pereira, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

Professor Adjunto da Escola de Ciência da Informação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Professor Permanente do Programa de Pós-Graduação em Gestão & Organização do Conhecimento da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

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Publicado

2021-09-16

Como Citar

ESPÍNDOLA, M. A.; MAFRA PEREIRA, F. C. Avaliação da Modalidade Remota de Ensino: Uma percepção a partir dos discentes do Ensino Superior. Informática na educação: teoria &amp; prática, Porto Alegre, v. 24, n. 2, 2021. DOI: 10.22456/1982-1654.113755. Disponível em: https://www.seer.ufrgs.br/index.php/InfEducTeoriaPratica/article/view/113755. Acesso em: 1 dez. 2022.