OS HALITI-PARESÍ: UMA REFLEXÃO SOBRE SAÚDE E DEMOGRAFIA DA POPULAÇÃO RESIDENTE NAS TERRAS INDÍGENAS PARESÍ

Autores

  • Ana Cláudia Pereira Terças Universidade do Estado de Mato Grosso Fundação Oswaldo Cruz
  • Vagner Ferreira do Nascimento Universidade do Estado de Mato Grosso
  • Thalise Yuri Hattori Universidade do Estado de Mato Grosso.
  • Leonir Evandro Zenazokenae Universidade do Estado de Mato Grosso
  • Marina Atanaka Universidade Federal de Mato Grosso
  • Elba Regina Sampaio de Lemos Instituto Oswaldo Cruz - Fiocruz\RJ

DOI:

https://doi.org/10.22456/1982-6524.60301

Palavras-chave:

saúde, demografia, população indígena.

Resumo

As comunidades haliti-paresí destacam-se em Mato Grosso pela busca constante de sua sustentabilidade e etnodesenvolvimento. Com o objetivo de conhecer algumas características culturais da saúde e aspectos demográficos, realizou-se um estudo quantitativo e descritivo dividido em duas etapas. Na primeira, uma revisão de literatura que abordou as características histórico-sociais e culturais da saúde do povo Haliti-Paresí; posteriormente, com base nos dados do censo do IBGE de 2010, pôde-se identificar os aspectos demográficos dessa população. Em seu processo histórico, a interação e integração com as novas realidades propiciaram que construíssem seu cotidiano nos moldes do etnodesenvolvimento. As práticas de saúde são realizadas na perspectiva holística, permeada por elementos mágicos e míticos da medicina tradicional indígena com vistas a integrar os cuidados com a medicina ocidental. O crescimento populacional reflete o processo de “etnogênese” no Brasil, com predomínio do sexo masculino, taxa de alfabetização de 81% e grande porcentagem de indígenas com registro de nascimento civil. Metade da população não possui renda e suas condições de moradia retratam duas realidades que contrapõem-se.

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Biografia do Autor

Ana Cláudia Pereira Terças, Universidade do Estado de Mato Grosso Fundação Oswaldo Cruz

Doutoranda em Medicina Tropical pelo Instituto Oswaldo Cruz, Laboratório de Hantaviroses e Ricketsioses – FIOCRUZ\RJ, Mestre em Saúde Coletiva pela Universidade Federal de Mato Grosso e professora do curso de Enfermagem da Universidade do Estado de Mato Grosso, campus de Tangará da Serra. E-mail: ana.claudia@unemat.br

Vagner Ferreira do Nascimento, Universidade do Estado de Mato Grosso

Doutorando em Bioética pelo Centro Universitário São Camilo, Mestre em Terapia Intensiva pela Universidade de Brasília e professor do curso de Enfermagem da Universidade do Estado de Mato Grosso, campus de Tangará da Serra

Thalise Yuri Hattori, Universidade do Estado de Mato Grosso.

Mestre em Ciências da Saúde pela Universidade Federal da Grande Dourados e professora do curso de Enfermagem da Universidade do Estado de Mato Grosso, campus de Tangará da Serra

Leonir Evandro Zenazokenae, Universidade do Estado de Mato Grosso

Indígena Haliti-Paresí e acadêmico de Enfermagem da Universidade do Estado de Mato Grosso, campus de Tangará da Serra

Marina Atanaka, Universidade Federal de Mato Grosso

Doutora em Saúde Pública pela Escola Nacional de Saúde Pública e professora adjunta do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal de Mato Grosso.

Elba Regina Sampaio de Lemos, Instituto Oswaldo Cruz - Fiocruz\RJ

Doutora em Medicina Tropical e pesquisadora do Laboratório de Hantaviroses e Ricketsioses do Instituto Oswaldo Cruz – FIOCRUZ\RJ

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Publicado

2016-06-30

Como Citar

TERÇAS, A. C. P.; NASCIMENTO, V. F. do; HATTORI, T. Y.; ZENAZOKENAE, L. E.; ATANAKA, M.; LEMOS, E. R. S. de. OS HALITI-PARESÍ: UMA REFLEXÃO SOBRE SAÚDE E DEMOGRAFIA DA POPULAÇÃO RESIDENTE NAS TERRAS INDÍGENAS PARESÍ. Espaço Ameríndio, Porto Alegre, v. 10, n. 1, p. 226, 2016. DOI: 10.22456/1982-6524.60301. Disponível em: https://www.seer.ufrgs.br/index.php/EspacoAmerindio/article/view/60301. Acesso em: 4 fev. 2023.

Edição

Seção

ENSAIOS BIBLIOGRÁFICOS