Os almanaques e a circulação social dos objetos culturais: bibliografias, coleções, rastros de leitura

Autores

  • Regina Maria Marteleto PPGCI/IBICT-UFRJ
  • Stella Moreira Dourado Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro - UNIRIO

DOI:

https://doi.org/10.19132/1808-5245250.354-372

Palavras-chave:

Almanaque. Bibliografia. Coleção. Informação. Leitura.

Resumo

Almanaques são pequenas ou grandes brochuras, escritos populares de tempo secular, publicados desde o século XV, na Europa, produzidos e difundidos com múltiplos propósitos, dentre eles o de circular informações úteis, manter e renovar tradições culturais, relatar os eventos e personagens do seu tempo. São considerados como a versão mais completa dos anuários e calendários e conservam uma relação especial com a passagem do tempo. Cada país tem uma história de almanaques. No Brasil os de maior circulação foram os almanaques de farmácia, dentre eles o do Biotônico Fontoura. Eram publicados pelos laboratórios farmacêuticos e distribuídos pelas farmácias. E o Lunário Perpétuo, este de grande difusão e uso no Nordeste do país, principalmente pelas mãos de poetas, artistas populares, cantantes, emboladores que nele buscavam inspiração. No entanto, e apesar de seu significado social, cultural e informacional em cada época, esses livretos quase se perderam, sobretudo no Brasil, restando poucas coleções dispersas. O intento desse artigo é o de refletir sobre o modo de existência desses objetos culturais, com foco na sua circulação social, nas estratégias editoriais empregadas pelos seus produtores, além dos seus rastros de leitura e permanência. Para tanto, recorre-se a algumas bibliografias e a uma coleção particular, de modo a alcançar uma compreensão sobre a dimensão documentária dos almanaques.

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Biografia do Autor

Regina Maria Marteleto, PPGCI/IBICT-UFRJ

É bolsista de produtividade em pesquisa/CNPq, com doutorado em Comunicação e Cultura, pela ECO/UFRJ. Pesquisadora titular do Ibict/MCTI. Docente do quadro permanente do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação/PPGCI/ IBICT/UFRJ. Representante e responsável científica, pelo Brasil, da Rede Franco-Brasileira de Pesquisadores em Mediações e Usos Sociais de Saberes e Informação (Rede Mussi). Coordena o grupo de pesquisa Cultura e processos infocomunicacionais (Culticom). Estuda redes sociais no campo científico e na intervenção social, com foco na saúde; narrativas e linguagens da informação; teoria social e interdisciplinaridade na construção de objetos informacionais.

Stella Moreira Dourado, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro - UNIRIO

Doutora em Ciência da Informação pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT) em convênio com a Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ (2018). Mestre em Ciência da Informação pela Universidade Federal da Bahia (2012). Bacharel em Biblioteconomia e Documentação pela Universidade Federal da Bahia (2009) e em Comunicação Social - Produção Editorial pela Faculdade Hélio Rocha (2006). Bibliotecária Documentalista da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro - UNIRIO. Atua na área de Ciência da Informação realizando estudos sobre Cultura e processos infocomunicacionais e tecnologias de acesso e uso da informação digital.

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Publicado

2019-10-17

Como Citar

MARTELETO, R. M.; DOURADO, S. M. Os almanaques e a circulação social dos objetos culturais: bibliografias, coleções, rastros de leitura. Em Questão, Porto Alegre, v. 25, p. 354–372, 2019. DOI: 10.19132/1808-5245250.354-372. Disponível em: https://www.seer.ufrgs.br/index.php/EmQuestao/article/view/92432. Acesso em: 4 dez. 2022.

Edição

Seção

Fórum Internacional A Arte da Bibliografia