PIERRE CLASTRES E A FÓRMULA “CONTRA-ESTADO”

ANTROPOLOGIA DA RESISTÊNCIA E DO MOVIMENTO

Autores

Resumo

Resistir à forma-Estado supõe uma operação de recusa ativa ou criativa, que somente pode ser protagonizada por movimentos aberrantes, políticas de resistência e de fluxo. Partindo da célebre fórmula de Pierre Clastres “a sociedade contra o Estado”, na territorialidade das Terras Baixas que, segundo a clássica separação na etnologia americanista, compreendem os territórios das então chamadas sociedades primitivas, nas quais desenvolveram-se interessantes mecanismos sociais de perpétuo movimento criativo (celeritas), que operam como um sistema de recusas ou de impedimentos da sedentarização da forma-Estado e da expansão de sua zona gravitacional (gravitas). Assim, a antropologia de Pierre Clastres não é sobre qualquer homem ou sobre qualquer sociedade, é uma antropologia da política, da recusa e dos seus respectivos movimentos ou mecanismos sociais, ou seja, é uma antropologia sobre coletivos que constantemente escapam ao “grande atrator da razão” e do Estado. A “sociedade primitiva” sempre existirá, como exterior imanente do Estado, como força ativa, sempre em fuga, sempre em movimento.  

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Biografia do Autor

Antonio Henrique Maia Lima, PUC-SP

Doutor em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Servidor Público do Estado de Mato Grosso do Sul, Docente na Faculdade Mato Grosso do Sul.

Silvana Tótora, PUC-SP

Doutorado em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1998). Professora da PUC/SP desde 1986 e do pós- graduação da PUC/SP desde 2000. Professora do Departamento de Política e do Programa de Estudos Pós-graduados em Ciências Sociais -PUCSP (2000-atual) e do Programa de Estudos Pós-graduados em Gerontologia da PUC/SP (2000-2017). Pesquisadora do Núcleo de Arte, Mídia e Política - NEAMP - do Programa de Estudos Pós-Graduados em Ciências Sociais da PUC/SP.

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Publicado

2022-09-28

Como Citar

MAIA LIMA, A. H.; TÓTORA, S. PIERRE CLASTRES E A FÓRMULA “CONTRA-ESTADO”: ANTROPOLOGIA DA RESISTÊNCIA E DO MOVIMENTO. Espaço Ameríndio, Porto Alegre, v. 16, n. 2, p. 195–223, 2022. Disponível em: https://www.seer.ufrgs.br/index.php/EspacoAmerindio/article/view/126012. Acesso em: 3 dez. 2022.

Edição

Seção

ENSAIOS BIBLIOGRÁFICOS