Caráter persuasivo e estrutura organizacional panóptica: as narrativas do Instituto Nacional do Livro e o Plano de Divulgação de Obras Bibliográficas no Brasil

Autores

  • Alessandra Nunes de Oliveira Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" (PPGCI-UNESP). https://orcid.org/0000-0002-7662-5686
  • Jetur Lima de Castro Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" (PPGCI-UNESP) http://orcid.org/0000-0002-6445-4576
  • Luiz Eduardo Ferreira da Silva Universidade Federal do Paraíba (UFPB)

DOI:

https://doi.org/10.19132/1808-5245274.296-327

Palavras-chave:

Estado Novo - Brasil. Instituto Nacional do Livro. Censura. Controle de obras bibliográficas.

Resumo

Investiga as narrativas apresentadas no Plano Nacional de Divulgação de Obras Bibliográficas (PNDOB) sobre as medidas de implementação da difusão cultural dos livros e das bibliotecas no Estado Novo no Brasil. Por meio da apropriação documental do Arquivo de Gustavo Capanema e de jornais da época, a pesquisa percorreu o caminho da Análise Crítica do Discurso (ACD), com base na análise do conteúdo e de imagens sobre os caminhos e as ações adotadas pelo Instituto Nacional do Livro (INL), com o objetivo de analisar como ocorreu e se estruturou o PNDOB. A utilização das fontes documentais foi necessária para discutir sobre como as ações do INL foram largamente difundidas em uma estrutura de caráter persuasivo e panóptico, por meio da qual o PNDOB foi instituído com o objetivo de monitorar e de controlar os livros, aplicados à instituição disciplinar, visando à correção e à ordem em nome da moral e dos bons costumes. Por essa razão, questionou-se até que ponto é possível considerar que as publicações e as iniciativas criadas pelo INL eram benéficas para a sociedade do período do Estado Novo, pois, mesmo existindo toda a aparente disseminação dos livros e das bibliotecas, outros tipos de livros foram considerados nocivos para a sociedade e procurados em todos os cantos do Brasil para saírem de circulação. Os resultados indicaram o PNDOB do INL com uma estrutura persuasiva e panóptica e um volume próximo de 88 folhas, entre inúmeros gráficos, organogramas e planejamentos. Conclui-se que é possível pensar sobre se as ações do INL encontraram uma atitude benéfica, uma vez que foi detalhadamente organizada em favor da educação e da cultura varguista da constante expansão da informação sob a ordem de controle bibliográfico, e como aconteceu o acesso ao conhecimento e às políticas de informação por meio dos livros no Brasil.

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Biografia do Autor

Alessandra Nunes de Oliveira, Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" (PPGCI-UNESP).

Doutoranda em Ciência da Informação pelo Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" (PPGCI-UNESP). Mestra em Ciências da Comunicação pelo Programa de Pós-Graduação Comunicação, Cultura e Amazônia da Universidade Federal do Pará (PPGCOM-UFPA). Graduada em Biblioteconomia (2016) pela Universidade Federal do Pará

Jetur Lima de Castro, Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" (PPGCI-UNESP)

Doutorando em Ciência da Informação pelo Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" (PPGCI-UNESP). Mestre em Ciências da Comunicação pelo Programa de Pós-Graduação Comunicação, Cultura e Amazônia da Universidade Federal do Pará (PPGCOM-UFPA). Graduado em Biblioteconomia (2016) pela Universidade Federal do Pará.

Luiz Eduardo Ferreira da Silva, Universidade Federal do Paraíba (UFPB)

Professor adjunto do curso de Arquivologia da Universidade Federal do Paraíba (UFPB). Doutor em Ciência da Informação - UFPB. Mestre em Ciência da Informação - UFPB. Graduado em Arquivologia pela Universidade Federal da Paraíba e História  pela Universidade Estadual da Paraíba (UEPB).

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Publicado

2021-09-29

Como Citar

OLIVEIRA, A. N. de; CASTRO, J. L. de; SILVA, L. E. F. da. Caráter persuasivo e estrutura organizacional panóptica: as narrativas do Instituto Nacional do Livro e o Plano de Divulgação de Obras Bibliográficas no Brasil. Em Questão, Porto Alegre, v. 27, n. 4, p. 296–327, 2021. DOI: 10.19132/1808-5245274.296-327. Disponível em: https://www.seer.ufrgs.br/index.php/EmQuestao/article/view/110811. Acesso em: 2 jul. 2022.

Edição

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