GESTÃO DO PATRIMÔNIO E POVOS INDÍGENAS: A NECESSIDADE DE UMA ABORDAGEM INCLUSIVA E INTERCULTURAL

Autores

  • Marcelo Marques Miranda Universidade de Leiden

DOI:

https://doi.org/10.22456/1982-6524.82775

Palavras-chave:

Arqueologia, Museologia, Descolonização, Colaboração, Direitos Humanos

Resumo

Os mecanismos de gestão do patrimônio em países anteriormente sob o domínio ocidental tendem ainda a seguir aproximações que ignoram os valores que os povos indígenas atribuem a objetos e sítios arqueológicos nos seus territórios ancestrais. Além disso, estes mecanismos funcionam como uma ferramenta para desvincular as comunidades de participar no processo de proteção e gestão de um patrimônio que reclamam seu, desrespeitando-se assim os seus direitos humanos e coletivos. Com base no exemplo do povo Camëntsá, são apontados alguns dos motivos desse distanciamento e sugerido que uma abordagem colaborativa e intercultural da gestão do patrimônio seja mais adequada, pois está baseada numa compreensão inclusiva do patrimônio e reconhece que não só este é usado como forma de resistência, como também está sujeito à interpretação de diferentes grupos. No caso específico da arqueologia, é necessário expandir os horizontes da disciplina, reconhecendo a relação dos povos indígenas com o passado material, e trabalhar de uma forma em que pesquisadores, comunidades indígenas e instituições governamentais colaborem verdadeiramente.

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Publicado

2019-06-30

Como Citar

MIRANDA, M. M. GESTÃO DO PATRIMÔNIO E POVOS INDÍGENAS: A NECESSIDADE DE UMA ABORDAGEM INCLUSIVA E INTERCULTURAL. Espaço Ameríndio, Porto Alegre, v. 13, n. 1, p. 9, 2019. DOI: 10.22456/1982-6524.82775. Disponível em: https://www.seer.ufrgs.br/index.php/EspacoAmerindio/article/view/82775. Acesso em: 4 fev. 2023.

Edição

Seção

ARTIGOS