Caracterizando o processo de doutoramento no Brasil ao longo dos anos: período de formação, sexo e produção acadêmica

Autores

DOI:

https://doi.org/10.19132/1808-5245271.361-387

Palavras-chave:

Cientometria, Doutoramento, Produção científica, Grandes áreas de atuação, Sexo/Gênero

Resumo

O estudo da produção científica e da formação acadêmica em um país, área ou mesmo instituição é uma das principais funções da cientometria; por exemplo, ao conseguir apontar quais instituições têm fornecido mais alto retorno à sociedade. Este artigo analisa o universo de indivíduos que, de 1970 a 2016, concluíram ou orientaram um doutorado, com base em dados extraídos de currículos cadastrados na Plataforma Lattes; esse conjunto totaliza 174.318 indivíduos, a partir do qual se traça um amplo panorama do processo de doutoramento no Brasil. Especial atenção é dedicada ao sexo dos orientados e orientadores, inclusive as quatro configurações possíveis de ocorrer entre eles, bem como às diferenças existentes entre as nove grandes áreas de atuação. Além do processo de doutoramento em si, analisa-se a produção científica dos orientados, com e sem parceria com o orientador, o tempo de ligação entre eles, e a parcela de orientados que permanece no meio acadêmico. Os resultados mostram crescente participação feminina, com a porcentagem de orientadas tendo ultrapassado a de orientados, em 2000, e a de orientadoras aparentando seguir a mesma tendência, mas com 20 anos de atraso. Mostram também um crescimento na produção de artigos em periódicos e uma queda na porcentagem de orientados que segue carreira acadêmica, aspecto em que o ano de conclusão do doutorado mostrou-se o fator com mais alta influência.

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Biografia do Autor

Luciano Antonio Digiampietri, Universidade de São Paulo

Luciano Antonio Digiampietri possui graduação em Ciência da Computação pela Universidade Estadual de Campinas (2002), doutorado em Ciência da Computação pela Universidade Estadual de Campinas (2007) e o título de Livre-docente em Informação e Tecnologia pela USP (2015). Desde abril de 2008 é professor pesquisador no Bacharelado em Sistemas de Informação na Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (EACH-USP) e desde 2010 é professor permanente no Mestrado em Sistemas de Informação da EACH-USP. Tem experiência na área de Ciência da Computação, com ênfase em Biologia Computacional, Bancos de Dados e Inteligência Artificial, atuando principalmente nos seguintes temas: workflows científicos, bioinformática, composição automática de serviços, processamento de imagens e análise de redes sociais.

Esteban Fernandez Tuesta, Universidade de São Paulo

Graduação em Estatistica pela Universidad Nacional Federico Villarreal (UNFV) de Lima, mestrado em Estatística pelo Instituto de Matemática e Estatística (IME) da Universidade de São Paulo (1999) e doutorado em Engenharia Elétrica pela Escola Politécnica (EP) da Universidade de São Paulo (2002). Pós-doutorado na Universidad Carlos III de Madrid - Espanha (2014) com bolsa CAPES. Desde 2005 se desempenha como professor RDIDP da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo e é atualmente professor do mestrado em Sistemas Complexos.

André Fontan Köhler, Universidade de São Paulo

Possui graduação em Administração pela Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV-EAESP), mestrado em Administração Pública e Governo pela FGV-EAESP e doutorado em Arquitetura e Urbanismo pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAUUSP). Desde 2006, é professor doutor da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (EACH-USP), no Curso de Bacharelado em Lazer e Turismo e nos mestrados stricto sensu em Gestão de Políticas Públicas e em Estudos Culturais.

Karina Valdivia Delgado, Universidade de São Paulo

Possui graduação em Engenharia de Sistemas pela Universidade Católica Santa María (1994), mestrado em Ciências da Computação pela Universidade de São Paulo (2005) e doutorado em Ciências da Computação pela Universidade de São Paulo (2010) com período sanduíche em Canberra, Austrália. Pelas contribuições da tese de doutorado, em 2009 recebeu o prêmio Silver IJAR Young Researcher Award, concedido pelos editores da revista International Journal of Approximate Reasoning. Também recebeu o premio de Melhor Tese de Doutorado no Concurso de Teses e Dissertações do Simpósio Brasileiro de Inteligência Artificial, organizado pela SBC, referente aos anos de 2009 e 2010. Desde setembro de 2010 é professor pesquisador no Bacharelado em Sistemas de Informação na Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (EACH-USP), desde 2011 está credenciada no Mestrado em Sistemas de Informação da EACH-USP e desde 2016 no mestrado em Ciências da Computação do IME-USP. Atua na área de Ciência da Computação, com ênfase em Inteligência Artificial, atuando principalmente nos seguintes temas: planejamento probabilístico em Inteligência Artificial, tomada de decisão e processos de decisão markovianos.

João Luiz Bernardes Júnior, Universidade de São Paulo

É Doutor em Ciências, na área de Sistemas Digitais, Mestre em Engenharia e Engenheiro, graus obtidos na Escola Politécnica da USP em 2010, 2004 e 1999, respectivamente. Atualmente é professor doutor em regime de dedicação integral à docência e pesquisa no curso de sistemas de informação da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP, onde desenvolve pesquisa na área de interação em 3D e suas aplicações em educação e entretenimento, e permanece membro do Laboratório de Tecnologias Interativas da USP. Trabalha com atividades de pesquisa e com desenvolvimento de software desde 1995, atualmente com foco em interação e computação Gráfica, incluindo análise, processamento, síntese de imagens e visualização científica. Anteriormente atuou também na área de simulação de sistemas dinâmicos, tendo como principal aplicação a exploração offshore de petróleo. Tem experiência de ensino em níveis de graduação e pós-graduação desde 2002, em instituições públicas e privadas, nas áreas de computação e engenharia.

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Publicado

2020-12-22

Como Citar

DIGIAMPIETRI, L. A.; TUESTA, E. F.; KÖHLER, A. F.; DELGADO, K. V.; BERNARDES JÚNIOR, J. L. Caracterizando o processo de doutoramento no Brasil ao longo dos anos: período de formação, sexo e produção acadêmica. Em Questão, Porto Alegre, v. 27, n. 1, p. 361–387, 2020. DOI: 10.19132/1808-5245271.361-387. Disponível em: https://www.seer.ufrgs.br/index.php/EmQuestao/article/view/101295. Acesso em: 25 jun. 2022.

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